Blog = Filho e algumas considerações

Na maratona de zerar o reader neste final de semana, ajudada pela maravilhosa conexão da Claro 3G, li um monte de coisas interessantes, algumas postadas aqui na seção Vi por aí. Hoje, lendo o Blog da Elaine (eram 8 posts ainda não lidos!!!), encontrei este texto, do qual reproduzo uma parte, para em seguida comentar:

Você já parou para pensar (guardadas as devidas proporções) em como um blog se parece  com um filho? Veja se não parece:

Quando ainda nem existe o filho já ocupa os pensamentos da mãe ou do pai. Eles olham crianças na rua, ou ficam paquerando os filhos dos amigos e pensando: um dia vou ter um para mim.

Assim também é um blog: lemos alguns deles antes da ideia de ter o blog próprio tomar forma. Olhamos os que achamos bonito, criticamos aquele que não nos agrada e vamos idealizando o blog perfeito: um dia vou ter um para chamar de meu…

Quando o filho finalmente nasce é uma insegurança misturada com alegria, um medo de fazer algo errado, e a satisfação de olhar e dizer: é meu!

E com o blog: nos primeiros tempos a gente enche o bichinho de enfeites, troca a roupinha quase todo dia, fica entre esperançoso e temeroso em mostrar para os amigos e sente uma alegria doida quando alguém elogia o bloguinho bebê.

Quando o filho começa a crescer o orgulho cresce junto: cada feito da criança é cantado em prosa e verso, ele ocupa ainda mais os pensamentos dos papais orgulhosos, que se inquietam se ele está quieto demais e ficam furiosos se ele é alvo de críticas.

Com o blog pré-adolescente é igualzinho: pensamos nele quase que o tempo todo, imaginamos coisas para torná-lo mais agradável e se ele está quieto demais achamos que está doente. Tratamos logo de sacudir e enfiar termômetro no pobrezinho…

Então o filho cresce, se torna adulto e independente, sai de casa e só vem de visita. Os pais então se pegam relembrando o tempo em que perdiam noites de sono cuidando do filhinho pequeno, da época da escola, ai que saudades…

E o blog? Quando adulto ele já não suscita tanta preocupação pois já caminha por si só e a gente sabe que ele não é o mais especial da blogosfera. Já não trocamos a roupinha dele com tanta frequencia e há dias em que sequer olhamos para ele. Mas, assim como o filho adulto, sabemos que ele está lá, e que ele é nosso, haja o que houver.

“E qual o motivo deste texto?”, ela pergunta. O motivo dela foi comemorar o Dia do Blogueiro, 20 de março – PA-RA-BÉNS [atrasado] pra todos nós!!! – mas o meu é outro. Seguinte:

HOJE, 21 de março, estou iniciando uma parte importantíssima do Mestrado. “Pesquisa Orientada para Dissertação”, é o nome da disciplina. Orientador novo, responsabilidade triplicada porque sou bolsista, e vergonha na cara são os motivos básicos para que eu dê tudo de mim pra conseguir defender a dissertação no prazo (março de 2011).  Fora que o mês de maio será dedicado única e exclusivamente à viagem de lua-de-mel pela Europa, então, tenho que adiantar meu lado, pra ter o direito de me dar esse prazer.

Acho que vocês já sacaram, né? Pausa no blog, adulto, adultíssimo, que “caminha por si só e a gente sabe que ele não é o mais especial da blogosfera”. Se vou parar de postar? Não sei. Quem sabe? Vai que acontece alguma coisa impossível de ser contida e os dedos resolvem trabalhar sozinhos e as coisas acontecem por aqui? Mas uma coisa é certa: PRECISO me dar este alívio, tirar a responsabilidade dos ombros. Se eu sei que já avisei do sumiço, não fico aflita pra blogar. É, eu sou assim. E isso deve ser um distúrbio qualquer, que Freud explica. Ou não.

Também vou tirar o Google Reader das minhas “abas abertas na iniciação do Firefox”. Vou esquecer que ele existe. Agora, Turismo Rural, Antropologia Visual, Sustentabilidade e Teorias da Imagem serão meu café, almoço e jantar. Pelo menos até o final de abril, quando devo me dar as tão ansiadas “férias-lua-de-mel”. Quando voltar, vou me organizar assim: De manhã serei “minha”: Alguma atividade física (pilates, yoga, caminhada…), cuidados de beleza (unha, cabelo, depilação…), serviços de rua (banco, médico, compras, mercado…) etc. À tarde serei “do mestrado”: Leituras, discussões, pesquisas, saídas para pesquisa de campo, encontros com o orientador…). À noite serei de Marido, à exceção dos dias em que ele estiver nas aulas da pós-graduação em Gestão da Inovação e Sustentabilidade na UESC, quando esse tempo será também do mestrado. Acho que assim eu consigo, né não?

Ah, mas o que tem isso a ver com o texto da Elaine? Tem que além do blog ser adulto e não precisar de minha atenção específica e ininterrupta, estou também com dois filhos adultos, que estão cada um cuidando de si, e ambos longe de mim. Dá mesmo pra eu focar nas necessidades específicas e com prazo.

Espero que vocês me entendam, e me ajudem sem cobranças. Quando der, vou ler os blogs amigos, mas sei que vou comentar bem menos. Não achem que estarei desmerecendo ninguém. Ah, o e-mail continua normal, esse não posso desativar nem ignorar, por motivos óbvios.

That’s all, people. I have to go.

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  1. Ter a manhã para mim, a tarde para o trabalho e a noite para o amor é tudo que eu quero na minha vida, um dia eu chego lá(sonhando com concurso de jornada de 6h).
    Força na peruca e boa sorte!! 🙂

  2. É verdade, Bel, a gente pensa mesmo no nosso blog como um filho… Às vezes, as coisas acontecem cmg e penso logo: ah, isso tem q ir pro blog! Ainda mais pq o meu blog fala sobre tudo, sobre a minha vida, sobre as minhas opiniões, enfim…

    Fique fora o tempo q precisa, contanto q vc volte! Eu vou morrer de saudades!
    E pra quem eu vou recorrer se precisar???

    Beijos, Bel! s2

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