Vício genético

Hoje cedo recebi um e-mail de Tia Suzana:

“GOSTAR DE CINEMA É VÍCIO.

E q vicio! depois de todo o choque do acidente, já em casa Vítor pergunta preocupado:-Salvaram meus filmes?

Nossa família curte cinema. Painho teve cinema. Não peguei essa fase. Mainha era nossa companheira nas matines do cine Brasil. Minha infancia foi povoada de artistas. No Cine Social só não gostava do arrastar das cadeiras na hora q iniciava o filme. Foi indo pra matine q peguei sozinha (sem instrutor – meus irmãos) o carro. pela primeira vez. Mainha e Jurema participaram da aventura. Na roça íamos assistir filme em Coaraci. Quando voltavamos, eu, Jurema e Mercedes dormíamos tarde recontando os filmes, trocando os atores pelos garotos da época. No período de namoro, eu e Cláudio tinhamos um lugar marcado. Hoje ele não vai mais ou dorme o filme inteiro.

Meu amor pelos filmes, em casa ou no cinema continua firme. A próposito, vamos ao cinema?”

O acidente a que ela se refere aconteceu com minha tia Nolinha, que estava com a mãe e os dois netinhos (Vitor e Ainí) no carro, indo pra roça, e sobrou numa curva. Graças a Deus eles não se machucaram, mas o carro ficou destruído. E a preocupação de Vitor com os filmes mostra o quanto o vício é genético.

Eu também não peguei a fase de vovô Alípio ter cinema, mas de tanto ouvir as histórias que minha mãe conta, parece que vivi tudo aquilo. Ah, eu ia ser uma ratinha de cinema, se meu avô fosse o dono! Na verdade, sou mesmo cinéfila no sentido da palavra: amo cinema. Mas não sou boa comentarista de filmes, uma vez que minha memória não ajuda… eu assito filme duas, três, dez vezes, e sempre parece novo, porque não me lembro mesmo!

Abre parênteses

Semana passada fiz uma coisa que há tempos não fazia: Fui ao cinema sozinha. Assisti Sherlock Holmes, acompanhada de um sacão de Ruffles Cebola e Salsa, dois tubinhos de Mentos e uma coca de 600ml. Teria sido delicioso, se o filme tivesse sido melhor! (Risadinha sem graça)

Sei que vão me crucificar, mas juro que não consegui gostar daquele Sherlock, talvez por ter sido dublado, ou porque na minha idéia, mesmo sem ter lido, o Sherock era mais parecido com Poirot, de Ágatha Christie, e não aquele ser marrento, de músculos trabalhados, e que antevia e explicava a ação da luta em 245 takes, que depois passava “em tempo real” em 7 segundos. A “mocinha” da história – que na verdade era uma vilã – também não me convenceu. Muito magra, muito forçada, muito tudo que não combinava.

Fecha parênteses, que este post não é pra falar do filme, é pra falar do vício, do cinema.

Pra mim, ir ao cinema é mais do que assistir um filme. É todo um ritual, é a delícia de sair de casa geralmente correndo e chegar em cima da hora; mostrar o comprovante de matrícula na faculdade pra pagar meia e adorar ser estudante; é escolher o lugar, o mesmo de sempre, sempre que possível: a penúltima fila da fileira do meio; é curtir os traillers e depois ficar achando que já assisti o filme ou dizer: quero assistir esse, mas depois não lembrar qual foi o que desejei; é ir com pouco dinheiro, contando os trocados para pagar o ingresso no Santa Clara (agora está 4 reais a meia) e não ter nem pra comprar pipoca, ou ir abonada e pagar 16 reais na meia no cinema do Shopping da Gávea; é não reconhecer os artistas e me achar o máximo quendo reconheço alguém lá pelo meio do filme, coisa que todo mundo já sabia; é amar a trilha sonora e correr pra baixar quando chegar m casa; é ser a última a sair por ficar vendo os créditos até o fim…

Cinema é coisa mágica. É um mundo surreal, que me carrega pra dentro da tela, tal qual a mocinha da Rosa Púrpura do Cairo, ou como Lisbela, que sabia tudo sobre ir ao cinema e antever o desenrolar do filme. Adoro as metalinguagens, quando o filme trata do próprio cinema, desde Cinema Paradiso até Bastardos Inglórios. Gosto de me imaginar escrevendo roteiros ou dirigindo as cenas, escolhendo a melhor posição para a câmera e a luz a ser usada. Me acho mais “sabida” do que certos diretores de fotografia, mas reconheço quando a coisa fica perfeita, “do jeito que eu faria”.

Adoro ter em casa outros admiradores da arte cinematográfica: o Filhote que antes escolhia filmes hoje sai pra assistir qualquer um e Marido que precisa ser arrastado pra entrar na sala escura, e sempre usa a mesma justificativa: “se é pra dormir, prefiro dormir em casa mesmo” ou a alternativa: “temos mais de 50 filmes em casa…” (Na vedade temos mais de 100, entre originais e piratas, alguns assistidos inúmeras vezes e outros ainda lacrados) mas quando vai fica todo satisfeito e até escreveu no blog da Consultic um post usando o cinema como parâmetro para a política local.

Pois então, tinha que ser este o assunto pra me tirar do limbo bloguístico e destampar a torneirinha de postagens decentes. Ah, e só pra registrar, vou aceitar o convite de Tia Su e já marcamos para assistir Lula, o filho do Brasil hoje à noite. Voilá!

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[Só explicando: Ainda estou enxaquecada, e isso me deixa sem arte pra muita coisa. Inclusive pra dar as notícias sobre o CASAMENTO, que está mais próximo do que vocês podem imaginar. Mas eu volto com um post específico para o assunto. 😉 ]

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Alô Terra, Marte chamando!

