Vi por aí #19 – e me orgulhei.

A canção I Will Survive, de Gloria Gaynor é considerada como “hino gay”, mas pode ter outras interpretações.  Eu mesma já cantei – e dancei  sozinha no quarto – quando me separei. Gritar “eu vou sobreviver, você pensou que eu ia ficar deprê e morrer, oh, não! Estou viva, tenho toda uma vida pra viver, EU VOU SOBREVIVER!!!” foi uma delícia, numa situação que parecia ser a pior do mundo pra mim.

“Go now go, walk out the door,
Just turn around now, cause you’re not welcome anymore,
Weren’t you the one who try to break me with goodbye,
Do you think I’d crumble, do you think I’d lay down and die,
Oh no not I, I will survive,
For as long as I know how to love I know I’ll stay alive,
I’ve got all my life to live; I’ve got all my love to give,
And I’ll survive, I will survive!”

Mas o que me deixou orgulhosa e não tem nada a ver com o orgulho gay tema das paradas por aí – foi o projeto de Jane Korman, filha de um sobrevivente de campo de concentração nazista. Ela visitou o campo de Auschwitz com o pai e com seus três filhos, e assim, três gerações “celebraram a vida” num lugar que só lembra a morte. O projeto consiste em um vídeo-clipe, um documentário e uma coletânea de fotos antigas da família.

Com toda polêmica de negação do holocausto, pedido de desculpas daqui e dali, às vezes eu escolho confiar no meu coração e ignorar o que se passa em volta. Tanto que na nossa viagem à Europa, nem cogitei incluir no roteiro lugares como campos de concentração. Achei que seria depressivo, mas depois de conhecer esse projeto e ver os vídeos… tenho certeza que eu dançaria lá também!!!

“Em uma recente viagem à Europa, uma família de três gerações (um sobrevivente do Holocausto, sua filha e seus netos)  dançaram a canção pop de Gloria Gaynor – “I Will Survive” em campos de concentração e memoriais em toda a Europa.
Esta dança, é um tributo à tenacidade do espírito humano e uma celebração da vida. É uma afirmação que o homem pode triunfar sobre a escuridão da circunstância e ainda se esforçam para encontrar a beleza e paz. Da mesma forma, cada um de nós tem de enfrentar o adversário de nossas próprias vidas e descobrir o espírito “para sobreviver.”
Ao fazer este vídeo, a minha intenção era apresentar uma nova perspectiva para as gerações mais jovens, que muitas vezes se tornam insensíveis aos horrores do Holocausto.
Espero que ‘Dancing Auschwitz “permita que a memória histórica sobreviva, com as lições de um passado que será sempre lembrado.
Tanto a minha mãe e pai, bem como ser a minha inspiração, também têm sido o meu apoio ao longo deste projeto. Às vezes, quando me senti desafiada por sua adequação, eles me lembrou que “eles vieram das cinzas, agora eles dançam!”

Este clip foi editado com a ajuda do meu amigo Pisithpong Siraphisit que trabalha em Compeung Arte Village, Chiang Mai, Tailândia.

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