Não estou reclamando, estou só comentando.

Estou meio-completamente ausente do mundo virtual, do mundo real, do mundo, ponto.  E nem todo mundo sabe o que está acontecendo comigo, ou melhor, acho que nem eu mesmo sei direito. E este post vai ficar aqui, quietinho, só para os leitores habituais do blog, sem avisinho no twitter nem no facebook, porque o papo de hoje é daqueles pra amigo, sacomé?

Há duas semanas tive uma crise de VPPB (veja este link, mesmo, pra ter noção do que é) e nem a Dra. Fisio conseguiu me por em pé de uma vez, como era esperado. (Talvez nem tenha sido VPPB mesmo, tenha sido uma crise de labirintite “normal”, sei lá… ) Mas o fato é que fiquei uma semana inteirinha sem sair de casa, me segurando pelas paredes quando precisava andar, e na maior parte do tempo, deitada.

Sem vontade nem de falar com ninguém pelo telefone ou ao vivo, porque parecia que só tinha um assunto: “como estou me sentindo mal!”. Só Marido mesmo era bem-vindo, porque não precisava falar, bastava ficar agarradinho.

Aí precisei fazer uma viagem a trabalho, que já estava agendada há bastante tempo, e TINHA que melhorar. Melhorei, não precisei dirigir, fiz as fotos (lindas!) que tinha que fazer, e voltei pra casa encontrando mamis que tinha tomado uma queda no quarto, e estava sem conseguir levantar de tanta dor.

Corre pra médico, hospital, maca do SAMU, ressonância magnética… graças a Deus não teve fratura, mas ela se machucou bastante, ficou com vários pontos roxos (coxa, braço, testa), e eu super preocupada. O Dr. Geriatra veio fazer uma consulta aqui em casa, trocou medicação, detectou uma disfunção cardíaca, aumentou remédios… e ficou tudo sob controle.

Aí ontem achei que estava bem e fui pro pilates. Não deu outra: Desmaiei logo no início da aula e pior: quando acordei, as pernas não respondiam, não firmavam. Foi um rebuliço total, o marido da Dra. Fisio me levou pro  hospital,  e passei boa parte da manhã sentada numa cadeira de rodas (sensação horrível) esperando o neurologista me atender. Quando chegou minha vez ele mal me olhou, passou uma série de injeções de dexa-citoneurin (vitamina B e Dexametasona que nem tomei, por recomendação de duas amigas da área de saúde, tomei vitamina B em cápsulas) e repouso total por DEZ DIAS! Eu posso com isso? Já estou em casa trancada há mais de duas semanas e ficar mais dez dias? Não aguento!

Resolvi que se melhorasse hoje iria pra aula com os meus santinhos, mas acordei ainda com as pernas sem forças. Dá pra andar em casa, mas não consigo dirigir – e é perigoso – nem ficar em pé pra dar aula. Acho que só Deus sabe o quanto estou frustrada com essa situação, nem tenho cara pra falar "ao vivo" com minha coordenadora, pois quando ligo pra dizer que não vou, minhas justificativas parecem desculpas esfarrapadas: “minha lente de contato colou no olho, e terminei arranhando o olho todo”; “minha mãe rolou escada abaixo”; “acordei tonta, não consigo ficar em pé”; e agora “minhas pernas não se firmam”. Pô eu sou super criativa, né? Nem matei minha avó!!! E o pior é que quando ligo, ela responde laconicamente: “tá.” E depois nem pergunta como eu estive, se melhorei, etc, etc, etc. E fico achando que ela não acreditou no que eu disse. Talvez por ser trabalho voluntário possa parecer que não vou porque não quero, mas foi a primeira coisa em que pensei quando o Dr. Neuro disse que era pra ficar em casa, e “namorar, nem pensar!” (Oh, céus!).

O que faço? Realmente não tenho condições de sair de casa, já marquei pra amanhã à tarde uma consulta com a homeopata que é minha médica há mais de 20 anos, para fazer um check-up em regra, pois não aguento mais tanta doença. E ainda tem a exposição do curso de foto, que foi sendo adiada pelos mesmos motivos, mas agora está marcada para os dias 3 a 6 de julho (aguardem convite) e tem muito o que fazer, mas… como?

Enfim, desculpem o desabafo, mas precisava dizer isso tudo, mesmo porque é um saco cansativo repetir a história mil vezes (minhas tias TODAS ligaram perguntando, e várias amigas tb…) Aí só dá vontade de ficar quieta e assumir que tô mal e preciso parar a vida uns dias pra ficar boa de vez. E vejo Marido todo animado indo dar 13 voltas no estádio, aqui em frente, e morro de vontade de ir junto (dar 3 voltas em vez de 13, assumo) mas nem isso consigo. Pilates amanhã está descartado, aliás, vou pagar este mês sem ter ido lá uma vez sequer.

Como disse no título, não estou reclamando, estou só comentando no meu divã-não-tão-particular-assim. 2011 já me trouxe muitas coisas boas, uma delas foi a defesa da dissertação e a “completa finalização” dela, semana passada. Mas precisava me deixar assim, de cama, nessa maresia???? Dá uma folga aí, meu caro!!!

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  1. Amiga, doença é sério e não precisa ser muito explicada. Sei que é dificil, mas fica quietinha para ficar logo bem e em breve estar a 1000 por hora novamente.
    Beijos e melhoras pra você e sua mãe!

  2. Err…. né por nada não, mas saiu o anúncio no Twitter sim… rs

    No mais, tenta relaxar aí, fazer exames e ver se o diagnóstico é esse mesmo!

    E eu esses dias estava doida para ficar OFF do mundo… mas lendo seu relato, deixa para lá! Depois do casório terei meu mês sabático!

    Melhoras e qualquer coisa estamos por aqui! 😉

    • Pois é, eu sabia que ia sair, e fiquei “esperta” pra apagar, mas acho q tinha gente mais esperta do que eu… Ainda aparece???

  3. Caraio! É sério mesmo o negócio! Perna fraca e tudo o mais? Acho que consigo entender bem como vc se sente porque o fato de ficar de castigo sem poder fazer as coisas também me parece muito pior do que a doença em si. Li seu comentário no blog antes de vir para o post e depois juntei tudo e fiquei pensando… o mais valioso agora é equilibrar a mente pra ela tentar firmar o resto do corpo. Por mais chato que seja o período de prisão, tem que evitar a tristeza. Né? De repente dá pra entender isso como um breve recesso de meio de ano. 2011 está sendo um ano e tanto… até as professoras voluntárias precisam de umas boas férias em junho. Bjoca e se quiser reclamar ou comentar, já sabe onde tem um par de ouvidos quase equilibrados pra te escutar… 😉

  4. Poxa, engraçado dizer isso, mas ainda bem que eu não te liguei. Vou fazer uma prece forte pra mandar essa urucubaca pra longe. Um beijão!!!

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