Diário de Viagem 13 – de volta!

Depois de 16 dias fora de casa, posso repetir as palavras de Dorothy: There is no place like home!

07-03-2012 (1)

Mas somente uma semana depois de estar em casa é que consigo atualizar o www.deixoler.wordpress.com , que não aceitou as publicações que fiz na viagem de jeito nenhum. o Mr. Blogger, enviando pro www.deixoler.com se comportou bem melhor, e os posts saíram na ordem em que foram publicados mesmo. Anyway, agora estão os 12 posts da viagem nas duas versões do blog, para ler, cliquem na tag “Diário de Viagem” e encontrarão todos.

Cheguei em casa tão cansada que passei dois dias dormindo, e sem sair de casa. E respondo logo a quem perguntar por que eu voltei tão cansada: Vá viajar cuidando de TUDO, e responsável por dois velhinhos e um DDA… e vai saber os motivos do cansaço. Além disso, mal cheguei, embiquei de vez numa turma de Curso de Fotografia, que foi muuuuito legal, e merece post no www.descobrindoafotografia.com , mas ainda não será hoje.  (Fotos no Facebook)

No balanço global da viagem, foi altamente positivo. Se me cansei, também me diverti muito, e o melhor de tudo: ver a felicidade dos meus pais, que já começaram a celebrar as Bodas de Ouro, que serão dia 28 de maio.

 

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Diário de Viagem – 12 Ou Punta, a furada!

Ontem o navio ancorou em Punta del Este, na verdade, em alto mar na costa de Punta. O desembarque foi feito com lanchas, algo que faria ser ainda mais interessante pra mim e pro filhote… se estivesse fazendo sol.  Felizmente consegui convencer os velhinhos a não desembarcarem, considerando a dificuldade de mobilidade de Mamis.


Na noite anterior entrei no www.climatempo.com.br e vi a previsão para Punta: “Sol o dia inteiro com pancadas de chuva pela manhã e à noite”. Beleza! Nos preparamos com roupa de banho, e rumamos para o Teatro, onde recebemos a senha (nº 1) para a lancha.


 
Demorou um pouco, deu até pra cochilar… até o nosso “diretor de cruzeiro”, Maurício Justiniano, avisar: “CHOVE”.  Como não tínhamos visto ainda a situação do tempo, não desistimos, mas… olha a situação:
    
[E eu me pergunto: Por que ainda olho o www.climatempo.com.br ???]
Mas como pra mim  não tem tempo ruim, e não tenho medo de chuva, resolvi tomar em Punta del Este todos os banhos de chuva que desejei em Ilhéus!
Saímos do porto, e eu tinha uma única intenção de visita: a Casa Pueblo. Preço pedido pelos donos de van e taxi: 50 dólares por pessoa. Inviável. Achei que podíamos pegar um táxi fora do porto e ser mais barato, mas descobri que Punta tem muita semelhança com Ilhéus no que diz respeito ao turismo: Exploração, pouca informação e má vontade dos habitantes locais.
    
    
    

    
“Planeta Extremo”: Ninguém pra um lado, ninguém pro outro! Só nós!


Andamos, andamos MUITO, até encontrar um ponto de táxi, pra descobrir que ele queria os mesmos cem dólares pedidos no porto. #FAIL


Então, como continuava a chover, resolvemos andar mais um pouco (?) e descobrir o que desse… sem correr da chuva e sem nos escondermos dela, passamos por algumas lojinhas de
artesanato, fizemos xixi no Mc Donald’s, e encontramos “La Mano”, no final da Rambla Brava. Acho que andamos uns dez quilômetros. (Favor ninguém ir conferir no Google Maps, eu SEI que andei mais de dez quilômetros!!!)
       
    
    







Danado foi andar tudo de volta! Mas fomos daquele jeito bahiano, devagar, olhando as coisas… quase como as lesmas que encontramos na calçada ou nas plantas…
       

Vimos surfistas na praia, gaivotas e mais chuva.
       

Nosso navio, lá ao fundo

       
Ameaçou estiar… mas só ameaçou. Retornamos pela Rambla Mansa até o porto, como pintos molhados! E agradecendo o fato da câmera ser à prova d’água!
         
         
       
Então, chegamos e saímos de Punta sem comer nem beber nada. Mas gastamos mil pesos uruguaios, ou o relativo a… cem reais!!! (Com artesanato, lembrancinhas e mais uma echarpe pra minha coleção! Ops… e um lápis, Made in Germany!!!)


A viagem de volta foi numa turbulência só, que nem deu pra fotografar nada. Mas viemos conversando com um casal de Maceió e uma galera de Belém… até chegar na cabine para um banho quente e CAMA!
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O livro. (Diário de Viagem – 11)

Sabe aquelas coisas que acontecem quando têm que acontecer? Pois estou vivendo uma delas.


