O livro. (Diário de Viagem – 11)

Sabe aquelas coisas que acontecem quando têm que acontecer? Pois estou vivendo uma delas.


Sempre quis ler Comer, Rezar, Amar, de Elizabeth Gilbert. Mas, não me perguntem o motivo, nunca comprei. Nunca nem olhei nos sites em que normalmente compro livros. E não era a desculpa do Mestrado, não, pois mesmo na época do Mestrado  comprei vários livros na categoria de “extras”. Várias pessoas prometeram que me emprestariam (se você é uma delas, obrigada por não ter cumprido!) mas a única que cumpriu foi Nancy, e eu o trouxe de Ubaitaba City algumas semanas antes dessa viagem, e o guardei junto da bagagem, planejando lê-lo nas horas vagas, que imaginei, seriam muitas. O fato é que o momento de ler este livro foi AGORA. E TINHA que ser AGORA. Era esse o tempo que eu tinha, sozinha, pra pensar em mim.


Coincidentemente (?) Comer, Rezar, Amar foi o filme em cartaz no cinema do navio, em nosso primeiro dia de navegação, mas optei por não assistir, já que estaria lendo, e não queria “sujar” minha imaginação, dando cenários e rostos aos personagens. Foi a melhor coisa que fiz.

Se você já leu e não gostou, ou se o livro não mexeu com você, ignore o restante do post. Mas se você teve ALGUMA experiência quando leu o livro, vai poder entender minimamente o que se passou comigo.


Ela precisou de um ano e três lugares diferentes. Eu precisei de três dias e uma viagem de navio para entender que vivi quase que exatamente as mesmas experiências,  não explicitamente, mas em sua essência.



Eu gostaria de poder repartir tudo que está borbulhando em mim nesse instante… em que estou me sentindo no centro da felicidade, capaz de passar horas comigo mesma, sem sentir dor ou desconforto, com o coração transbordando de amor. Mas não posso. São palavras que não me chegam aos lábios (ou às mãos) e só consigo pensar que tenho que comprar um livro pra chamar de MEU, pra poder grifar e riscar, sem correr o risco de apanhar da dona dele! (Desculpe, irmã, eu sei que você não me bateria se eu tivesse grifado, mas eu resisti. Eu tenho que ter o meu livro!)


Penso que para algumas das maisdenãoseiquantas milhões de pessoas que leram, este não passou de mais um romance água com açúcar, de uma historinha pra distrair mulheres. Mas pra mim foi muito além da história. Foi uma descrição de experiências que eu vivi em outros níveis, como se eu mesma pudesse ter escrito essa história, com as três partes bem definidas.



Enquanto eu lia, só pensava que precisava ler de novo, só sentia que sim, aquilo era real, e só imaginava COMO iria escrever sobre isso. Agora já sei que não tenho COMO escrever. Só precisava dizer que bateu fundo lá dentro, e que eu agradeço a Deus por saber que pelo menos uma outra mulher é capaz de sentir o que eu sinto. Smiley piscando

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Meme para o ano inteiro – 1

Tentando começar, e fazendo as três semanas já passadas, de uma vez:

Semana 1: Coisas que me fazem ficar feliz:

  • Estar perto das pessoas a quem amo e que me amam
  • Viajar
  • Fotografar
  • Dormir bem, e muito
  • Não sentir frio

Semana 2: Eu nunca…

  • Tomei um porre (e nunca tomarei!)
  • Ganhei na loteria, mega sena ou afins
  • Tive um parto normal (imitando a Geo)
  • Tive um produto da Apple
  • Comi comida tailandesa (nunca nem vi, na verdade)

Semana 3: Coisas pra se fazer no calor:

  • Tomar banho de mar
  • Tomar sorvete / picolé de montão
  • Tomar banho de chuva (delícia!)
  • Caminhar à beira mar à noite
  • Usar “pouca roupa”, lógico!

Entre fotografar e escrever…

Estou entre a cruz e a caldeirinha, entre duas coisas que gosto – e acho que faço bem – mas é como se uma anulasse a outra. Tenho fotografado muito – e divulgado pouco. Escrito menos ainda. E uma coisa está ligada à outra.

Para divulgar minhas fotos, gosto de escrever a história delas, o que motivou, o que aconteceu durante e o que elas geraram, seja em sentimentos pra mim, ou em algo palpável. E aí a coisa pega. Tenho tido pouco tempo pra escrever (vide a quantidade de posts nessa casa linda que me abriga), tenho tido muitos outros trabalhos, resposabilidades que não posso deixar de cumprir… e a escrita vai ficando pra trás, carregando com ela a divulgação das fotos. Além disso, tem os Cursos de Foto, que precisam acontecer, mas estou tendo problemas com datas…

Mas de vez em quando (muito de vez em quando mesmo) eu paro pra ler (livros, artigos, blogs, textos em revistas…) e bate ALOKA da vontade de escrever. Mas aí o cérebro DDA se enrola na multidão de assuntos e não decido a prioridade… e continuo sem conseguir colocar “no papel” o que está na cabeça.

