E chegou 2011

Não vou disfarçar dizendo que foi uma chegada  maravilhosa. Mas também não vou execrar, dizendo que foi terrível. Foi assim, uma noite quase como todas as outras, [com umas pequenas exceções, como uma linda e carinhosa ligação da Patrícia Daltro, minha Amiga Secreta que em breve vou conhecer ao vivo], e apesar da enxaqueca que bateu no começo da noite, posso dizer que foi uma noite boa.

Ignorei as tradições de ano-novo que não tem nada a ver comigo, e vesti colorido, pintei as unhas de Penélope (Colorama), e o cabelo de “castanho Juliana” (Garnier Nutrisse) e curti minha família:

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O filhote chegou de madrugada, e pude lamber a cria:

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E ganhar beijinho também, né?

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Meus meninos!

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Tem como não ter sido uma “noite feliz”?

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Passamos na casa de meus pais antes do jantar – foi jantar mesmo, nada de ceia à meia noite – e enquanto eu dava uma atenção especial a Mamys, os três “rapazes” faziam um torneio de palavras cruzadas. [Claro que as “garotas” eram as consultoras que completavam as chaves mais difíceis!]

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Ah, e esse foi o primeiro ano-novo de Amélie, que estava dormindo na hora da Virada, com uma pequena pausa no soninho, já que foi acordada pelos fogos.

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Olha a babação dos titios:

(fotos by Felipe, no dia 26/12/2010)

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Amanheci hoje com a dona enxaqueca ainda mais forte, e me tirou de tempo, impedindo até a ida à Cachoeira do Tijuípe, e eu que estava tão necessitada de um banho de imersão, fosse rio, praia ou piscina… continuo esperando minha vez. Tomara que seja amanhã!

Passei a manhã morgando nos braços de Marido, ouvindo o primeiro CD da Coleção Chico Buarque, lançada pela Abril (super recomendo!) e arrumando nos álbuns as fotos da lua-de-mel (finalmente).

Estou meio que sem conexão, já que a Claro 3G resolveu me sacanear e além do serviço mal e porcamente prestado cobrou um exagero mortal na conta… estamos racionando o uso e procurando uma outra opção. Recebo e envio e-mails e tweets pelo celular, mas ler e comentar nos blogs ficou meio complicado, a véia aqui sofre com as letrinhas miudas na telita e alguns blogs nem abrem no celular. [Atenção, blogueiros: Vejam a dica da Juliana sobre habilitar a versão do blog para celulares!]

Assim chegou 2011, e desejo de coração que seja ainda melhor que 2010, que trouxe momentos maravilhosos e outros nem tanto. Boa noite… e boa sorte, pessoal!

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Diário de uma magra-sem-vergonha e estressada

Eu poderia começar este post dizendo que o Diário de uma magra está atrasado porque a balança aqui de casa ficou sem bateria, e por isso não pude fazer o acompanhamento necessário, já que pra um controle honesto é preciso que as pesagens sejam feitas na mesma balança. Isto é verdade (sobre a balança estar sem bateria – comprei ontem), mas o motivo do atraso na atualização do Diário é outro, ou melhor, são outros.

Bem, a bendita qualificação do Mestrado será na próxima quinta, dia 9 (anota aí e se você crê em Deus erga as mãos para o céu numa prece…) e a estressada aqui está com esofagite de refluxo, de tão estressada com a situação. Aí, podem escolher: estresse se “cura” com:

(  ) comida (bem doce e/ou com muito queijo)

(  ) sono extra (típico de quem quer fugir do monstro da situação)

(  ) Red bull, Bivolt e afins (riquíssimos em calorias, mas que afastam o sono citado acima)

(  )  Horas com a bunda grudada na cadeira ou no sofá escrevendo a dissertação, na verdade dias inteiros sem sair de casa nem pra olhar a cara da rua

(  ) Loucuras como aceitar convite de amiga para ir pra praia em plena 2a feira chuvosa e nublada, só para bater papo e comer caranguejo

(  ) todas as anteriores

 

Quer dizer…

Então, depois de semanas sem me pesar, eis o veredito:

Os exatos 74 Kg estão aqui, firmes e fortes (ops, nem tão “firmes” assim), implorando para não irem embora. Na contabilidade geral, estou [ainda] no lucro, -0,5 Kg, mas vamos combinar que é sacanagem desse corpo moreno, cheiroso e gostoso que não obedece meus desejos, se eu o trato tão bem, né?

Ah, e hoje tem reencontro de um grupo do qual eu participei por quase dois anos e a quem não vejo há outro tanto de tempo, num rodízio de pizza… já estou contando que o sinal de negativo no 0,5 Kg citado acima vai desaparecer ainda esta noite.