Estou me sentindo uma ET.

Vontade de escrever, derramar, despejar um monte de coisas aqui… mas parece que tem um “dedo no suspiro” impedindo. Um cansaço, um sono, uma vontade de me tele transportar para um corpo mais leve e ágil, que não precise dizer “ai meu joelho” a cada degrau de escada ou a cada vez que senta/levanta. (Ainda bem que consegui horário de fisioterapia pra amanhã de manhã).

Ao mesmo tempo, uma felicidade interior que não precisa de explicações. E não é somente pelo amor, é algo que vai além, e “ultrapassa o entendimento”.

Corre-corre, 1488 coisas diferentes na cabeça de DDA que não esquece que jurou pra si mesma nunca mais perguntar “por que eu sou assim?” mas que em muitas oportunidades morre de vontade de fazer isso…

Hoje, ao apresentar o trabalho da Consultic para a minha mais nova escraviária, (estágio não-remunerado para quem precisa contar horas, no curso de ADM) me surpreendi com a quantidade de conhecimento que precisei deglutir para ver a empresa funcionando. Quanta coisa nova aprendi, quanto li e sistematizei sobre assuntos tão diferentes do meu dia-a-dia (em termos acadêmicos, mas presentes na prática), quanto de chão já caminhei e quanto vislumbro ainda mais à frente!

Ah, além da escraviária, ontem ganhei também um notebook, lindo, branquinho e todo-poderoso, que me fez amaldiçoar a Microsoft até conseguir validar o Windows Vista (oficial) que Namorado insiste em dizer que é da Consultic, mas como não tem uma plaquinha de tombamento, é meu e pronto. Hoje passei um bom tempo instalando programas, configurando e deixando o bichinho com a minha cara. Ainda está longe de terminar, mas já dá pra fazer um bocado de coisa. O próximo passo é o modem sem fio (TIM ou Vivo) pra ganhar minha liberdade total, porque aqui em casa tem como conectar mais de um (o meu o e do filhote) mas na casa de Namorado não… e do jeito que ele é fominha (nem parece que passa o dia inteiro trabalhando na frente do PC) lá eu não vou ter vez. 13-10-08 006

Ainda nas novidades tecnológicas, a casa está mais bonita (e chique) com um Porta-retrato digital, que além das fotos passa música, filminho, é rádio, despertador (com soneca), e tem uma qualidade massa de som e imagem.

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Minhas alunas estão mandando ver com os blogs. Dinah conseguiu até deixar a comida queimar, o que é um grande feito, para quem estava resistindo com todas as forças ao uso do computador (Podem rir, ela também riu!). Maria Luiza Heine estava até então somente mandando dados para alimentar a parte fixa do blog, e jurou que começa a postar hoje. Fico feliz de ver as coisas andando, de ver pessoas crescendo, e principalmente de me sentir útil.

Então é isso, a ET vai voltar para o note, e assim que der, pousa na Terra novamente.

Que sacrifício…

Minha primeira viagem a trabalho, pela Consultic.

Depois de uma noite inteira no ônibus (gelado), cheguei na capital. O trabalho começou logo depois do café da manhã (da kombi – uma delícia!), e ainda não acabou.

O resultado pode ser comprovado aqui.

Mas todo sacrifício tem sua recompensa. E uma delas foi a minha primeira água de côco “ouvindo o mar de Itapoã…”

06-10-2020

Ô vidinha marromenos…

E todas as risadas com a história do bolo – que depois eu conto – e mais todas as risadas por tudo e por nada, fazem este trabalho ser muito mais que um trabalho, um grande prazer.

Vou correr doida!!!

Não sei como meus neurônios estão dando conta – talvez não estejam, eu é que pense que estão… – da quantidade de coisas que tenho a fazer. Não vou desfiar meu rosário de um milhão de continhas minúsculas – daquelas que se caírem no chão é melhor varrer do que catar – só conto que estou estressadíssima.

O Projeto 365 dias tá andando. Só não estou tendo é condição de trocar a foto aqui no blog todo dia, porque nesse layout novo, ela não se ajusta automaticamente, então é todo um processo de redimensionar, que nem sempre sobra saco tempo pra fazer. Mas quem quiser ir verificar, tá lá, bonitinho, com alguns dias em falta e com outros em sobra (296 fotos em 250 dias). Mas eu sou honestíssima: não passo foto de um dia pro outro, mesmo porque o Picasa não permite… ele coloca lá, com todas as letras o dia em que a foto foi feita. :p

E vocês me perguntam: Se vai correr doida, por que está aqui, escrevendo besteira? Ah, é porque tem horas que não sai mais nada que preste, então, que venham as besteiras!

E tem mais: Hoje estou estressadinha… Minha auxiliar para serviços domésticos não veio (foi fazer exame de vista) e sobrou pra mim ter que “cuidar das coisas de casa” (mesmo que isso signifique somente esquentar o almoço que ela deixou pronto, colocar e tirar a mesa – mami lavou os pratos – e não ter quem atenda o telefone ou a campainha – o que me faz perder tempo precioso).

A Consultic vai bem, obrigada. O que significa um montão de coisas pra fazer. Dia 8 de outubro (niver de Jady) começa a INFOILHÉUS, e pra ela vamos ter que aprontar banner, folder e tudo o mais pra divulgar nossa empresa. Corra, Bel, corra! Por falar nisso, semana que vem vou ter minha primeira viagem a serviço da empresa. Chique nos úrtimo!!! Chego aqui dia 8, em cima da INFOILHÉUS.

Parece pouco? Pois ainda tem problema grande chegando por aí. E que eu queria poder falar, mas não posso. E haja Olcadil pra dentro!