26 de fevereiro

Foi em 2010, mas parece que foi ontem, e ao mesmo tempo parece que foi há décadas.

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Um dia cheio de lembranças, de alegria, de sonhos e do compromisso de uma vida juntos.

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Foi jurado e sacramentado, temos “o papel” pra mostrar ao mundo…

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… mas não é esse papel que vai dizer que somos felizes e que queremos continuar juntos. São os nossos corações, os nossos olhos e nossas atitudes.

Não estamos juntos exatamente no dia de hoje (post programado!) mas, tal como no começo, a web nos permite essa conexão…

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E apesar de nós não sermos um casal “de datas”, eu quis deixar este post aparecer exatamente no dia – e na hora – em que nos casamos oficialmente, só porque vou estar “em navegação” e provavelmente não vou falar com você hoje hora nenhuma. E a nossa música segue abaixo, ignore o vídeo, feche os olhos e somente ouça.

“Viramos cúmplices eternos no eterno amor do nosso Deus,

E nesse amor guardamos nossas vidas”!”

Há amor em mim

Alguém duvida??? Porque  eu não duvido nadinha!!!

Há amor em mim, primeiro,  porque Deus  é amor, e não há nada mais forte na minha vida do que a presença viva do Deus que me ama.

Há amor em mim por mim mesma. Eu me respeito, me admiro e compreendo que não sou perfeita, e ainda assim me valorizo. Sei o quanto cresci no aprendizado da vida, e sei também o quanto ainda preciso crescer, e confio que tenho potencial pra isso.  Eu me amo quando me cuido, quando tomo meus remédios direitinho, quando me esforço para estabelecer novos hábitos alimentares e deixar o sedentarismo de lado nem que seja um pouquinho. Eu me amo quando reconheço meus limites físicos e emocionais, quando paro imediatamente o que estou fazendo e percebo que o led de bateria baixa está piscando e me jogo na cama pra recuperar as forças. Eu me amo quando tiro um tempo pra ler um livro, assistir um filme ou ler um blog que me inspiram. Eu me amo quando me dou oportunidades de descobrir e experimentar o novo em todas as áreas da minha vida. Não tenho qualquer dúvida de que tudo isso sejam provas de amor por mim mesma.

Dinah (3)

Há amor em mim pelos meus filhos. Amo-os desde antes de nascerem, desde quando os desejei em meu coração, e mais ainda quando me disseram que eu não podeira ter filhos, e ainda assim os desejei. Amo-os desde quando precisei passar as duas gravidezes praticamente todas na cama, para evitar um aborto espontâneo. Amo cada um de uma maneira diferente e especial, porque eles são diferentes e especiais. Amo Aline despojada, sem papas na língua e completamente aberta, amo Abel tímido, calado e ensimesmado.  Eu os amo mesmo quando me dizem coisas que eu não quero (ou acho que não mereço) ouvir,  Amo quando fico com raiva ou com ciúme da vida que os leva pra longe de mim. Amo quando desejo sucesso para eles nas diversas áreas de suas vidas, e  é duro perceber que nem sempre eles seguem o caminho que eu acho que é o melhor pra eles. Mas acho que  amo mais ainda  exatamente  nessas horas, porque preciso abrir as mãos e deixá-los voar, e se prendê-los não será amor, será só egoísmo.

Há amor em mim por meu Marido. O homem que me encontrou num momento maduro da vida e que me fez voltar à adolescência, enchendo meu coração de novas dimensões de amor. Amo o homem que adoça meus dias com carinho, risadas, cuidados, proteção e incentivo. Amo o homem que me estimula a crescer, acreditando em mim, às vezes mas do que eu mesma acredito.  Amo também o homem que é cabeça-dura e turrão, que implica com meus defeitos e que nem sempre compreende minha necessidade de sono, mas se eu não sou perfeita, por que ele teria que ser? Eu o amo, amo tanto, que chega a doer. Doer de saudade quando ele está longe, doer de medo quando penso como seria triste minha vida sem ele, doer de imaginar que um dia esse amor pode acabar. [Não sei se sou somente eu que sinto medo quando a felicidade é muito grande…]

