Reflexões de uma mestranda

Eu não deveria estar aqui. Não tem “necessidade de post”, já que teve a publicação do conto da Patrícia Daltro encerrando a semana de aniversário. Masss… O blog não tem necessidade de post, mas eu tenho necessidade de falar. Boquirrota e passional como sou, não dá pra aguentar o estresse de hoje até segunda sem vir desejar aqui, no meu divã particular, as minhas agonias. Lembram que eu tô sem amiga pra conversar??? E a promessa de não me queixar com vocês já foi pras cucuias, né? Então, vamos lá.

Por que eu não deveria estar aqui?

Minha dissertação está com a cabeça na guilhotina, preciso defendê-la e salvá-la da morte na segunda à tarde. E apesar do projeto estar pronto e formatado, ainda não fiz nem metade da apresentação – que é o que vai determinar minha nota – e como boa DDA que sou, cada vez que leio o bendito Referencial Teórico [que eu mesma escrevi] acho que é uma novidade. Uma novidade interessante [“Hummmm, que legal, isso! Faz sentido!”] mas uma novidade, o que significa que não está interiorizado a ponto de eu defender minhas posições com segurança.

“Ah, mas é segunda, você tem sábado e domingo pra isso.” Tenho, é? Olha só minha programação: Hoje nem vou trabalhar oficialmente, mas minha via crucis começa às 13h, na fila de espera pra fazer mamografia. [exatamente um ano após a primeira! Êeeee, eu tô ficando uma mocinha bem comportada e obediente!] Depois, às 16h, fotografar o casamento de minha amiga e manicure, no fórum. Às 19:30, chá de lingierie pra fotografar, em Itabocas, sabe Deus que horas vai acabar, e ainda pego estrada pra voltar. Amanhã, o único tempo que terei para mim  é fazer unhas e depilação, absolutamente necessários, pois irei fotografar um casamento à noite e um aniversário de 15 anos no domingo.

Essa montanha de compromissos me angustia, e preciso colocar música movimentada pra ficar compatível com a adrenalina (ouvindo o canal “rock clássico” na sky). E além de tudo isso e na verdade por tudo isso, me questiono: Eu tenho mesmo que estar vivendo desse jeito???? Até onde o mestrado vai me levar?

Depois da Exposição, tive bem claro na mente que meu caminho é fotografar, e não ensinar fotografia, como imaginava que seria. Já tive um monte de idéias para projetos que podem ser financiados via editais oficiais de cultura e afins… e só vou concluir o mestrado pra não deixar pela metade, é ponto de honra. Mas minhas pretensões com a carreira acadêmica estão descendo a ladeira numa velocidade assustadora. Doutorado, então… só se cair no meu colo, de um jeito especial, quase milagroso. Fora isso, tem a minha livraria-espaço cultural que tem piscado cada vez mais na tela dos meus sonhos.

É isso, galera. Esses dois dias (sábado e domingo) serão intensos e pesados, apesar de prazerosos, nos momentos de fotografar. Os dois seguintes (segunda e terça) também serão intensos, e imagino que nada prazeros, mas é um tempo que TENHO que passar. O bom é que VAI PASSAR. E na quinta, uma alegria e uma dor: Filhota chega com Namorado para passar 20 dias [nesses 4 anos, nunca passou tanto tempo!] e Marido viaja a trabalho, pra passar uma semana. Pelo menos uma coisa compensa a outra…

Não tenho posts programados para esses dias, o que não impede que eu apareça aqui, ao vivo e a cores. Mas… se eu sumir, não pensem que eu morri. Porque I will survive!!!

 

PS- Pra quem estranhou, ativei a moderação de comentários. Os motivos estão mais do que na cara, basta ouvir/ler as notícias de blogueiros processados e condenados por opiniões expressas nos comentários. Então… guenta aí que eu libero, ok?

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