Padrão… ou não.

Padrão

“O esforço é grande e o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areal moreno
E para diante naveguei.

A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O porfazer é só com Deus.
E ao imenso e possível oceano
Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.

E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.”

Fernando Pessoa(1888-1935)

Estou aqui, me sentindo o próprio Diogo Cão, navegador que deixou o padrão de “o esforço é grande e o homem é pequeno”. E naveguei, naveguei pelo mar que, embora português para Pessoa, dá na Terra Brasilis e é límpido e de águas mornas. Nem tenho palavras… o poema de Pessoa, na voz de Caetano diz EXATAMENTE o que me há na alma… o porto sempre por achar!

Foto sem flash… momento documentado!

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