Dá licença pra eu reclamar?

Tá, eu sei que tenho 1488 coisas pra agradecer (a Deus, a Marido, aos amigos, a meus pais…), minha vida está bem melhor do que a de muita gente, eu sei. Mas tem dias (que se seguem, não é um só) que as coisas irritantes se sucedem, e eu tô morrendo de vontade de fazer um post daqueles beeeeem reclamões, tá?

[Sei que é horrível ler reclamações, recentemente eu deletei um bocado de blogs do meu Reader, porque estavam “cinza” demais, então, quem não quiser ler, fecha a página, mas não me abandona completamente não, tá? As reclamações não são nem serão constantes. Juro.]

Minha enxaqueca vai e volta, não posso receber notícia ruim, sentir cheiro forte, tomar susto… tudo é motivo pra danada reaparecer. Chá de gengibre já está no fogo.

A morte tem passado muito perto de mim, de pessoas que eu amo, e essa impotência diante da Soberana me mata (trocadilho realmente infame). Lembro de trechos d’A Menina que roubava livros, e vejo como o Marcos Zusak foi feliz nas “falas” da morte.

“EIS UM PEQUENO FATO:
Você vai morrer.

(…)

REAÇÃO AO FATO SUPRACITADO:
Isso preocupa você?
Insisto – não tenha medo.
Sou tudo, menos injusta.

Não tenho conseguido falar com meus filhotes, e isso me faz muita falta. Sei que ela está bem (vejo pelo twitter) e ele também deve estar (notícia ruim chega logo, né isso?) Mas sinto saudade, sinto falta de conversar, de saber deles, de contar de mim… Ontem liguei 1488 vezes e recebia a seguinte mensagem dos telefones de ambos: “Este telefone está programado para não receber esse tipo de chamadas”. (Se algum dos dois estiver lendo isso, favor ligar para a mamãe #carente)

Fui ao médico esta semana, e o Dr. Otorrino descobriu que eu estou com uma rinite alérgica sem tamanho. Ok, pelo menos não é sinusite, a videoendoscopia nasal mostrou que não tem secreção nenhuma, só os “cornetos” inchados – inchadões, na verdade – e mandou fazer exame de sangue (5ml de sangue para UM único exame, que leva 5 dias pra ficar pronto, deve ser mesmo “o” exame – IGE Total) pra determinar em que grau está a alergia ou sei lá o que. Até sair o resultado, só posso lavar o nariz com soro fisiológico e aguentar o entupimento.

Isso me deixa dormindo mal, e quem me conhece sabe que eu sem dormir sou pior do que eu com fome. Fora que a cabeça começa a doer, fico com vontade de ficar deitada o dia todo, as leituras do mestrado e da pós ficam de lado… E meu mau humor Tepeêmico parece durar o mês inteiro. E olha que eu tô tomando meus remedinhos direitinho.

Tem um monte de coisas que preciso fazer, mas procrastinação está sendo meu sobrenome, e acúmulo de tarefas o nome do meio.

Tenho medo de que esse sono eterno seja sintoma de fuga, e não quero fugir de nada. Dá pra entender?

Meu trabalho de fotógrafa está meio-completamente parado, preciso investir em divulgação, arrumar meu blog de fotografia, atualizar a conta nova do Flickr (a antiga sumiu no vento, alguém dá notícias sobre isso?), mandar imprimir cartões de visita… ai, acho que é melhor dormir mesmo.

Ah, já deu pra vocês verem que a coisa não tá boa, mas, né? Sempre pode piorar. Então vou parando por aqui.

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  1. isso Bel, bota pra fora! Que a vida é assim mesmo! Não dá pra ser Pollyanna sorridente o tempo todo e muitas vez, só de escrever no blog já melhora né?
    O consolo: Tudo nessa vida passa! Então aproveite as boas e espere, que as ruins também!
    beijos e melhoras!

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