Nem sei se devia estar escrevendo isso aqui, mas… comecei com um comentário a um post do Ernani que li via reader, mas quando cheguei no blog não estava lá (não estava mais ou não estava ainda, não sei). Ele escreveu fazendo uma comparação entre as “tribos” do colégio de alguns anos atrás e as relações via internet na contemporaneidade.
Muito próprio, aliás, como sempre. Em tempos de Luiza, navio, megagrávida, SOPA e o pintinho piu… a gente só tem mesmo duas opções: ou ignora tudo (como quase decidi fazer ontem, não abrir twitter, nem Facebook nem nada mais) ou respira fundo, faz uma faxina nas assinaturas do FB e follows do twitter e aguenta algumas idiotices por amor a quem as disse. (ih, rimou…) Mas tô com saudade de uma vida virtual sadia, daquelas de curtir azamigas, dar risada de bobagem e desabafar coisa séria e coisa não-tão-séria…
Tipo: eu ri de Luiza, compartilhei o vídeo original, achei legal as piadinhas todas que se fez… mas daí a isso pautar o JN, JH e Bom dia Brasil… acho demais. Parece que não tem assunto, não tem problema e nem boa notícia pra se dar… Aí expus minha indignação do FB, quando gostei do desabafo de Carlos Nascimento, e compartilhei o vídeo no FB. É mole, que uma ex-profa (lembra que eu fiz “Rádio e TV”?) veio questionar “Quem é o SBT, com o seu ‘quem quer dinheirooooo?’ ” Ó, eu fiquei na dúvida se fingia não ter visto, ou se respondia, (foi o que fiz) dizendo que o “quem quer dinheiroooo?” é besteirol assumido, e que os telejornais estão fugindo à sua premissa de informar, agora querem fazer piadinha o tempo todo, e isso realmente me incomoda. Mas já vi que é melhor ficar com minha “incomodação” e mudar de canal ou ler um livro, ou dormir… ou blogar, dando uma banana (sorry) pra quem não pensa igual a mim, afinal de contas, por que eu tenho que querer concordância em tudo que digo ou faço?
Enfim, tenho outra opção. Vou ali na AABB, comer acarajé, beliscar o guaiamum de Karol e pegar corrida de natação na piscina!
UPDATE: A “velha” aqui ganhou todas! (Duas).
Tá vendo, Bel? Esse post diz tudo…. no fim o que importa são essas coisas… comer, brincar, curtir os queridos. O resto é bobagem. Tô 100% contigo. Vale a brincadeira, o excesso cansa e jornal bom é o que dá notícia! E tb vale discordar!!
bjoca
Isso! Discordar é o que há! (E curtir, brincar, comer, também!)
Tempos estranhos estes em que a observação jornalística mais lúcida a respeito de um assunto venha do SBT, onde se topa tudo por dinheiro…
“uma vida virtual sadia”
Bel, pensa bem: isso não seria uma contradição?
Já dizia um amigo meu: “A imbecilidade pode não ser homogênea, mas é, certamente, hegemônica.”
Acho que mesmo a lucidez de Raul soa tímida e ingênua ante as novas formas do hiperespetáculo.
Melhor fazer um passeio num fim de tarde pela Soares Lopes, comer um acarajé, beliscar um guaiamum e, se fosse eu, pedir uma pizza metade alho e óleo, metade aratu.
Relaxe, neguinha, sempre pode piorar.
Grande beijo.
No trecho da música que diz “chamei Dom Paulo Coelho” é melhor fingir que não ouviu…
Hahahahaha
Oxe, e por que não uma vida virtual sadia? Acho que posso, sim, assim como muitos outros, você, inclusive!
Cada caso é um caso.
Mas nessa história de vida virtual sadia, eu tenho cá minhas reservas.
(Argumento de otoridade: Anabel Guerra, afinal de contas, quem foi que fez Psicologia? Eu ou tu?)
Tu. Mas quem sabe de minha vida sou eu! :p