That’s all, folks!

PS- Depois de 25 dias sem dar as caras, Dona Enxaqueca deu sinal de que não me abandonou, e pintou na área anteontem. Tentei enrolar a criatura, fingi que estava dormindo, ela pareceu que ia desistir, mas ficou à espreita. Ontem à tarde arrombou a porta e se instalou no meu sofá.  No momento estou fazendo de conta que ela é invisível e virando a cara pra ver se ela me esquece. #Oremos.

Post em bolinhas

Já que não consigo parar pra escrever um post decente, vai um no estilo bolinhas, [ou estrelinhas, não estão saindo bolinhas!] pra não deixar isso aqui largado às moscas ou com teias de aranhas pelos cantos.

  • Comemorando hoje DEZ dias sem enxaqueca. Será o cuidado com a alimentação? Bom, tenho tomado cuidado no geral, mas também tenho feito extravagâncias… mas acho que são os níveis de serotonina e adrenalina no cérebro que estão fazendo o milagre.
  • A exposição foi um sucesso. Não tanto de público, mas de crítica.  Só pra vocês terem idéia (com acento, humpf.): As fotos vão ser parte de um livro do prof. Roberto Benjamin, pesquisador de gastronomia regional; escrevi um texto a pedido de Maria Luiza Heine, para sair na capa do Caderno Cultura do Diário de Ilhéus; vou tentar expor aqui na cidade para os feirantes poderem ir ver. Auto-estima nas nuvens, dá pra sentir?
  • A apresentação do artigo na SECOM foi ótima, muita interação do público e várias pessoas dizendo que vão começar o projeto 365 Dias.
  • Comprei um HD externo de 500 Gb pra liberar espaço no meu note, e me deu um alívio danado saber que não preciso apagar nenhuma das zilhões de fotos que eu fico esperando que gerem alguma coisa no futuro. É, porque além do HD do note, já tem um outro de 250 Gb cheião.
  • Assisti sábado, com Marido, Tropa de Elite 2, que merece post próprio, aguarde e confie.
  • Saí pra comer torta e papear com Tâmara na semana passada (3h de papo, ô mulheres que conversam, Jesus!) e ganhei QUATRO lápis pra minha coleção, dois da Argentina e dois do Uruguai! Claro que fotografei, mas não encontrei a câmera pra descarregar as fotos… fico devendo!
  • Fotografamos a 4a. etapa do Campeonato Baiano de Triatlon, digo fotografamos, porque foi uma atividade meio que improvisada, do Clube de Foto. Estavam por lá: Nazal, Mary Melgaço e Clodoaldo – trabalhando, Alfredo, Pedro, Marcelo, Marido e eu – se divertindo. As fotos vão pra galeria do grupo no Flickr.
  • Comida japonesa no Boteco Sushi com Ariana, domingo à noite depois do culto,  com muito papo, compartilhando sonhos e torcendo pra eles virarem realidade o mais rápido possível. Não tiramos foto porque a câmera dela ficou sem bateria, eu estava sem a minha e nos celulares ficou horrível. Ah, VI um iPhone ao vivo pela primeira vez. E desejei. Quem quiser realizar meu desejo, fique à vontade.
  • O trabalho pro lançamento do CD da Clave de Sol 40 anos –Cantar por um planeta mais feliz” vai de vento em popa. Parceria com minha designer favorita, está sendo aprovado pelas clientes – exigentíssimas – e eu fico super feliz com isso! Em breve o convite pro lançamento do CD vai estar aqui também.

Bom, por agora é só. Quem sabe hoje ainda sai um post dos planejados [e desejados]?

    Ensaio sobre a enxaqueca atualizado – ou quase um Clássico Republicado

    Estava em dúvida se dormia pra ver se a infame passava, ou se escrevia sobre ela, pra ver se "exorcizava" verbalizando. (Quem disse isso? Jung? Nietzsche? Freud?)

    Enfim, não consegui dormir, vai sair a escrita. Tomando por base um post escrito nos idos de 2007  com algumas alterações pertinentes.

    Coisas que aprendi sobre a minha relação com as crises de enxaqueca:

    1. Tem a ver com a TPM. Quando eu menstruava, podia ter certeza que dia aconteceria, porque na véspera dava uma dor daquelas de matar. E isso era até "bom", porque com o ciclo irregular, a enxaqueca era o que me salvava de passar vergonha na rua.

    2. É detonada por alguns cheiros, como inseticida, perfumes muito fortes e especialmente os doces.

    3. Explode invariavelmente se eu chegar perto de maracujá, seja a própria fruta, mousse, bolo, doce, suco, sorvete, picolé ou produtos da Natura.