É, vira e mexe a culpa é dele, do Distúrbio de Déficit de Atenção (está renomeado agora, chamam TDAH, TDA, ou sei lá como, mas´pra mim continuará sendo DDA). Aquele que me desestrutura, que me me deixa frustrada com um monte de coisas, mas que também me impulsiona pra frente, me dá o título de criativa e alto astral (oi?) e serve pra acalmar meu interior (oi²?) quando entro em desespero com todas as minhas questões existenciais.

O tempo de editar fotos, entregar a clientes, escrever sobre, publicar online, planejar exposições em papel… não chega, nunca é suficiente. Por gentileza, não venham com soluções simplistas (já estou ouvindo Marido dizer: defina prioridades, aja e pronto!), eu não sou uma pessoa simples!

Desejo fazer listas TO DO em ordem de prioridades, mas faço e não cumpro. Hoje foi um dia histórico, entreguei um book de bebê e um site prontinho (que tinha prazo até 30/12 \o/ ), fui ao DETRAN pegar a 2a. via do DUT do meu carro véio que finalmente será vendido e consegui sair com MArido pra tomar uma água de côco e comer um acarajé no final da tarde.. Mas as minhas íris desabrochando, que filmei e Marido fotografou, continuam aqui, no HD, sem mostrar a carinha ao mundo. E as fotos de Cacau que irão ilustrar um livro editado e publicado na Holanda, estão fritando meu juízo na hora da escolha…  mas preciso entragá-las até amanhã.

Mas amanhã tem uma ação de limpeza da praia que resolvi fotografar… e lá vamos nós de madrugada, sem ter hora pra voltar. Ah, e já faz uma semana que Santa Michela entrou de férias, o que leva à agonia diária dos serviços domésticos  = estresse elevado à 10ª potência. Resultado: Vou acordar cedo, sair, voltar, dormir, e depois trabalhar atéeee terminar de editar as fotos de Cacau. Só então vou pensar em outras coisas, como fazer as unhas, editar o vídeo e fotos das íris, cuidar do jardim e… escrever um post decente.  Quem viver… verá!

Íris - 07-12-2011 - Bel 009

Íris: uma fechada e outra aberta!

Falando sozinha

Daí que eu me peguei com saudade do Google Reader. E depois de muito tempo [muito mesmo] clicando em “marcar tudo como lido”, hoje eu li um monte de coisa, incluindo os ítens compartilhados de Jady, Lile e Intense. E fiquei um tantinho triste por ver que minha vida de leitora voraz está quase morta. Se me perguntarem qual foi o último livro que li, sinceramente, não me lembro. (Sim, comecei a ler vários, mas não terminei nenhum ultimamente – entenda-se no último ano, eu acho).

E quando li um monte de posts altamente elaborados, textos grandes e densos… me senti tão pequena e tão pobre, diante do que tenho escrito! Se colocar o monte de blogs que tenho e/ou administro, chega a assustar. Mas conteúdo, conteúdo mesmo… acho que não tem muito, deve ser culpa da minha pouca leitura, afinal de contas, quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê e mal escreve, não é isso?

E olha que não sou modesta, se estou me criticando é porque acho isso mesmo. Quantas vezes me perco lendo meus próprios textos antigos aqui mesmo neste blog… e acho o máximo! Mas estou até com medinho de ir ler os mais recentes, de tão sem graça e sem sal que eles devem estar.

Não espero que este post seja bem escrito, ainda mais depois de ler tanta coisa boa. [Mas quando a gente está falando sozinha, não tem que dar satisfação a ninguém, a não ser que precise provar que não está doida, o que não é o caso. Aqui eu escrevo sozinha, e se quiser ler, eu deixo, na boa.]

Tenho fotografado bastante, e gostado do resultado, o que me deixa enlouquecida desejando publicar as fotos em livro ou numa exposição (ou várias), mas o que me resta é o Facebook e o Flickr – ainda falta atualizar o blog de fotografia.  Tenho ministrado cursos de fotografia e visto alunos fazerem fotos belíssimas. Mas o que eu queria mesmo1 era voltar a escrever bem. Sem precisar de impulsos externos, só colocando os pensamentos pra fora. Será que estou pensando pouco????

Tenho escrito textos acadêmicos, aceitos para publicação em periódicos conceituados… e se na minha dissertação fui “acusada” de escrever literariamente em vez de cientificamente… significa que perdi minha escrita característica, meu Deus? Acho que vou copiar uma das poesias de Dinah, quando ela fala da ausência da musa, em relação à sua escrita poética!…

O Pan de Guadalajara daqui a pouco acaba, e eu não vi nada. Não vi na TV nem li na internet. Soube de algumas coisinhas à toa, por comentários no twitter. Acho que eu preciso acordar pra muita coisa… Mas agora é hora de dormir, Marido já foi faz tempo.

“Eu tenho pressa e tanta coisa me interessa, mas nada tanto assim…”

 

 

 

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1- Mas sem perder o feeling e a técnica da boa fotografia, que fique bem claro!