João Gilberto no TCA

Eu sei que estou atrasadíssima em dar a “reportagem” sobre o show e o resto da viagem. Mas tenham compaixão de mim… estou grudada nesse PC que nem uma louca, arrumando coisas relacionadas à Consultic, à Festa dos Radialistas que acontece dia 19, e ao meu trabalho na rádio. Preciso dizer que não tá sobrando tempo pra NADA???

Então, o show foi bom DEMAIS. Ele atrasou – coisinha pouca, 1h e 10 min. Enquanto esperava, fiquei brincando com a Nikon, e fotografando os famosos que estavam por perto. Governador, Prefeita, Repórteres, Daniela… e o mais famoso, Namorado, é claro. (Ele adora ser fotografado, vocês conseguem imaginar?)


João Gilberto estava muito bem humorado e passou longe da tradição de reclamar sobre som, barulho, etc. Pelo contrário, fez muita piadinha, só que falava baixo demais, e muita coisa não deu pra entender, só o povo que estava bem na frente é que ria. O som estava bom de ouvir a voz cantada, mas merecia um pouco mais de volume nas horas em que ele falava. [Não se pode ter tudo, não é mesmo?]

Ainda afetado pela proximidade da morte de Caymmi, João Gilberto cantou várias músicas dele. E quando terminava de cantar, ainda completava: “Caymmi cantaria assim:” e repetia a canção todinha no estilo do baiano. Ah, é nessas horas que viro bairrista mesmo, e me emociono em ouvir as músicas que falam da minha terra…

“Sou um filho que volta feliz pros teus braços abertos, Bahia!
Sou poeta e não posso viver assim longe da tua magia…
Ah! Já disse um poeta que terra mais linda não há,
(isso é velho e do tempo que a gente escrevia Bahia com H!)
Salve a santa Bahia, imortal, Bahia dos sonhos mil
Eu fico contente da vida em saber que a Bahia é Brasil!!!”

Estava proibido fotografar, (uma implicantezinha lá disse que ele pararia o show se visse uma máquina – e eu tava com a minha Nikon, quase invisível, né?) mas de vez em quando um maluco arriscava, e aparecia um flash. Ele mesmo não disse nada, mas nós vimos dois seguranças avançarem sobre um cara e simplesmente tomarem a filmadora e levarem embora. Interessante é que o dono da câmera não foi atrás…

Na hora do bis (que foram 6 músicas!) deu pra levantar e chegar mais perto, apesar do leão de chácara de braço cruzado que não deixou ninguém encostar no palco. E foi aí que fiz as fotos – um monte, mas todas iguais, já que ele não levantou da cadeira nem por um instante.

Show sem cenário, mínimo jogo de luz… mas delicioso. Ainda com Garota de Ipanema no ouvido (foi a última música), saímos de lá quase 1h da manhã, em estado de graça!

Foi bom demaaaaaaaaaaais!!!


Teatro Castro Alves, 5 de setembro, 2008. Eu fui!!!
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