O livro – final alternativo

Quase que eu deixo essa última página em branco. Porque depois de vários dias já com o livro “pronto”, posts escolhidos, tudo diagramado… ficaram faltando os “arremates”,  se fosse um vestido chique, a “fase de acabamento”, se fosse uma construção: A capa, o fundo, e… este texto de encerramento, onde planejei inclusive falar da experiência que foi reler todo o blog, 1234 posts, até o aniversário de 5 anos, em 29 de novembro, com o guest post da Pat.

Mas quem disse que eu conseguia escrever nada? [Não consegui ainda, na verdade.] E fiquei refletindo: Por que? Por que não consigo finalizar isso, quando falta tão pouco? E descobri que é porque não é pouco. Não é pouco realizar um sonho, não é pouco ver materializadas as emoções de 5 anos, e enquanto não escrever esse texto final, a coisa não acaba, não acontece de verdade. E além disso, não pode ser um textinho qualquer. Não pode ser “perfumaria”, não pode deixar de ser um clímax. E, só para acabar com a síndrome da folha em branco, escrevi mais um post, repartindo com meus leitores/amigos a angústia do travamento. Agora que destravei, fiquem com meu grand finale.

Este livro traz textos que foram escritos nos cinco anos mais movimentados da minha vida, ainda que eu tenha selecionado os textos menos reconhecíveis em questão de tempo, meio como o slogan da revista Seleções do Reader Digest: “Artigos de interesse permanente”. Digo que foram os anos mais movimentados porque, vejam só: Minha filha saiu de casa pra estudar fora; me separei, depois de um casamento de 20 anos; terminei o curso de Comunicação Social (com todas as agruras do TCC – mas tirei DEZ!); reencontrei um amigo que se transformou num grande amor, fomos morar juntos [e depois casamos]; assumi que a fotografia, mais que um hobby, é profissão; passei num concurso REDA e fui trabalhar na UESC;  fiz uma seleção de mestrado – e passei; meu filho fez uma cirurgia complicada na coluna; minha mãe retirou um câncer de endométrio e meu pai mais um câncer de pele; meu filho também saiu de casa pra estudar fora, mas antes disso tomou uma queda besta em casa e teve traumatismo cranio-encefálico; minha mãe quase morre com uma hemorragia digestiva; fiz a viagem dos sonhos, com o homem dos sonhos – Lua-de-mel na Europa (e publiquei um livro com os detalhes dessa viagem);  minha filha se formou e fui assistir à defesa do TCC dela, super orgulhosa; minha mãe adoeceu novamente e ainda estamos nesta fase. Mas digam se não foi “movimentação” demais pra uma pessoa só?

Fora esses acontecimentos todos não focados neste livro [ou mencionados en passant] o blog foi responsável por me fazer conhecer muita gente, fazer novos contatos, novas conexões tanto com blogueiros como com leitores (o que inclui Marido). Viajei para encontrar pessoas que conheci através do blog e recebi em minha casa pessoas que conheci através do blog. Em nenhuma dessas situações corri perigo ou me prejudiquei. Claro que não ofereci perigo nem prejudiquei ninguém, tambem.

Ler todo o blog foi uma experiência que não sei como qualificar. Talvez a melhor palavra para ela seja “intensa”. Não sei se escolhi direito que postagens ficariam ou não. Acho que algumas coisas que escrevi não merecem ser “eternizadas” num livro, ainda que estejam “eternizadas” no blog. Sentimentos e emoções, que um dia foram dominadoras e hoje não são mais, vieram à tona nessa leitura, mas ao decidir que os textos que as despertaram ficariam de fora, decidi também que esses sentimentos e emoções  já nao faziam parte de minha vida.  E isso me fez bem. Me fez muito bem.
Não sei se ler este livro vai ser interessante para quem não lê o blog… não sei se pra quem lê o blog vai ter alguma “graça” reler os posts em papel… só sei que EU vou ler e reler este livro muitas vezes, como faço com os posts de vez em sempre. E como deixei implícito desde o título do blog, estou escrevendo pra mim, pra lavar a alma, pra ir à forra de quem leu meus diários de adolescente… e seu você quiser ler, eu deixo. Se não quiser… eu deixo também.

*****
Não foi este o texto que entrou no livro. Se vocês vissem a cara que Marido fez quando li pra ele… ai ai ai.
Mas o outro, o oficial saiu melhor. Eu acho. E Marido não leu.
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  1. Este comentário é pra dar um help na revisão. Apaga depois.
    Você escreveu “cindo” em vez de “cinco”, na primeira linha do terceiro parágrafo.
    Parabéns pelo livro! Beijos!

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