Ainda sem título, mas é sobre a defesa.

Já se passaram dez dias – DEZ DIAS – e só agora consigo abrir um arquivo do WLW pra contar da defesa. A ressaca durou muito… e na verdade nem passou completamente ainda. Mas vamos que vamos, porque se não escrever agora não escrevo mais. Segunda-feira estou ficando off – pelo menos de posts mais elaborados – já que vamos ganhar o mundo na viagem de comemoração (do aniversário, que é quinta dia 12 de maio e da defesa, que foi … ah, vocês sabem quando). Vou postar pelo celular, já vi que dá, mesmo sem acentos e cedilhas.

Mas o assunto agora é A DEFESA. E vou começar do começo. Eu estava tranquila. Estava mesmo. bom, estava até uma semana antes, quando caí na besteira de assistir à defesa de um coleguinha. Nota mental para todos os mestrandos, de hoje ou de amanhã: NÃO ASSISTAM DEFESA DE COLEGAS ANTES DA SUA, FAZ MAL PRO EQUILÍBRIO PESSOAL.

Pois então, eu estava tranquila, mas deixei de estar. Apesar de todo mundo tentar me acalmar, até mesmo de me acusarem de só querer dengo, o fato foi que eu quase pirei. Deu um desespero – e uma diarréia – desde o domingo, e não conseguia comer nada, só maçã, soro caseiro, chás e água de côco. A apresentação ficou pronta uns dias antes, mas eu mexi nela até à ultima hora. E li e reli o meu texto 1488 vezes, que a cada vez parecia ainda mais novo, era como se eu nunca tivesse lido nada daquilo. Eu me encantava com o que lia, sentia que estava bom, que valia à pena, mas morria de medo de dar “aquele branco” na hora H, de esquecer tudo e ter que pedir desculpas e adiar tudo. Marido chegou a dizer: “O máximo que pode acontecer é suspenderem a defesa e marcar pra outro dia”, mas isso não podia acontecer. Por mil motivos, e um deles é que o professor visitante viria da UFMG e toda a despesa e as datas disponíveis… vocês entendem, TINHA que acontecer no dia marcado.

Na véspera fui pra sessão de acupuntura e a Dra. perguntou: “O que você está sentindo?” E eu: “MEDO. Medo de esquecer tudo, medo de tudo.” E ela me deu uma furadinha básica na base da unha do dedão do pé, que vou contar… não sei se já senti dor pior, mas enquanto estava deitada na maca cheia de agulhas, onde normalmente durmo, dessa vez eu fiz a apresentação todinha na mente, da primeira à última palavra necessária, e pude ver que não, eu não iria esquecer o que eu sabia.

O nervoso não passou, mas como disse Paulo na carta aos Romanos, “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus” – e eu amo – e até o fato de eu levar “minha tribo” (pai, mãe, marido e filha) no carro, que não estava previsto, aconteceu.  Na hora deu tudo certo: não faltou energia, o datashow entendeu meu notebook, o ar condicionado ficou numa temperatura legal, e mais do que tudo: a banca teve uma postura perfeita: amigável, sem ser pedante nem hostil.

AMEI o prof. que veio de Minas. Na hora achei que ele parecia com Milton Nascimento, talvez pelo sotaque. Marido achou que era Seu Jorge (nada a ver) e Line enxergou Gilberto Gil. No fim das contas, era Gilberto Gil mesmo, vejam:

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Gente, vocês acreditam que eu não disse besteira, não errei nem esqueci NADA??? Só me atrapalhei em dois momentos porque meu lindo orientador (o sem cabelo) inventou de servir cafezinho pros meus pais, e aí eu tive que parar e pedir menos, porque me desconcentrava toda! Hahahaha! Olhaí, altamente descontraída, a dona do pedaço!

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Duas câmeras fotográficas, uma com Line outra com Marido registraram tudo, e até eu fotografei, enquanto o orientador fazia as apresentações iniciais, e rasgou seda pra Marido até onde pôde! Ó a cara dele, enquanto era elogiado:

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Também fiz foto da “minha galera” toda:

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Line filmou a fala da banca, pra eu poder ouvir os comentários todos depois, com calma. Claro que ainda não ouvi, né? Afinal de contas eu tenho 60 dias para fazer os ajustes solicitados pela banca – que foram poucos e mais na forma, pouco de conteúdo – e certamente farei isso na última semana, se bem me conheço. ~APAGAR.

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O Prof. visitante deu uma senhora aula de Antropologia, e não fez NENHUM questionamento que eu precisasse responder. Disse que meu trabalho tinha sido difícil de avaliar porque não tinha erros, que tal? (Mas isso a Pandinha já havia falado – pena que ela apagou os posts antigos e o que ela disse quando fez a revisão da minha dissertação foi junto!!!) Ele falou mais de uma hora quando tinha 20 minutos disponíveis, mas quem se importa com o tempo quando o assunto é relevante? Falando nisso, eu falei exatos 60 minutos, nem mais nem menos. Rá!

