Comércio à beira-mar

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Como boa frequentadora de praia que sou, achei que já tivesse visto de tudo em termos de coisas que são oferecidas para os banhistas teoricamente desocupados e endinheirados.

Digo desocupados, porque o comércio é tão intenso, que só pra dizer “não, obrigada”, a cada vez que algo nos é oferecido, é pra se supor que não estamos fazendo NADA, nem batendo papo. E endinheirados… nem precisa comentar, porque o valor das coisas na praia tem um pequeno acrescimo básico, coisa pouca, assim uns 50% do preço real numa lojinha típica de turista, que já não é o local de melhor preço.

Não sei se as praias por aí afora têm a infra estrutura que as praias aqui da minha ilha têm: cabanas com mesas, guarda-sol, cadeiras de praia, banheiro (decente e limpo), chuveirão… e tudo sem cobrar nada a mais, você paga apenas o que consumir de comida/bebida, mesmo que seja apenas uma água de côco ou uma coca. Mas o que se encontra por aqui, além de tudo isso, é uma caravana de ambulantes, vendendo de tudo um pouco:

Queijo coalho assado na brasa (puro ou com melado, é uma delícia!) – acho uma gracinha os meninos rodando o fogareiro improvisado num galão de tinta, amendoim de todos os tipos (torrado, cozido ou carioca), cocada (acho um absurdo ser “cocada” de outras frutas como maracujá, abacaxi, goiaba… cocada pra mim é de côco e pronto.), empada, coxinha, chocolate caseiro, bala de vidro (quem não conhece não sabe o que está perdendo… é beijinho de côco coberto com açúcar caramelizado, que fica crocante, parecendo vidro quebrando quando é mordido), acarajé, abará e afins, além do côco gelado, que é oferecido por crianças que só faltam implorar pra a gente comprar “côco gelado de um real, eu trago aqui, você não precisa nem levantar pra ir buscar!”

Bom, até aí nada demais, não é? Comida na praia é normal… mas além da comida, vêm os artistas, oferecendo tatoos de henna, tererê no cabelo, trancinhas, artesanatos vários em côco, madeira ou garrafas pet, pintura feita na hora em azulejo, pipas coloridas e trabalhadas, placas com seu nome entalhado na hora (acho lindo ver a arte aparecendo aos meus olhos)… Beleza, arte é sempre bem vinda. E no meio da arte, entram as roupas típicas de verão, como cangas, batas, saínhas, camisetas pintadas ou bordadas com o nome ou coisas próprias da cidade… além de óculos de sol, bijuterias e sei lá mais o quê.

Não sei se esqueci de comentar de algo mais que é vendido pelas praias. Mas ontem vi uma cena absolutamente incomum. Dois rapazes, um até bem novinho, de uns 15 anos, no máximo, vendendo – pasmem! – lingierie na praia. Soutiens e calcinhas dos mais variados tipos e modelos rolando nas mesas, como se estivessem num balcão de loja de moda íntima. Vocês acham que eu me espantei à toa? Pois tem ainda outro detalhe: Eu estava numa mesa com Rê, e eles não vieram oferecer a nós… estavam oferecendo apenas a homens!!! E eu torno a me zangar comigo mesma: por que não documentei o momento, quando chamamos a dupla e fiscalizamos o produto??? O pior é que era cada estampa… digna de ser fotografada mesmo, Deuzemais!

Bom, depois dessa, só me resta repetir o que é produzido pela sabedoria popular: “a crise é a mãe da criatividade“!!!

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