Sempre quis ler Comer, Rezar, Amar, de Elizabeth Gilbert. Mas, não me perguntem o motivo, nunca comprei. Nunca nem olhei nos sites em que normalmente compro livros. E não era a desculpa do Mestrado, não, pois mesmo na época do Mestrado  comprei vários livros na categoria de “extras”. Várias pessoas prometeram que me emprestariam (se você é uma delas, obrigada por não ter cumprido!) mas a única que cumpriu foi Nancy, e eu o trouxe de Ubaitaba City algumas semanas antes dessa viagem, e o guardei junto da bagagem, planejando lê-lo nas horas vagas, que imaginei, seriam muitas. O fato é que o momento de ler este livro foi AGORA. E TINHA que ser AGORA. Era esse o tempo que eu tinha, sozinha, pra pensar em mim.


Coincidentemente (?) Comer, Rezar, Amar foi o filme em cartaz no cinema do navio, em nosso primeiro dia de navegação, mas optei por não assistir, já que estaria lendo, e não queria “sujar” minha imaginação, dando cenários e rostos aos personagens. Foi a melhor coisa que fiz.

Se você já leu e não gostou, ou se o livro não mexeu com você, ignore o restante do post. Mas se você teve ALGUMA experiência quando leu o livro, vai poder entender minimamente o que se passou comigo.


Ela precisou de um ano e três lugares diferentes. Eu precisei de três dias e uma viagem de navio para entender que vivi quase que exatamente as mesmas experiências,  não explicitamente, mas em sua essência.



Eu gostaria de poder repartir tudo que está borbulhando em mim nesse instante… em que estou me sentindo no centro da felicidade, capaz de passar horas comigo mesma, sem sentir dor ou desconforto, com o coração transbordando de amor. Mas não posso. São palavras que não me chegam aos lábios (ou às mãos) e só consigo pensar que tenho que comprar um livro pra chamar de MEU, pra poder grifar e riscar, sem correr o risco de apanhar da dona dele! (Desculpe, irmã, eu sei que você não me bateria se eu tivesse grifado, mas eu resisti. Eu tenho que ter o meu livro!)


Penso que para algumas das maisdenãoseiquantas milhões de pessoas que leram, este não passou de mais um romance água com açúcar, de uma historinha pra distrair mulheres. Mas pra mim foi muito além da história. Foi uma descrição de experiências que eu vivi em outros níveis, como se eu mesma pudesse ter escrito essa história, com as três partes bem definidas.



Enquanto eu lia, só pensava que precisava ler de novo, só sentia que sim, aquilo era real, e só imaginava COMO iria escrever sobre isso. Agora já sei que não tenho COMO escrever. Só precisava dizer que bateu fundo lá dentro, e que eu agradeço a Deus por saber que pelo menos uma outra mulher é capaz de sentir o que eu sinto. Smiley piscando

Diário de Viagem – 10

28 e 29/02, terça e quarta, navio atracado em Buenos Aires.


Convém não esquecer que estou nessa viagem para acompanhar meus pais, e a programação tem que atender às necessidades e possibilidades deles, embora seja escolhida por mim. Assim, achei melhor comprarmos o ticket do Bus Turístico e rodarmos a cidade inteira, parando onde fosse mais interessante. Fomos do porto até a Plaza de Mayo de táxi (20 reais) e de lá caminhamos até a parada 0 do Bus Turístico, na Calle Florida.
    
  
    
    
Detalhes do passeio:


O ticket válido por 24h custa 70 pesos argentinos, que devem ser pagos in cash, e não aceitam reais nem dólares. Também pode ser comprado pela internet, e pago com cartão de crédito.


Dura cerca de 3 horas, se for sem parar.


Tem dois tipos de ônibus: um com guia falando apenas em espanhol e outro com fones e tradução em 9 idiomas, incluindo português. Fomos no espanhol, e deu pra entender [quase] tudo.


Pode-se descer em qualquer parada, e por volta de 30 em 30 minutos passa outro, e pode-se subir, apenas apresentando o ticket, que pode ser também válido por 48h. Em cada ponto tem o horário de passagem dos ônibus, e percebemos que são rigorosamente pontuais, tipo: 15:33h e passar exatamente no horário.

              
De cima se tem uma vista privilegiada dos monumentos, dando pra fotografar tudo numa boa.
    
Mas… as árvores (que são muitas, e lindas!) ficam muito próximas das nossas cabeças, é preciso tomar muito cuidado! Vejam:
    
   Até peguei umas frutinhas… hehehe
Passamos por La Bombonera, o estádio do Boca Juniors, e juro que tive vontade de saltar, mas como fui eu sozinha que desejei… ficou pra próxima.
    