    4. Tem um lado emocional. Se eu tomar um susto, ó ela. Se eu passar raiva… bingo! Se ficar preocupada… tchan ran! (e nesse caso, uma diarréia acompanha o quadro).

    5. Tem a ver com o colchão e o travesseiro. Se não for o MEU travesseiro e o MEU colchão… não é certeza, mas ela provavelmente aparecerá.

    6. Pode vir por privação de cafeína. Quero dizer, se não tomar café (ou coca), ela aparece, com certeza.

    7. Quando vem, a luz incomoda insuportavelmente. E o som… qualquer som é um martírio. a campainha da porta, o telefone, o celular, as vozes de qualquer pessoa… Falar ao telefone, então, é absurdamente dolorido. O único som que consigo ouvir é de música, e aí não importa qual, desde que seja da minha escolha.

    8. Há algum tempo atrás, tinha uma maneira de fazê-la desaparecer: Dormindo. Mas tinha que ser dormindo fora do horário normal da noite, tinha que ser um sono extra, com o rosto coberto por um travesseiro, ou uma toalha ou uma daquelas máscaras para os olhos, que eu tinha uma de cetim azul, bem macia que alguma costureira fez (não lembro quem). Mais recentemente comprei uma menorzinha, pink e preto, onde se lê: "Se me acordar eu te processo".  que a Patrícia Daltro faz e é uma delícia, recheada de macela. Nos últimos tempos, não tem sono extra que faça passar. Está cada vez mais comum.

    9. Dói "por etapas": só o lado direito, só o esquerdo, só a fronte, só a nuca, só o "topo"… E dependendo do local onde dói, tem a posição pra deitar.

    10. Piora com demonstrações de piedade ou solidariedade. Podem crer. E isso é descrito até nos livros de homeopatia. Essa parte mudou, podem demonstrar solidariedade, me botar no colo e fazer um cafuné, ajuda bastante.

    11. Às vezes melhora com aquecimento dos pés, ou um bom edredon. Em outras vezes, melhora com banho frio, lavando a cabeça e dá uma sede fora do normal. Nessas horas, água bem gelada dá um alívio imediato, depois a dor volta. Durante um tempo, tomava água com gás, e quando arrotava a dor aliviava. Depois parou de funcionar assim, e deixei de tomar a infame água com gás que eu odeio. Gente, eu JÁ ODIEI ÁGUA COM GÁS??? Eu AMO!!! Vou comprar DJÁ!

    12. Por falar em arrotar… o estômago dá mil voltas e é uma sequência de arrotos azedos e queimantes. Mas sem chegar às vias de fato, nunca chego a vomitar. Ultimamente esse enjôo está me incomodando mais do que antes. (Estarei grávida???)

    13. A dor na cabeça é pulsante e às vezes parece que há uma pressão grande de dentro pra fora. E dá vontade de apertar de fora pra dentro, pra ver se a dor passa.

    14. Quando ela vai embora, nunca vai "de vez". Vai indo… e a cabeça ainda fica pesada por cerca de 12 h. E o enjôo demora ainda mais de sumir.

    15. Já usei muitos remédios da farmacologia alopata (sumax, ormigrem, migrane, cefaliv, dorflex, neosaldina, optalidom e vomex foram os últimos), da homeopata(nem lembro de todos, mas os últimos foram calcarea carbonica, natrium muriaticum e nux vomica), da naturalista (bacilos de Kefir, chás variados), fora toda a minha relação com Deus e as tentativas de racionalizar os motivos e tentar evitar os agentes causadores. Quando algo parece que vai dar certo e eu me animo… aí vem outra crise e me mostra que ainda não foi dessa vez.

    16. Mesmo sem dormir, ficar de olhos fechados ajuda muito. E não falar, também. O pior é que nessas horas SEMPRE tenho que abrir os olhos e falar, ou pior, repetir o que falei.

    17. Recentemente passei um tempo bom com as crises espaçadas, e relacionei ao fato de estar tomando meloxicam  15mg diariamente, para as mazelas de joelhos/tornozelos, mas foi só uma ilusão, continuo com o meloxicam e o espaçamento das crises diminuiu sem dó nem piedade.

    18. O lance da alimentação pra mim não funciona. Tem um Dr. famoso que faz apologia da cura por meio da reeducação alimentar. Mas isso deve ser para os fracos, ou melhor, para as dores fracas.

    19. Dura vários dias, e pode me dar períodos de trégua, geralmente quando aparece algo bem legal e prazeroso pra fazer.

    20. Alivia com toque: massagem, sessão de fisioterapia e afins.

    21. Me deixa com um mau humor do cão. Então escolha: afaste-se pra se livrar dele ou aproxime-se e me ajude a me livrar dela.