A profa. Moema Midlej foi extremamente gentil na sua fala, apesar de ter a “missão de ser carrasca”. Até lembrou que somos “parentes”: Minha mãe é irmã do sogro da irmã dela, parentesco legal esse, né? Mas vale, vale, sim! E elogiou minha escrita (ela lê o blog) e minha fotografia… fiquei toda besta, óbvio. E óbvio também que ela apontou os milhares de erros de formatação segundo as normas da ABNT, apesar de eu ter revisado e pedido a outras pessoas para revisarem também. Enfim, já dizia a raposa, nada é perfeito.

As observações feitas pela banca foram plenamente pertinentes, seguirei todas à risca, especialmente no que diz respeito às Considerações Finais, mas isso é segredo meu. Na leitura do parecer de Profa. Moema ela entregou o ouro na primeira frase: “O trabalho da pesquisadora é inédito, relevante e portanto tem mérito acadêmico” = APROVADA. Que delícia ouvir isso!!!

Eu só não chorei porque não sou disso, mas fiquei muito emocionada com tudo o que ouvi dos três integrantes da banca. Emocionada também com a presença de meus pais, que me apoiaram em tudo, mesmo não entendendo patavinas do que eu estava fazendo, mas se era importante pra mim, eles estavam ali, orando e ficando felizes com minhas conquistas. Emocionada por Line ter vindo de Recife, e pela semana deliciosa que passamos juntas, assistindo a primeira temporada de Gilmore Gilrs, disputando chocolates, almofadas e lugar no sofá, e coisas que só eu mesma posso entender o valor e o significado. Emocionada com Marido eu fico todo dia. Ô homem pra me fazer feliz, gente! Emocionada também com as palavras do meu orientador, que nos nossos altos e baixos (mais altos do que baixos, graças a Deus) me encheu de elogios, que eu senti que foram sinceros. Ele não é de dizer o que não sente, isso eu sei. Smiley piscando

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Depois de tudo terminado, abraços, cumprimentos e todo mundo falando de doutorado, oh, céus!, fomos comemorar num rodízio de massas no Manjericão. Super recomendo, usando a linguagem do twitter. Voltamos pra casa lá pelas 23h, demorei de dar notícias a todo mundo e foi gostoso ver as meninas no twitter querendo saber notícias, gente telefonando (os celulares ficaram desligados por motivos óbvios), enfim, muito carinho dos queridos. No facebook as mensagens de parabéns não paravam de chegar, e eu chorei, juro, muitas vezes. Vejam o que recebi ANTES da defesa:

Captura de tela inteira 07052011 093814.bmp

Ah, não tenho do que reclamar em termos de carinho, nem em termos de nada. Deu tudo certo, hoje sou MESTRE, e estou feliz. Ah, e viva, também. Mas isso eu já disse.

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  1. Imagino a angúnstia que foi. Outro dia fui apresentar um semináriozinho de nada e fiquei uma pilha. Quando acabou deu até vontade de sair para bebemorar rsrsrsrs
    Mas vc é sempre muito competente, criativa… nós não tínhamos dúvidas da sua capacidade. Agora vamos arranjar outras dores de cabeça rsrsrrss

  2. AAAFFFF!!!!! Isto é que é PARAÍSO ASTRAL!!!!!! Você merece…você merece…você merece!!!!!Estou emocionada! É muito bom deixar rolar e espalhar tanta coisa boa!
    Com toda certeza estou e estamos (seus amigos) neste bloco cujo estandarte é a felicidade de fazer bem feito.
    Avise aos navegantes do seu blog que o meu novo endereço está à disposição para um suco (ou cafezinho), um bom filme ou um show de DVD…O que quero dizer é que o meu coração está aberto à visitação dos amigos.
    Um beijo ao casal mais feliz do mundo! O “resto” é figuração!

  3. Sem duvidas é o Gilberto Gil! Muito chique essa defesa. Ele não levou nem um violão?? 😉

    Mestre, parabens de novo! Muito feliz!!

    E obrigado por me ensinar o que diz a raposa… ;))

    Bjo

  4. Adoro seus relatos, me senti lá. Concordo com tudo… uma defesa de mestrado é sempre um stress. E parabéns amiga, por mais essa vitória! pela garra, pela fé em Deus sempre, ele é nosso equilíbrio.
    não vou falar em doutorado. Sei que é preciso dar um tempo. Mas não faça como eu, que já tenho seis anos de tempo e estou cada vez com mais ‘raiva’ de mim mesma pela acomodação… bjs

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