    
    
    
Saltamos mesmo no Caminito. Algo semelhante ao Pelourinho em Salvador. Um ponto essencialmente turístico, onde tive a sensação de estar sendo assaltada a cada vez que os garçons dos restaurantes vinhas quase que nos arrastar para dentro dos ditos cujos. Muitos com show de tango nas calçadas…

Mas só depois de andar pela Calle Florida, descobri que o Caminito é o lugar de preço mais justo e de melhor atendimento que passamos! Além de ser super fofo… Adorei! Voltarei lá, com Marido, e com mais calma, para escarafunchar as lojinhas de artesanato. Compramos lembrancinhas, e depois sentamos para almoçar…
    
    
    


Almoçamos no restaurante que tinha o tango mais chamativo. E foi ótimo, pois me dispensou de sair à noite para pagar uma exorbitância pra ver show de tango! O casal era bem simpático, e o velhinho que tocava bandoneon também. Dois cantores se revezavam, dando um verdadeiro show! (Tudo isso por 8 pesos o couvert artístico!)
    
    
    
    
Eles ficavam chamando as pessoas para fotografar, e quando os turistas chegavam perto, diziam que custava dez reais (ou dez dólares, conforme fosse o idioma falado). Novamente me remontou ao Pelourinho, só que lá as “baianas” cobram 10 reais e só ficam do lado da pessoa. Aqui eles faziam poses de tango, e tiravam várias fotos. Eu não fui porque Papi se sentiria incomodado, mas quando estiver com Marido nós vamos. Smiley piscando

Um dos garçons achei parecido com Maradona, e outro se auto-intitulou Al Pacino. Julguem vocês!

    

Ainda no Caminito, fomos ao Havana Café e comprei uma caixa de alfajores, algo tido como o supra sumo da doceria argentina. Tá, é gostoso, mas pra mim é doce demais, e igual ao pão de mel de Ione, lá em Ilhéus…


Pegamos novamente o ônibus e depois de mais de uma hora rodando pela cidade, saltamos na Recoleta. Era pra passearmos pelo bairro, mas os velhinhos estavam cansados, e resolvemos entrar no Museu Nacional de Belas Artes. Valeu demais! Pequeno, mas com um acervo interessante de arte de todos os períodos, com muitas obras doadas pela família Santamarina. (!) Van Gogh, Monet, Tolouse Lautrec, Rodin, Renoir, e outros tantos que não me lembro agora. Sem fotos, por motivos óbvios, mas uma na porta, para registrar nossa passagem por lá:

Pegamos o ônibus até o final, e saltamos na parada 0, Calle Florida. De lá, taxi para o Porto (33 pesos) exaustos e queimados de um sol que não apareceu… mas valeu mesmo o passeio! Para quem passa somente um dia (ou dois) na cidade, o Bus Turístico é ideal.


No dia seguinte, saimos de taxi do porto até ás Galerias Pacífico. Só pra não dizer que não tentamos fazer compras.  Mas não tem jeito. Não sou “uma mulher de marcas”. Depois saímos pela Calle Florida, e lá, sim, conseguimos comprar cositas. Mamis está com o pensamento fixo nas Bodas de Ouro, que acontecerão em maio. Então, tudo que povoava os desejos dela eram: a roupa, o sapato, a bolsa, as jóias que ela usará no evento. Comprou a bolsa, uma parte da roupa e mais umas bobagenzinhas que a deixaram super feliz.


Papi usou uma camisa-filtor-solar, daquelas usadas para esportes aquáticos, que o deixou bem confortável, sem medo do sol, que desta vez apareceu pra valer (mas não fez frio).
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Por acaso, encontramos a Livraria El Ateneo, que eu estava secretamente desejando visitar, mas não tinha nem coragem de dizer aos outros… Enfim, do nada, surgiu a porta do paraíso! Mas não comprei livros, eu queria mesmo era sentir o lugar, que já foi um teatro e hoje é uma livraria super charmosa. Comprei marcadores de livros (viu, Lile?) e um CD de Mercedes Sosa para um casal de amigos (um deles ficará com o original, o outro com uma cópia, terão que tirar no palitinho!), além de ímãs da Mafalda! [Não procurei antes onde fica a estátua grande da Mafalda pra tirar uma foto pensando na Karina, mas lembrei, viu?]
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(Eu tenho um desse, só que em português, né, Jucemir?)



Andar fez bem, foi gostoso, mas… cansou. E, como tínhamos que estar de volta às 16h, voltamos logo antes, pra pegar ainda o almoço no navio. Taxi, novamente, que é super barato mesmo, e nos espantamos com o trânsito assustadoramente calmo, apesar das avenidas largas e pouca sinalização, parece um trançado sem lógica, mas… funciona.


À tardinha, quero dizer, na hora em que o sol se escondeu, porque aqui não dá muito pra ter noção de horário exato… o navo zarpou, e ficou todo mundo no deck superior (menos eu, que estava dormindo!) e quando acordei e subi, só vi isso:
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Buenos Aires sumindo ao longe, junto com o sol…
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