Dia da Fotografia – 19 de agosto

Na fotografia existe somente você e a câmera. As limitações que existem na sua fotografia são as mesmas que existem em você mesmo,
pois o que vemos é o que somos.”
(Ernst Haas)

Eu não sou boa com datas, ou melhor, tenho alguma dificuldade em lembrar algumas datas, enquanto outras – perfeitamente dispensáveis – estão firmemente fixadas em minha memória.

Acho que nunca escrevi aqui sobre o Dia da Fotografia, 19 de agosto (sim, estou atrsada, mas foi consciente o atraso) apesar de gostar tanto de fotografar, e de minha vida praticamente girar em torno de uma câmera. Naõ vou falar da história da fotografia, isso vocês podem achar bonitinho no Pai Google. Nem da minha história com a fotografia, que isso já falei. O papo agora é outro.

Sempre pensei em fotografias como “registros de momentos”. Talvez por ter essa deficiência de memória, sentisse a necessidade de gravar de alguma maneira aquilo que aconteceu, para garantir que não ia se perder na caixa sem fundo que é a minha cabeça. Seguia, sem saber, o pensamento de Susan Sontag que dizia: “tudo existe para terminar numa foto”. Não fotografava preocupada em fazer arte, criar algo belo ou experimentar coisas novas, novos ângulos, nova luz, coisas assim.

Acredito que fotografar é algo que se aprende, sim. Mas além do aprendizado, é preciso feeling. Tem gente que nunca ouviu falar em regras de composição, abertura, tempo de exposição… e faz fotos belíssimas. Outras pessoas precisam pensar mil vezes, calcular e obedecer regras, para fazer uma foto e achar que ficou “boa”. Na minha experiência, o bom é aliar as duas coisas. A técnica e o feeling, a física e a arte, a razão e a emoção.

Não me acho o supra-sumo da fotografia, mas penso que consigo fazer fotos agradáveis à vista (mesmo que, para isso, muuuuuuitas outras tenham sido feitas e descartadas). Uma coisa é certa: faço com prazer. Faço gostando, curtindo, apaixonadamente, mesmo.

Tenho me encontrado mais, nos últimos tempos, em fotos de paisagens, detalhes de objetos, animais… não necessariamente pessoas ou eventos. Acho que passou um pouco aquela agonia de “registrar o momento”. Mas só um pouco. Estou na fase de experimentar e inovar. Pode nem ser tanta experimentação e inovação, assim, mas estou como criança com brinquedo novo.

E, quer saber? Dia da Fotografia, pra mim, é TODO DIA! (Não é à toa que existe o Projeto 365 dias!)

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