O sim, o não e a hipocrisia

Vindo dos ditados populares… “mulher quando diz não quer dizer sim“. Acho que poderia se trocar a palavra “mulher” por “por que” e acrescentar uma interrogação no final. O resultado seria uma questão que tem me incomodado desde sempre.

Tenho um defeito muito grave em minha personalidade: sou sincera ao extremo. Não adianta vir algum de vocês dizer que “isso não é defeito, é qualidade, é virtude…” Essa resposta é embromação, conversa pra boi dormir.

Sou uma ET! Não faço parte do gênero humano, que cultiva a hipocrisia como algo essencial para o bem-viver. Ah, eu devo ser além de tudo uma chata! (Tem horas que nem eu me suporto!) Na minha cabeça de maluca, as coisas funcionam assim: É? É. Não é? Não é. Se quero dizer “sim”, ou “não”… não consigo disfarçar. E se tento… passo vergonha. Então…

Semana que vem começa mais uma edição do BBB… o Brasil inteiro (nem venham dizer que não, olha a hipocrisia…) toma conhecimento da vida de um bando de gente louca por 1 milhão de reais, trancada numa casa, com todo conforto e com toda exposição possível. Manter a sanidade numa situação dessas é complicado. É hora de forjar um perfil, uma personagem, um estilo de vida que nem é o seu próprio, na intenção de conseguir o prêmio.

Não vou entrar no mérito do valor da edição das cenas (eu faço Comunicação – Rádio e TV, não esqueçam!), mas quem não tem uma postura de vender sua imagem entra na lista de exclusão rapidinho. Aparecer como realmente é, é caminhar para o paredão de olhos vendados.

Tô correndo o risco. Abrir o coração num espaço como esse é como um reality show em escala reduzida, pelo menos pra mim, que assumo que digo o que penso. Pelo menos esse espaço aqui, apesar de aberto, é meu. Escrevo aqui o que quiser, e se não quiser, deixo em branco… mas tudo o que escrever é o que sai do meu coração, da minha cabeça e da minha crença.

Esse post foi escrito aos pedaços, e pode até estar com a linha de raciocínio comprometida, mas não vou mexer nele mais não. Quem sabe o que vem depois???

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  1. Eu conheço bem essa sinceridade da nossa heroína, e confesso nem sempre ser agradável… mas já a conheci assim, sabia dos riscos e prefiro corrê-los, prefiro pagar uns miquinhos às vezes. Chateia, mas passa, melhor é ter a companhia e amizade desta pessoa maravilhosa!!! E como ela mesma diz, os amigos são para evitar os ridículos! Te amo gata.

  2. E amúsica do Cazuza deveria ser “hipocrisia, eu quero uma pra viver”. Sei muito bem como é ser assim. Ser sincero é até qualidade, só que muitas das qualidades de “antigamente” – sei que pra boas caracterísitcas ná há tempo ou época -, joje se transformaram em defeitos berrantes. Sinceridade, educação, fidelidade, humildade, bondade e outros preceitos que nossos pais, mães, avós e professores nos ensinaram parecem ter “caído em desuso”. Mas como existe o sim e o não, podemos escolher como pretendemos viver. Dizemos sim para o que acreditamos ser o certo e tentamos viver, sobreviver ou apenas existir. A luta continua companheira!

  3. oi bel, as coisas e as pessoas sao assim mesmo… infelizmente eu conto nos dedos as amigas que tem coragem de responder que uma foto está feia se eu estou perguntando… e são nessas pequenas coisas que vamos conhecendo as pessoas.. fazer o que né, tem gente pra tudo!E continuando, a musica do lele foi bem lembrada!!!!

  4. Sinceridade, talvez a palavra certa seja autenticidade, e puxa vida, como ser autêntica verdadeira… incomoda! Sei bem o que é isso, mas o que temos no coração não pode ser mudado, melhor assim. Continue sendo sempre você!

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