Vida louca, vida breve…

Postei ontem, na retrospectiva de “Foto da Semana” uma foto que me doeu na alma. Vou repeti-la aqui, desejando que o renascer se apresente, porque depois da agonia de hoje que terminei acompanhando o dia inteiro pela TV… esperança é mais do que necessária.

15-01-2011 (16)

Num mesmo galho, flores que se foram, e uma que chega. Esses últimos dias têm sido punk. Depois da notícia da morte de Bárbara, 25 anos, com casamento marcado pra o dia 16 de abril, já foram mais duas mortes perto de mim. E hoje essa loucura do massacre na escola Tarso da Silveira, no Rio.

Repito o que disse no post anterior: A gente pensa logo nos nossos, quando vê partir o filho de um amigo… ou mesmo de quem não é amigo, era filho de alguém. Tem mães inconsoláveis, doídas, sofridas e sei lá como, dopadas, em estado de choque, pirando… e tem as mães que não perderam filhos, mas viverão amedrontadas e ansiosas por cada final de dia quando seus filhos finalmente chegarão em casa a salvo.

Meus filhos estão longe, já não me cabe protegê-los… mas isso não diminui a sensação de que eles são, sim, minha responsabilidade. E essa responsabilidade só pode ser exercida em oração por eles. E oro, peço ao Pai Eterno que os proteja, que livre do mal e dos maus, e que os aproxime a cada dia dEle mesmo, que é a fonte da vida e da felicidade. Mais não posso fazer.

Line faz aniversário daqui a uma semana, e dessa vez não vou ficar tristinha e sem graça, porque dez dias depois ela chega pra assistir a minha defesa e faremos a festa. É a esperança brotando devagar, num galho com muitas flores murchas…

Minha solidariedade a todos que sofrem seus lutos nesse dia terrível.

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  1. Bel, seu post foi uma delicadeza num dia tão pesado. Nenhuma tragédia me tocou tanto quanto essa, passei o dia num estado quase catatonia. O silêncio na entrada do colégio do meu filho, na hora da saída, vai me assombrar em pesadelos. Um silêncio tão recheado de terror , dor e incredulidade, que dizia tudo…
    Hoje eu abracei meu filho de um jeito diferente e não consigo imaginar mandando ele novamente ao colégio… Era um colégio público exatamente igual ao que meu filho estuda…
    Beijos, querida e que a humanidade seja menos cruel amanhã…

  2. A gente vai tentando viver a vida pelo “caminho feliz”, como falamos nós, os analistas de sistemas.
    Vamos indo passo a passo esperando que tudo dê certo.
    Ai vem os fluxos alternativos que são os mais amenos mas que, na maioria das vezes, nos levam de volta para o caminho feliz.
    O problema são os fluxos de exceção que, às vezes, nos levam por caminhos que não dá para voltar pro caminho feliz.
    Mas assim como na vida real, nos sistemas também torcem para que tudo caminhe no caminho feliz, mesmo sabendo que nem sempre é assim…

  3. Gosto do seu pensamento, Bel. No mesmo dia da tragédia, vi voltar a ser verde a árvore que fica bem na frente da minha janela e que ficou seca nos últimos muitos meses. Foi o único consolo que tive. A idéia do renascimento de alguma forma. Que as famílias encontrem conforto…

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