Vi por aí #23 – Playing for change

Já faz tempo que não posto aqui uma seleção de links interessantes… o twitter está levando as indicações, em vez do blog. E isso é ruim, pois lá o tempo corre mais rápido do que em qualquer lugar do mundo, e pela quantidade de informação, que borbulha aqui e ali, termina se perdendo muita coisa boa.

Então vou tentar voltar a fazer minha série de “Vi por aí”, e começo com o que deveria ser minha mensagem de ano novo, mas vai demorar demais (ainda faltam 19 dias), e é melhor “dizer” logo.

Recebi por e-mail um  texto que Alene postou no blog dela, com um link do youtube, mas por vários motivos não abri logo o vídeo. E como foi uma mensagem que bateu forte e fundo no coração, deixei pra responder depois, com calma e com a atenção que merecia. Respondi o e-mail dizendo que ainda não havia assistido o vídeo, e que iria responder depois, mas estava mandando aquele e-mail pra ela não pensar que eu não tinha “dado ligança” ao que recebi.

Somente agora à noite fui ver… e quanta emoção! Chamei Marido pra ver comigo, depois vi mais uma vez, e mais outra… e desejei repartir. Não sei se é algo conhecido e eu é que sou a alienada-DDA-desinformada-[insira aqui o adjetivo correspondente] , mas mesmo que você já conheça, assista mais uma vez. Porque não é só a plasticidade das imagens nem o ritmo da música que mexe na gente por dentro enquanto se alterna entre samba, salsa, flamenco, hindu… mas além de tudo isso, a mensagem da letra que resume tudo o que qualquer [e toda] pessoa precisa pra ser feliz!

Peça a Deus que os homens encontrem os seus passos perdidos
E que os sonhos despertem esses olhos dormidos
Que o amor transborde e vivamos em paz
Que os dias terminem com os braços cansados
E a sorte só queira estar ao teu lado
Que a dor não me assombre nem me cause des’pero,
Peça a Deus!

Peça a Deus: que nos mande do céu muita sabedoria;
um amor verdadeiro, que ninguém passe fome;
Um abraço de irmão, que vivamos em paz!
Que terminem as guerras e tambpem a pobreza;
Encontrar alegrias entre tanta tristeza;
Que a luz ilumine as almas perdidas;
E um futuro melhor!

Agora a informação que faz a emoção aumentar ainda mais:

A música faz parte de um projeto Internacional (ONG), cujo nome é Playing for Change (Tocando por Mudança). A cada ano, o projeto envolve músicos de todas as partes do mundo e cria um CD que é vendido e o dinheiro usado para construir escolas de música em país em pobreza extrema em parceria com outras ONGs que ajudam alimentação, educação e saúde.

[Do Youtube]

Gente, já vi ações pra tudo nessa vida, mas pra CONSTRUIR ESCOLAS DE MÚSICA… foi longe, superou todas as minhas espectativas! Ensinar música é um ministério, porque a música é algo divino. E musicalizar crianças (ou adolescentes, jovens, adultos) é precioso demais! Quando vejo as crianças que iniciei no aprendizado da música hoje tocando, cantando, fazendo dela ministério ou profissão… me dá uma felicidade imensa. Sim, eu fiz parte da construção de um mundo melhor!!!

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  1. Only playing.

    “E isso é ruim, pois lá o tempo corre mais rápido do que em qualquer lugar do mundo, e pela quantidade de informação, que borbulha aqui e ali, termina se perdendo muita coisa boa.”

    É preciso ficar atento: informação não é necessariamente comunicação.
    Num caso extremo, como nos ensina Umberto Eco [Ver “Tratado Geral de Semiótica”.], a sequência “XLKNMTR6PO@@@#..;~Saѥ$=ҞⱦⱫ>\`,>Uaa –==7frt~3qbedg\ZXJH´-=F45duom” é altamente informativa mas nada nos comunica.
    ……………………..
    Escola de música, escolinha de futebol… Fará muita diferença?
    Inda fico aqui pensando em João do Vale:
    “Mas o negócio não é bem eu, é Mané, Pedro e Romão,
    Que também foram meus colegas , e continuam no sertão
    Não puderam estudar, e nem sabem fazer baião”.

    E – como ateu fervoroso – num antigo Gilberto Gil.