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Há amor em mim por meus pais. Por aqueles a quem não escolhi pertencer, aqueles a quem Deus escolheu para ser a minha família primeira. Sim, os filhos e o marido eu escolhi, mas os pais… não foram escolha minha, como não são pra ninguém nessa vida. Pois eu amo aqueles que se sacrificaram por mim,  física, financeira e emocionalmente, aqueles que cuidaram de mim como cuidei dos meus filhos… Mas não os amo apenas por gratidão. Amo porque eles me ensinaram a amá-los, e porque me dispus a aprender. E o momento atual é onde vejo esse amor por eles ser mais forte, talvez por ser mais maduro e consciente. Quando penso que meus dois velhinhos (com 82 e 88 anos) podem partir a qualquer momento, acho que entro em desespero prévio. Então respiro fundo e me esforço para viver o que creio: quando a separação vier, será temporária, e estaremos juntos novamente, um dia.

Há amor  em mim por meus amigos. Não tive a bênção de ter irmãos para dividir a vida, e creio que isso me fez valorizar as amizades. Amo os amigos de sempre, assim como amo os amigos de “fases da vida”: escola, seminário, faculdade, trabalho… Amo os amigos virtuais, dando-lhes status de reis, já que o são em meu coração. Amo os amigos que estão longe fisicamente mas próximos em espírito e coração. Amo os que já se foram… e tenho amor reservado para os que virão. Amo os amigos dos meus amigos, e acho uma delícia ver os laços se formando, como num trabalho de croché, quando uma única linha entra e sai pelas laçadas e cria desenhos diferentes e preciosos.

[Sem fotos, pra não gerar ciúmes…]

Há amor em mim – sim, é amor – por este blog. Por este espaço que me acolhe há quase seis anos, e recebe minhas palavras – muitas vezes gritos e lágrimas – minhas imagens e todo o meu sentimento. AMO. Amo isto aqui. E amo tudo o que ele me traz. Este post é uma participação na Blogagem Coletiva Há Amor Em Mim, promovida pela querida Elaine Gaspareto, comemorando os 3 anos do seu blog Um pouco de mim.

Conheci a Elaine nem lembro como, mas sei que foi em outubro de 2008, quando eu estava enredada num trabalho que não tinha nada a ver comigo, mas me dava um certo tempo livre na internet. E encontrei uma pessoa com muitas experiências em comum comigo… se fez amiga e continua amiga até hoje. Obrigada, Elaine, pela sua presença em minha vida, e por ter tido a oportunidade de te ver crescer (você sabe do que estou falando) e se um dia eu te ajudei no que você não sabia, hoje você me ajuda muito mais em tantas coisas que não sei.  Feliz aniversário pro Um pouco de mim, e muitos anos de vida pra nós todos!!!

Selo do meu blog

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sim, isso quer dizer amor.

Para ouvir enquanto lê:

 

Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo a frente do sol.
Abri a porta e antes de entrar,
Revi a vida inteira…

Pensei em tudo que é possível falar
Que sirva apenas para nós dois:
Sinais de bem, desejos vitais,
Pequenos fragmentos de luz…

Falar da cor dos temporais,
De céu azul, das flores de abril…
Pensar além do bem do mal,
Lembrar de coisas que ninguém viu…

O mundo lá sempre a rodar,
Em cima dele tudo vale.
Quem sabe isso quer dizer amor,
Estrada de fazer o sonho acontecer?

Pensei no tempo e era tempo demais…
E você olhou, sorrindo pra mim.
Me acenou um beijo de paz,
Virou minha cabeça!

Eu simplesmente não consigo parar…
Lá fora o dia já clareou.
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar,
Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser,
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você…

O mundo lá sempre a rodar,
Em cima dele tudo vale.
Quem sabe isso quer dizer amor,
Estrada de fazer o sonho acontecer?

(Milton Nascimento e Lô Borges)

O plano era escrever sobre outra coisa, mas fui colocar link para a série “confissões” e cabei me perdendo lendo o que já escrevi (adoro fazer isso, me redescubro a cada vez…) e o foco do post mudou.

