Saudade

A querida Silmara Franco escreveu um texto lindo sobre saudade hoje. Recomendo que leiam todinho. E releiam, pra ter certeza de que captaram bem a mensagem. Separei um trechinho dele, pra comentar:

Matar saudade não é crime. Quem ama pode, e deve, dar cabo dela. Não fazê-lo é condenar-se a um tipo especial de xilindró: o do coração apertado.

Estou vivendo um desses momentos de matar saudade: Filhote está em casa! Veio fazer a prova de seleção do IFBA e eu aproveitei pra pegar a danada e enfiar pelo ralo, enforcar, matar do jeito que puder. Porque uma das piores coisas desse mundo é mãe viver longe de filho.

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O meu MAMAÇO é virtual

É virtual porque meus babies já passaram da fase de mamar – e mamaram muuuuuito. Mas não vou me furtar à oportunidade de me manifestar. Eu adoro uma polêmica, ainda mais quando toca num ponto que pra mim é essencial: a mulher tem direito exclusivo e total sobre o seu corpo.

A história começou com uns comentários ridículos feitos pelos ditos humoristas do CQC, no CQC 3.0, que acontece na internet depois que acaba o programa na TV. [Vídeo nojento aqui. Só assista se tiver estômago. Ou se tiver peito, mesmo.]

Em vez de responder – ou mesmo ignorar – a mensagem de uma mãe que chamava o programa para fazer a cobertura de um “mamaço” (mulheres se reunindo, para amamentar seus filhos em público), os senhores de terno e gravata optaram por ridicularizar a situação e se postar de maneira infame e misógina*.

A Lola fez um post retado, perfeito. E o Marcelo Tas se doeu. Mas em vez de pedir desculpas a todas as mulheres por não ter tomado uma atitude digna de macho, ele ameaçou a Lola com um processo por calúnia e difamação.

Ah, não deu outra. A mulherada se levantou e botou a boca no mundo. Quer ver? Joga no google “mamaço”, “CQC Lola” ou “amamentar em público” pra ver o resultado.

E euzinha que não sou nem um pouquinho sensata, já vim me meter nessa zona. Não tenho filho pra amamentar em público agora, mas já tive. E boto a foto, não  porque queira exibir “as tetas”, mas pra dizer que SE qualquer mulher quiser/precisar botar o peito pra fora e dar de mamar a seu filho, ela TEM ESSE DIREITO. E não só as gostosonas e boazudas, como disseram os dignos rapazes do CQC.

Aline29

Outubro, 1988

Abelzinho 6

Julho, 1991

A quem vier dizer que nas duas fotos que ilustram este post e que são minha participação virtual no mamaço  eu estou em casa, já vou logo respondendo: poderiam ser em qualquer lugar, pois bebê não escolhe hora nem lugar pra dizer que está com fome. Só que pra posar pra foto precisa ser um momento de paz, né? (E olha que há 23 anos não tinha câmera virtual, era filme e era caro pra revelar!)

Ah, só pra finalizar, tudo que eu escrevi aqui é somente MINHA OPINIÃO.

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* Misoginia. No dicionário: substantivo feminino – Aversão pelas mulheres. Na prática: É espancar, estuprar, ou matar uma mulher ou dizer que ela mereceu ser espancada, estuprada ou morta. No caso, debochar  da mulher que amamenta em público pelos simples fato disso ser algo “que constrange”, “que deveria ser escondido”, “que é feio, nojento” ou que "aquela mulher não deveria mostrar, porque os peitos são grandes e/ou caídos, mas uma gostosona como a Gisele Bündchen poderia”… Exemplo claro de atitude misógina, por mais que pessoas (até mesmo mulheres) possam dizer que não. Lamentável.

João e Maria

Ela saiu de casa primeiro, ele saiu depois. O faz-de-conta meio que terminou, mas sempre volta nos meus sonhos, já que a noite que não tem mais fim não é cheia de pesadelos.

Eu continuo a me perguntar “o que é que a vida vai fazer de mim”, dela, dele…

O aniversário dela é dia 15, e também é meu. Meu “aniversário de ser mãe”. E já que ela já começou a comemorar hoje, na praia de Pipa, eu também comemoro aqui meu amor por ela, num dia cinza e molhado, ouvindo meu amor (Chico) ser cantado na voz de meu amor (Kiko), abraçadinha com meu amor (Cau).

Chega, fevereiro!