    • Bem entendido: “sertão” é tão somente metonímia – ou metáfora. Neste caso, tanto faz uma como outra.
      Até reconheço que “sertão” é hoje um troço bem mais complicado que a simplificação sugere, mas a aldeia de McLuhan é também o é.

  2. Caceta, Bel! Coisa boa demais. Sou a favor do que vc fez… se é bom, na dúvida, compartilhe de novo. Se chegar a pelo menos mais uma pessoa, já vale a pena. Belo o projeto e belo o som. Da música e pela música ainda vale a pena viver.
    bjos

  3. Bel, releve a impertinêncio do nosso amigo. Se ele não escrever algo provocador (provoca-a-dor) não é ele…mas é tudo da ponta dos dedos para fora!
    Já se vê o arrependimento no comentário posterior (“com IMENSO carinho”)…
    Um beijo.
    Quais os projetos para hoje??

      • “a impertinência do nosso amigo”
        Se deixem as duas de intrigas. Sou criatura terna cordial. É só olhar: eu quase que só mando músicas.
        Há quanto tempo as duas não ouviam João do Vale?
        (Tomara que as próximas agulhadas – em ambas as duas – sejam bem doídas.Daquelas que fazem o vivente se mijar todo e sair correndo do médico feito doido.)

  4. Quem se define como “eu quase só mando música” , não pode crer que o estímulo à competição EXACERBADA contida no exercício das torcidas, desde a mais tenra idade (vide a vitória dos garotinhos-fraldinhas do Clube Vitória sobre seus semelhantes do Bahia!!!) seja mesma coisa que o estudo em escolinhas de Música…no mundo inteiro!!! Que é o que se propõe o dito projeto…Cada país com sua cultura própria e cada um que cuide, segundo a sua seara, que oriente suas crianças para a sensibilidade que a MÚSICA desperta! O esporte é bom! Mas a música é melhor!!! Que assim seja!
    Por falar nisso, “o nosso amigo” é a pessoa que melhor conhece de MPB, que eu conheço! Embora seja “fanático” pelo FLAMENGO! O que eu concordo!

      • Ah! então é assim…Ficam aí as duas mancomunadas contra mim.
        Vamos aos fatos.
        A música pode ser tão competitiva quanto jogo pra fugir do rebaixamento – Mão de Veludo sabe do que estou falando.
        Já assistiram àquele filme – “A Competição”- com o Richard Dreyfuss e a Amy Irving? -Pois é…Concurso de pianistas pode ser uma briga de foice no escuro.
        …E diz que os meninos, pra entrar no Wiener Sängerknaben (Meninos Cantores de Viena), fazem de tudo: puxam cabelo, chutam a canela, metem dedo no olho, dão tostão na virilha…
        Por fim, as duas neguinhas sabem muito bem que F.B.H. queria é ter a elegância do Pagão, o chute do Canhoteiro, driblar feito Mané, bater falta feito Didi, ou, simplesmente, ser o Crioulo. Ele só é cantor e compositor porque não conseguiu vaga nem na escolinha de futebol do Juventus de São Paulo – também conhecido como “o moleque travesso da rua Javari”.
        (Grande Chico de todos nós.)
        To play the piano… To play football… It’s the same! (Acertei, ‘fessora Bel?)
        No mais: Música, maestro!

        E, perdoem o clichê, o futebol é o próprio jogo da vida.
        (Pra essa politicamente incorreta do vascaíno Aldir as feministas hão de torcer o nariz.)

      • Tu me decepcionas.
        Mahabaraticamente, não dirias que tudo tem a ver com tudo?
        Ou, foucaultianamente, reconhecer que tudo é texto?
        É só uma questão de estar razoavelmente atento e descobrir liames existenciais, no primeiro caso, ou produzir relações estético-discursivas, no segundo.
        (Inté parece que num fez Filosofia.)
        É isso, só isso e nada além disso.

      • Pronto, a casa de Bel virou casa da Mãe Joana, onde tem um povo que chega sem pedir licença e fica batendo boca.
        Se eu fosse ela, não aprovava essas coisas. Deletava tudo.

  5. Embora o dia já tenha ido embora e outra data já se faz presente, não posso deixar de dar mais um pitaco neste duelo surrealista: CHEEEEEGA!!!!!!! E vamos dormir para descansar o anjo-de-guarda!!!!!

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