Acho que todo mundo que lê aqui sabe que mamis não está bem de saúde já faz um tempo, o que nos levou até a mudar de casa, e vir pra perto dela. Acho também que já falei muitas vezes aqui que o nosso relacionamento (meu e dela) nunca foi 100%, ou melhor, nunca esteve nem perto do patamar normal de mãe e filha, o que me deixava morrendo de inveja das amigas que tinham um relacionamento normal com suas mães.

Não quero falar agora sobre  as origens disso, mas sim sobre a realidade do tempo presente.

Hoje esta canção está sendo a nossa realidade: “Falar da cor dos temporais, do céu azul, das flores de abril, pensar além do bem e do mal, falar de coisas que ninguém viu…” Acho que nunca conseguimos nos entender como agora. Nunca conseguimos conversar como agora, sobre todo e qualquer assunto, sem que partíssemos logo pra um embate ideológico, onde ficávamos em lados opostos instantaneamente.

Quando ela adoeceu, jamais me passou pela cabeça não assumir TODOS os cuidados com ela. Mas hoje compreendo que até o ano passado, isso era como uma obrigação. Eu pensava: “Ela cuidou da mãe dela até os últimos instantes. Não é justo que a filha dela não cuide dela.” E fiz tudo o que precisou ser feito, de banho, troca de fraldas, limpeza de sangue de hemorragia retal, TUDO. Mas quando a doença atingiu a mente dela, e eu a vi completamente indefesa… aí algo bateu mais forte.

No meio da confusão mental ela a cada dia rejeitava alguém, mas EU nunca fui a bola da vez. Ela me “obedecia” sem questionar, e não poucas vezes eu me identifiquei ao médico como “a mãe da paciente dele”, num ato falho que denotava exatamente como me sentia. E todo mundo sabe o que é amor de mãe… Já melhorando, ela me chamava de mãe ou de babá, pra fazer graça… mas foi assim que me senti, mesmo. Responsável por ela.

Só que essa fase crítica passou e hoje estamos num equilíbrio gostoso de amizade, cumplicidade, parceria… e não tenho dúvida: isso quer dizer amor. Estrada de fazer o sonho acontecer.

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Um dos dias em que mais chorei na vida: quando ela rolou escada abaixo! Ainda bem que ficou só na lembrança e a cicatriz no braço quase não se vê…

Namorado

Pra quem não lembra, ou não andava por aqui antes, eu chamava Marido de Namorado. E demorei pra promovê-lo a Marido, mesmo depois que fomos morar juntos. É que achava que Marido não soava tão legal quanto Namorado, mas cabou que acostumei, acostumamos, e hoje é Marido mesmo.

No dia dos namorados, semana passada, pra mim nem parecia que era. Eu estava doente, abusada, reclamenta, cansada… nem planejei nada e não comprei presente. [Preciso lembrar que estou desempregada e completamente descapitalizada? Estou à procura de trabalhos fotográficos: eventos, books, fotografia técnica… contato: anabelmasc @ gmail.com]. Mas sem planejar acabamos curtindo um dia gostoso, com direito a explorar a praia aqui da frente de casa – que pra minha surpresa está deliciosa, limpa e calma, namorar bastaaaaannnnte, encher a geladeira de picolé, fazer mercado de mês no Makro, e finalizar com um churrasco no Banco da Vitória.

Dia dos namorados atípico, mas muito gostoso, como disse no twitter.  Só depois fomos descobrir que tivemos “presente” (não esquecendo que a TVzona LED chegou semana passada):

 

 

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Dupla de canecas compradas junto com a feira do mês

Mas a prova de que não precisamos de “dia” nenhum especial é que cada dia encontro uma coisa escrita no quadrinho de avisos:

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É claro que se em vez de “FOFA” tivesse “LINDA” seria muito melhor… Fofa remete a… ah, aquilo-que-não-se-pronuncia-para-uma-mulher, especialmente quando ela está deixando de ser!!!

Hoje estou bem melhor, de saúde, e ainda enjoada com o repouso, mas catei o material de croché, e estou brincando de fazer coisinhas cutes com o que tenho em casa. Pior é se eu me empolgar e resolver que vou viver de crochetar…

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