"Capoeira mata um…"


No dia 17 de janeiro, aniversário dessa pessoa linda que entrou na minha vida como professora, e ficou como AMIGA, ela escreveu algo, que terminei tomando pra mim, como lição (apesar de ser mais velha do que ela).

“A vida me passou uma rasteira. Andou… correu… ligeira.
Nem vi! estava tão atarefada… que bobeira!
As economias foram tantas.
A melhor viagem: não fiz!
A melhor roupa: não comprei!
A melhor festa: não fui…
U2 veio: não vi!
Madonna fez show… dancei – porque deixei de ir.
Pequenos prazeres, sabores, luxos, amores… não me dei – guardei, reservei, protelei, arquivei … como se a vida esperasse.
A vida me passou uma rasteira. Não espera, não tolera, não releva. Cobra mais tarde pela inoperância, pela insubordinação frente a própria felicidade. Cobra pela incapacidade em gerenciar a vida.
Acabei passando rasteira pela vida… pelo menos até agora.
Mas decidi mudar essa história – Vou fazer capoeira!!!!!”

Guardadas as devidas diferenças (Madonna não faz meu estilo e não tenho nem como fazer economia), o texto me tocou bastante. E resolvi também fazer capoeira. Não a Capoeira de Angola, daquelas que a gente fica olhando na praça do Teatro (ou no Pelourinho). Mas capoeira pra jogar com a vida.

Pra devolver as rasteiras que já levei, e pra decidir não mais ser inoperante no que diz respeito aos meus sonhos. Pra cair em pé quando novas rasteiras vierem. Pra fortalecer os músculos e não me sentir tão cansada por um esforçozinho tolo. Pra não ter vergonha de tomar atitudes, e ainda ser adimirada por isso.

Sei que corro o risco de ser mal interpretada, como os “negros capoeiras”, que terminavam ficando isolados por medo que os outros tinham de receber um golpe mortal, ou que precisavam esconder sua habilidade com receio de serem pegos e irem direto pro tronco. Mas, asseguro: Minha capoeira vale somente pra mim. É só no meu coração. Pra me fazer bem, e não fazer mal a ninguém. Pra defender quem eu amo e me sentir segura diante da vida. Pra matar somente a insegurança e o medo de ser feliz. Pra garantir que as rasteiras que vierem me encontrarão preparada.

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