Inspirado no blog da Pandinha, que teve muito mais coisas legais pra contar sobre o primeiro mês de 2011, e com a intenção de listar o que de bom e não-tão-bom sucedeu em janeiro, segue este post.

Sei que ainda faltam 3 dias (e 4 noites) para o mês terminar, e não é bem o momento de se fazer uma retrospectiva, pelos motivos que´todo mundo já sabe, sendo o maior deles o famoso “só acaba quando termina”. Mas aproveitando a Dona Inspiração, que, como se sabe aparece quando quer e bem entende, lá vou eu.

 

Quando disse “3 dias e 4 noites” involuntariamente lembrei que esses dias e noites deveriam estar sendo passados a bordo do navio Grand Holliday, entre Maceió e Rio, com paradas em Salvador, Vitória e Búzios. Mas Janeiro não colaborou, mamãe ficou doente (na verdade desde o final de dezembro) e nosso cruzeiro foi suspenso, com direito a agonias de acertos legais (no sentido de lei) com a agência de turismo e a Íbero, empresa que administra os cruzeiros. Fica para a próxima temporada, se vivos estivermos. #Oremos.

 

Em Janeiro tive visitas em casa, às quais não pude dar a atenção devida, o que gerou culpa e estresse, teoricamente desnecessários. Mas nos poucos momentos em que consegui dar atenção às visitas, rimos um bocado, e eu curti a doçura que é Amélie!

Eu e Amélie

 

Em Janeiro tive a alegria de ver o blog da lua-de-mel se materializar em livro, e adorei a sensação. Tanto que fiz a mesma coisa com este blog, trabalhei duro durante 9 dias editando e diagramando os “melhores textos” (na minha própria ótica, sob meu próprio julgamento, of course) e hoje só falta um texto final para enviar o original para impressão via www.blurb.com .

 

Meu carro já faz sozinho o trajeto entre a minha casa e a de mamys, e meu joelho já está quase desistindo de pedir pra eu subir menos escadas, porque já viu que não adianta.

 

Esse janeiro nem está parecendo verão, porque pra mim, verão é sinônimo de praia, relax, e de um jeito ou de outro, filhos por perto. Dessa vez tive o filhote em casa por uns 20 dias que não valeram nem 1/3: não passeamos, não assistimos filmes juntos, não fizemos farras gastronômicas… enfim, não valeu, ele voltou pra “casa” bem antes do planejado, pro bem de todos e felicidade geral da nação.

 

 

Em janeiro recebi a notícia que terei artigo publicado na Revista Espaço Acadêmico, e ainda enviei mais um para ser submetido a avaliação. Escrevi o capítulo “Materiais e Métodos” da dissertação, e recebi do orientador um “tá muito bom!”.

 

Mesmo com a triste perspectiva do final da bolsa da CAPES em março, janeiro me trouxe as benesses financeiras dos trabalhos fotográficos de dezembro. Dinheirinho que seria usado numa semana de mochilagem com Flavinha pela Chapada, mas que já foi devidamente suspensa, pelo mesmo motivo da suspensão do cruzeiro. Imagino que será revertido em equipamento fotográfico, mas deixemos fevereiro chegar.

 

Ah, em janeiro realizei o sonho de ter um “espertophone”, que me permitiu acesso à internet exatamente quando a conexão via rádio deu chabu total e a Claro3G me extorquiu o quanto quis. Felizmente estamos com antena nova no telhado, e a conexão via rádio voltou a existir.

 

Aproveitei janeiro pra ir ao Dr. Gineco, ao Dr. Ortopedista e ainda vou à Dra. Acupunturista (consegui uma que vai me atender 2a. feira), seguindo o conselho de “cuidar de mim”.

 

No finalzinho de janeiro (hoje, exatamente) planejamos uma escapada no carnaval para a Ilha de Itaparica, na intenção de relaxar dos problemas do dia-a-dia e rever os queridos. Mas que pena que o carnaval esse ano é em março, que coisa mais sem graça! E teve aquela fugidinha básica do fds passado, que permitiu que recarregássemos as baterias para a semana (que passou voando!). Bem que eu queria repetir a dose, mas ficou só no querer mesmo.

 

Enfim, não sei se colocando tudo numa balança, qual o prato que pesaria mais… ou se algum prato pesaria mais. Só sei que janeiro passou… e nós sobrevivemos.  Que fevereiro seja mais leve, mais colorido e menos dolorido.