Aniversário e despedida

Quase que eu escrevia “encontros e despedidas”, e estou tentando escrever este post há alguns dias, e protelando inconscientemente. Sei que este é um assunto que vai levantar polêmica, mas se eu fosse ligar pra tudo o que todo mundo diz e tentar concordar com todos… já teria pirado, ou pior, deixaria de ser eu. Então, vamos lá.

Mel Linda

Hoje a meliante doméstica faz 9 anos! E, coincidência ou não, amanhã ela está indo para seu novo lar.

Antes que me crucifiquem, já vou dizendo: Apesar dela ser uma “senhora idosa”, não estou mandando prum asilo, não. Vai no sentido oposto: ser companhia/divertimento/foco de atenção para uma criança de 8 anos. Vai ser bem tratada, vai ter com quem brincar, e, principalmente, não vai ter um apartamento no andar de baixo para regar com seu xixi.

Muitas foram as razões de me fazerem tomar essa decisão. Uma delas é que passo quase todos os dias em casa e sozinha, o que faz com que ela fique “no meu pé” o tempo inteiro, pedindo pra fazer carinho na barriga. Esta é a posição preferida e mais comum dela, preferencialmente com alguém coçando, pode ser com a mão ou com o pé, só não pode é parar. E essa exigência dela está me estressando, quem já veio aqui em casa sabe o quanto ela é insistente. E eu não acho que nós duas devamos ser prejudicadas: nem ela merece ficar carente nem eu mereço ficar estressada com as exigências dela.

Outro motivo foi que moramos no 2º andar de um prédio, e nem sempre dá pra descer com ela pra que ela faças suas necessidades fisiológicas em local que não incomode ninguém. Aí ou o banheiro social ou a varanda ficam imprestáveis de fedor de xixi e cocô. Porque pra não feder eu teria que agir imediatamente à ação dela, e isso não é a minha praia, ficar vigiando que horas cachorro faz cocô e xixi pra sair limpando.

Além disso, quando ela faz xixi na varanda, escorre pro apartamento de baixo, e isso já provocou um certo desentendimento com os moradores dele.

Assim, pra evitar maiores constrangimentos, comecei a procurar alguém que quisesse uma cadelinha de raça (Yorkshire Terrier) que sempre foi muito amada e bem cuidada, mas que já é adulta e não pode mais parir. Foi difícil encontrar. Quem tinha o perfil de aceitar um cachorro logo desistia por conta da idade dela, ou por não poder mais colocar pra cruzar. Mas quando finalmente achei, tive certeza de que vai ser melhor para todos, pra ela, pra nós, pra vizinhança e também para os novos donos, que têm tempo e disposição pra brincar e cuidar, além de ter  também paixão por animais.

Para finalizar o post e provar que ainda amo, sim, minha Meleca, Melissa, Melina, Meliante, cliquem aqui para ver um monte de fotos antigas que resgatei de CDs de backup e fiz um álbum no Picasa só pra ela.

Vou tentar legendar as fotos, mas não prometo nada. A maioria é mais antiga, pois as recentes estão no HD externo que tá “longe” agora [preguiça de levantar daqui mode on].

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  1. Belzinha, imagino que tua decisão não deva ter sido fácil.
    Como sabes tenho Valentim há 12 anos e ele É um integrante da família, de fato! Faz parte da minha história e posso passar uma tarde inteira relatando fatos – engraçados, na maioria – que vivi na companhia dele. Fora que eu o conheço de cabo à rabo e sei diferenciar um miado de dor, de um miado de manha.
    Mas concordo que a convivência tem que ser feliz para os dois lados. E concordo com a Cláudia quando diz que amar é querer o melhor para sí e para o outro.
    Beijos!

  2. Minha xará é uma graça! =P

    Concordo com sua atitude =). Mel ficará mais feliz agora, com alguém pra acariciar a barriga dela sem parar 😛

    =*

  3. Que mané polêmica, Anabel?
    Oxe, se você acha que é o melhor para sua totó, que seja! Você não está mandando matar, nem dando para pessoas que irão maltratá-la!
    Hoje não tenho cachorro aqui em SSA, pq moro só, apartamento, blá, blá, blá…
    Mas já tive vários cachorros, e o primeiro foi preciso dar porque na época a gente morava do lado do matagal(ainda não tinha Urbis II) e o bichinho vivia com carrapato de cavalo!
    Ou dava para alguém que pudesse cuidar e não tivesse tão perto dos carrapatos ou o bichinho continuar sofrendo!

  4. Pingback: Se eu disser… «

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