Respondendo ao desafio…

Já escrevi um tanto sobre livros… tem até um marcador ali do lado, com todas as postagens comentando sobre minhas leituras. Mas a Fernanda pediu que eu falasse sobre 5 livros que eu indicaria. Bem, vou tentar fazer o seguinte: tirar da listinha, livros que já comentei aqui no blog, pra não ficar repetitivo. Quem quiser ver os outros posts, é só clicar aqui.

  1. A série Crônicas de Nárnia.

C. S. Lewis escreveu, usando uma linguagem riquíssima sem ser piegas, e trazendo descrições minuciosas sem ser cansativo. Forma na mente do leitor uma imagem tão clara do reino de Nárnia em seus diversos aspectos, que quando assisti o filme eu fiquei frustrada. Minha imaginação guiada pelo autor foi muito além do que foram os estúdios da Disney e Andrew Adamson, o mesmo diretor de Shrek I e II. Em “O Leão, a Feiticeira e o guarda-roupa”, é visível a referência à figura de Cristo e sua mensagem de salvação e amor. Nos outros livros da série, ele traz outros tempos e lugares, como um deserto oriental, um navio pelos mares além Nárnia, uma casa em Londres no século XX… enfim, imaginação demais, e bem dirigida.

Leitura altamente recomendada para adolescentes, jovens e adultos. A ordem de leitura dos livros não obedece a ordem de publicação… muito interessante, veja aqui. Eu conheci a série “por acaso” no final da adolescência, quando fui estudar em Recife. Comprei todos, de uma vez, em vez de comprar livros técnicos de música! Meu pai não sabia quais livros estava pagando, quando mandava o dinheiro todo final de mês pra pagar minhas prestações na “Livraria Rangel”!!!

  1. Clássicos do Reader Digest

Estou burlando a regra, na quantidade, indicando séries! Bem, os Clássicos do Reader Digest não é uma série, mas uma classificação que já me possibilitou ler muitos livros que de outra maneira não me teriam chegado às mãos. Muitos li nos anos de assinatura de Seleções, apresentado como seção final da revista. Depois, comprei alguns e li muitos emprestados de tio Leandro e de Stela, em volumes grossos, contendo 4 livros cada. Impossível citar alguns, principalmente se isso aqui está contando como “um”. Não me lembro de ter tentado ler algum e largado pelo meio. Quem faz a seleção é realmente bom nisso!

  1. Mentes Inquietas

Já comentado aqui, mas sempre na referência ao DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção), agora ele aparece como “livro indicado”. Ana Beatriz Silva, psiquiatra especializada em Medicina do Comportamento, consegue colocar em linguagem completamente acessível o distúrbio que afeta mais pessoas do que se conhece de fato. Recomendo a leitura, por experimentar o que é se descobrir DDA. “Ah, mas eu tenho certeza de que não sou”, me dirá você. Sim, mas com certeza você vai identificar alguém ao lê-lo, respondo. E essa pessoa pode estar mais perto de você do que você imagina.

Considero um livro terapêutico, ainda que não seja essa sua pretensão. Pra mim foi terapêutico por me permitir conhecer detalhes de mim mesma que por 4 décadas me foram obscuros. Então, se não por si mesmo, mas pelos que lhe rodeiam, recomendo a inquietação de sua mente por Mentes Inquietas.

  1. Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada

Poemas de Pablo Neruda, que dispensam comentários. Nem todos perfeitamente compreensíveis em uma única fase da vida, mas com, no mínimo, uma sonoridade perfeita. Digo que não são todos compreensíveis em uma única fase da vida, porque meu exemplar data da adolescência, desde já no costume dos grifos. E alguns poemas passaram batidos nos grifos em vermelho (os primeiros)… mas chamavam a atenção na caneta azul… outros eram regrifados em caneta verde, ou lápis. Assim… deduzo que os compreendi em diversos momentos… apaixonada ou desesperada!

Não somente aos apaixonados, mas a qualquer pessoa sensível, fará bem ler os poemas… e a canção desesperada, que nem é tão desesperada assim. Ah, procure a edição bilíngüe. O original é belíssimo!

  1. No Divã de Deus (a série)


Caio Fábio interpreta os salmos de Davi, trazendo-os para o contexto da nossa vida emocional, as ânsias e as depressões… mostrando que Davi viveu, sofreu, amou, chorou, se revoltou, se acalmou, cresceu, amadureceu, buscou a Deus (e o encontrou), como qualquer um de nós hoje. E os seus gemidos e gritos de angústia, assim como seus brados de alegria e louvor são fruto de um coração plenamente HUMANO, que é tão frágil e tão forte quanto o meu e o seu. Assim como o livro dos Salmos, essa sua (não tão) nova visão, também merece ser lida por pessoas conscientes e desejosas de viver melhor consigo mesmas.

Acho que tenho que acabar… mesmo sabendo que furei um pouquinho o limite, indicando séries, acho que consegui responder ao desafio. Não vou indicar ninguém pra continuar a responder, se você quiser, responda nos comentários, ou no seu blog também!

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