O Teatro Mágico

Continuo de molho, embora hj já deva voltar ao trabalho.

Tenho um mooooonte de coisa pra dizer, mas não tá dando pra escrever no momento. Então fica aqui o serviço de utilidade pública: Show do Teatro Mágico no Pelourinho, amanhã à noite. Tô babando, mas… 400Km não são 400m.

Segue a matéria do Correio da Bahia, pra quem tiver preguicinha de clicar no link.

“Já são duas semanas desde que a banda paulista Teatro Mágico lançou seu novo disco, Segundo ato, na internet. As músicas podem ser baixadas na íntegra e de graça. A novidade parece estar se espalhando. O vocalista Fernando Anitelli, também compositor, diretor artístico e idealizador do projeto, conta que nesse meio tempo foram feitos nada menos do que 340 mil downloads (cada canção é adquirida separadamente).

Eles estão cheios de moral, e se no começo da banda não havia outra saída a não ser a independência, hoje eles recusam uma chuva de convites de gravadoras. É o que diz o vocalista da companhia, cuja turnê pelo Nordeste aporta por aqui amanhã, na Praça Pedro Archanjo (Pelourinho).

Enquadrar-se em convenções não é mesmo com eles. Afinal, não dá nem para chamar o que acontece em cima do palco de show. Os integrantes do TM – como foram apelidados pelos fãs – insistem que o termo apropriado é sarau amplificado. Mas como assim? Para começo de conversa, eles entram maquiados de palhaço. A atenção principal é para as músicas, claro, mas a platéia vê ainda esquetes teatrais, declamação de poesias e números circenses. Há estripulias no trapézio e ma-labarismos.

Além de apresentar as acrobacias do disco novo, o grupo, que vem a Salvador com oito artistas, deve mostrar uma boa dose de improvisação. E, preparem-se!, com interação do público; volta e meia alguém aparece maquiado ou com algum verso escrito num guardanapo amassado de bar, pedindo para Fernando ler durante a apresentação. “É tudo na brincadeira. Nós, inclusive, entendemos que nossa platéia é uma extensão da trupe. A galera dança com a gente, rola ciranda e, sabe aquele velho grito: Toca Raul? Nós até atendemos, viu”, diz Fernando.

Os discos, eles mesmo vendem. No show, será armada uma barraquinha com CDs a R$5 e DVDs a R$10. Definitivamente, eles são os hippies da era da internet. Oferecem saída para quem é a favor do consumo de cultura livre, mas não se conforma com o individualismo dos novos tempos.

Ainda tocam, amanhã, as bandas locais Radionave e Ministereo Público. A primeira, formada por Teago (voz/violão), Cesinha (guitarras), Vlad Farias (bateria) e Junior Coelho (contrabaixo), mostra um som que mescla pop, rock, folk e black music. Os caras acabaram de lançar o EP, Avenida sonhar, de composições próprias. Já o Ministereo Público se destaca por ser o único grupo de soundsystem em Salvador especializado em música jamaicana.

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Mágica pop

Apesar de o álbum de estréia do Teatro Mágico se chamar Entrada para raros, não foram poucas as pessoas que embarcaram na onda do grupo. Uma grande legião de fãs – com empolgação comparada àquela destinada aos Los Hermanos – se deixou levar pela atmosfera lúdica e onírica, tanto do disco quanto dos shows.

O Segundo ato, no entanto, álbum que vem em seguida, investe numa temática mais ligada à realidade. Segundo Fernando, a jornada seguida pelo grupo, a favor da “boa pirataria”, foi um dos fatores de influência no que o disco tinha a dizer. “No primeiro, falávamos de nossa relação com o mundo através de imagens de sonhos. Agora estamos numa outra freqüência, inseridos na discussão das gravadoras e mais atentos aos problemas urbanos”.

Na música Cidadão de papelão, quando Fernando canta sobre o cotidiano dos mendigos, essa mudança fica bem evidente: O cara que catava papelão pediu/ Um pingado quente, em maus lençóis, nem voz/ Nem terno, nem tampouco ternura/ À margem de toda rua, sem identificação, sei não. Já Xanel nº 5 é uma crítica à pasmaceira da TV e à loucura de tanta informação ao mesmo tempo: A minha TV tá louca/ me mandou calar a boca.

Apesar do novo conceito, o Teatro continua mágico. Ainda fazem muitas músicas de amor e até uma sobre palavras. Não é como se fosse outra banda ou nada do tipo. E, embora o espetáculo esteja mais sombrio, as melodias continuam eficientemente pop.

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FICHA

Show: Segundo ato
Artista: Teatro Mágico (convidados Radionave e Ministereo Público)
Quando: amanhã, 19h
Onde: Praça Pedro Archanjo (Pelourinho)
Ingresso: R$20 (antecipado) e R$30 (na hora)”

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