“Felicidade é uma conquista ou um direito?”

Esta foi a pergunta de chamada para uma matéria do Bom Dia Brasil, hoje, 3 de agosto de 2011. E eu fiquei com vontade de responder.

Não sei se sou a pessoa indicada para isso. Depressivos nem sempre conseguem sentir – e valorizar – a felicidade. Mas ao mesmo tempo, sinto que, apesar das circunstâncias que me fariam uma pessoa triste, sou feliz.

Sim, uso o termo SER e não ESTAR. Acho que felicidade é algo muito maior do que momentos de alegria. Os  prazeres, grandes ou pequenos,  são, sim, picos de felicidade. Mas pra contar de verdade, a gente precisa fazer um balanço, jogar tudo no liquidificador e ver que gosto tem a vitamina.

Se não for doce o suficiente, umas gotinhas de adoçante resolvem. Se for salgada, como uma sopa ou um caldinho, aquece e coloca um molho de pimenta de cheiro… hummm, delícia! Se estiver amargando, aí é hora de descobrir que rúcula foi colocada lá dentro e isso deve ser bom pra saúde, mas nem todo dia, né? Melhor reavaliar os ingredientes, e jogar fora o que fez “travar”.

Às vezes a cor da mistura não é bonita… parece cocô, vômito, sei lá. Mas basta colocar um pouquinho de xarope de groselha ou uma manga… quem sabe um pouco de vinho?  Tudo depende do seu desejo para o sabor final.

Porque na minha humilde opinião, felicidade não é conquista nem direito. É escolha.

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Bons ingredientes para uma vitamina (na minha receita):

  • Um telefonema (dado ou recebido) só pra saber “como é que você está?”
  • Uma boa noite de sono
  • Ser acordada com um abraço quentinho
  • Dar risadas de mim mesma, sozinha ou acompanhada
  • Reencontrar amigos que não via há muito tempo (lembrando que tempo é uma coisa muito relativa, às vezes dois dias é muito tempo!)
  • Fazer a contagem regressiva de um acontecimento desejado
  • Dar ou receber um presente inesperado
  • Ler um bom livro ou assistir um bom filme
  • Pagar todas as contas mesmo que no final do mês não sobre nenhum dindin no bolso
  • Trabalhar no que se gosta
  • Ter projetos a curto, médio e longo prazo
  • Chupar um picolé de tapioca, de abacaxi com pedaços ou de chocolate com pedaços (ou os três)
  • Passar um tempo comigo mesma
  • Não estar enxaquecada
  • Uma boa sessão de acupuntura, fisioterapia ou massagem (e os resultados delas)
  • Viajar… para longe ou para perto; simplesmente mudar de lugar

… e outras tantas coisas que eu poderia passar horas lembrando, mas tenho um tanto delas pra fazer agora!!!

[Só citei os bons ingredientes, porque esses a gente pode escolher. Os ruins… vêm de qualquer jeito, sem a gente querer ou esperar, então, nem vale à pena listar!]

 

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PS- terminei de escrever e a reportagem ainda não foi exibida. \o/

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