Traços de amor

Não sei como começar a escrever este post, porque meu desejo era fazer um texto poético, com a emoção que a ocasião merece.

Acabei de receber, numa caixinha trazida pelos correios, uma porção de amor travestido em lápis e a melhor parte: uma cartinha escrita a mão pela Aline Monteiro.

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Depois que eu contei que tinha começado uma coleção de lápis, ela prometeu mandar alguns, e embora minha "linguagem do amor" * não seja "ganhar presentes", eu adoro esse tipo de demonstração de carinho, amor, amizade… especialmente quando vem de alguém que mostra que lembrou de você, que pensou em você e que se esforçou por preparar algo só porque achou que iria conseguir por um sorriso em seu rosto.

E eu vou contar, Aline, você conseguiu! Conseguiu mais do que um sorriso em meu rosto, conseguiu um sorriso imenso no meu coração. 😀

Lapis-Aline 004

No texto da cartinha – linda! – que veio junto (clica que aumenta), ela diz: "Aqui do meu lado o Leo pergunta se eu já ouvi falar em e-mail, hehehe". E eu respondo:

Leo, uma carta escrita a mão tem zentas vezes o valor de um e-mail. Não sei explicar, mas nessa cultura tecnológica em que estamos inseridos, algo "manual" toca mais fundo o coração. E, não somente por ser "escrita a mão", mas pelo que está escrito lá, meu coração foi não somente tocado, mas acariciado.

Muito obrigada, de verdade. E estou esperando MESMO você (e o Leo) aqui em Ilhéus, pra você ver ao vivo todo o carinho que tenho por você (e não é de hoje!).

Um beijo enooooorme!

*****

PS- Sei que andou rolando uma proposta de aposta sobre quanto tempo eu ia ficar sem postar, mas dessa vez eu não tive culpa. Foi  a Aline, cobrem dela. Ah, mas eu até teria um álibi, a dissertação está andando, e ontem Marido leu e disse que gostou, que tem sentido, que está compreensível… então eu pude ter um "refresco", não concordam?

* No link tem o e-book para download,  recomendo MUITO a leitura. Faz com que a gente se entenda, entenda o parceiro e deve ajudar bastante a manter o relaconamento com o "tanque cheio".

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  1. Eu posso até te dar um presente, mas escrever carta a mão… só se a impressora estiver quebrada! Minha letra é um garrancho e teria que ficar desenhando letra por letra…

    • Ah, quem disse que a minha letra é bonita? Depois do pouco uso, a mão fica destreinada… Mas eu nem ligo!

      E nem pense em me dar um presente sem um cartãozinho feito a mão. Humpf,

  2. Je n’ai pas oublié ton cadeau – un crayon “Musée de l’Armée- Art et Histoire”.
    En retard: “Merci, mon amie.”
    Mas eu também não me esqueço do que escreves… [Estou preso àquela episteme medieval – tal como descrita por Foucault em “As Palavras e as Coisas”- na qual valia o escrito.]
    Se bem me lembro, bloguistimamente, estás garfieldemente de regime.
    Destarte, como conciliar regime alimentar com “Sexta-feira fomos num lugar simples, mas muito gostoso, comemos carne de sol com aipim e queijo assado, mas tem de tudo dessa nossa comidinha nordestina. Já agendei pra qdo vc estiver aqui nós voltarmos lá. Que tal???” ??????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    A menos que sejas mestra na arte da prestidigitação dialética, será difícil conciliar tese e antítese.
    Mais uma contradição:
    “uma carta escrita a mão tem zentas vezes o valor de um e-mail. Não sei explicar, mas nessa cultura tecnológica em que estamos inseridos, algo “manual” toca mais fundo o coração.”(Decerto, má influência de Dinah.)
    ……………………………..
    Eita!que delícia de álibi…:
    “Sei que andou rolando uma proposta de aposta sobre quanto tempo eu ia ficar sem postar, mas dessa vez eu não tive culpa. Foi a Aline, cobrem dela. Ah, mas eu até teria um álibi, a dissertação está andando, e ontem Marido leu e disse que gostou, que tem sentido, que está compreensível… então eu pude ter um “refresco”, não concordam?”
    No mais: Marido Masca Mão de Veludo não está qualificado para a função de (des)orientador de mestrado.
    A questão é acadêmica: amantes, amantes, dissertações à parte…
    …………………………….
    O que é teu tá guardado e segue antes de dezembro.

    Jucemir

    • É tanta coisa pra responder, que nem sei como… Só digo: Seus comentários são garantia de muitas risadas aqui entre nós (Masca Mão de Veludo e “sua bolinha” (dele) )

      Da parte em francês entendi algumas palavras, mas esta frase ficou no limbo: “Je n’ai pas oublié ton cadeau”. Não, não vou googlar, tô com preguiça garfieldiana.

      Quanto ao regime… adianta eu tentar explicar/justificar/enrolar??? kkkkkkkkk

      Beijo, e desde já obrigada pelo “que é meu e tá guardado”.

  3. Bel,querida
    Realmente surpresa com a ousadia de Jucemir em comentar um tema que ele abomina: escrever cartas! Menina, seus dois últimos posts estão tão absolutamente “colados” em mim que chego a tremer: Que diabo é isso??? Parece que estamos pensando com uma só mente !!!

    Amo, adoro , necessito escrever à mão… e receber QUALQUER COISA escrita à mão me leva ao paraíso mesmo que seja uma mensagem bem simplisinha. Não importa!!! É a pessoa que vem junto !!! É tão bom quanto um telefonema! É a pessoa que está ali!!!!!

    E que dizer do post seguinte quando repetes um poeta que também chegou à minha recente descoberta: Desisti de querer mudar (ou melhorar, ou consertar, ou sei lá o que…) o mundo. É verdade!!
    Há pouco teria escrito para Jucemir (sempre ele!) um trecho de Fernando Pessoa que afirma algo semelhante a isto: Mil coisas que eu fizesse tentando melhorar o mundo, seriam APENAS mil coisas!!!!!!!!! Quando li o seu post agora, pela manhã, tremi!!!!!

    Sou assim: as frases me invadem como um furacão! Como diria MAX, eu não quero mudar!!!Não quero me “consertar”!!!!! Nem se atrevam a querer me “curar”!!!!!!!
    Mil beijos para o casal.

    • Tá vendo que quando perguntam se vc é minha mãe, as pessoas têm mais razão do que imaginamos??? hahahahaha Amizade é isso… ainda hoje vc receberá um e-mail nesse senido.

      Bjoooo

  4. Wow! Tinha até esquecido como era uma carta assim… à tinta. Quem recebeu tudo foi vc, mas a cartinha me impressionou mais do que os (belos) lápis de presente. Parabéns às duas pelo carinho…

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