Diário de Viagem – 6

Pagando a promessa… Os dias em Tatuí.


Para contextualizar: Papi nasceu numa família de 15 irmãos, no interior da Bahia, e esses se espalharam entre Bahia e São Paulo, passando em geral muito tempo sem se verem, embora a ligação afetiva e de afinidades seja muito forte.

Chegar em Tatuí e rever tio Rosalvo foi uma emoção muito grande pra os dois. Eu e as primas (Critina, Cristiane e Débora) ficamos felizes com nossos reencontro, mas certamente mais felizes de ver a felicidade dos manos se encontrando. Foram somente três dias, mas três dias intensos.

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Ah, ia esquecendo de contar. Para chegar a Tatuí, Dora pediu ao mordomo-motorista dela, Bob, pra nos levar à rodoviária da Barrafunda. Como ele não sabia o caminho, fomos guiados pelo GPS. Foi uma aventura, e com menos emoção porque o GPS corrigia a rota quando o motorista por algum motivo, errava a entrada. Mas o fato é que  chegamos à rodoviária… pelo lado errado. Bob entrou pelo lado dos ônibus, onde, é claro, não tinha lugar de estacionar ou mesmo parar o carro rapidamente para descermos. Depois de várias rodadas por um “quarteirão” imenso, resolvemos usar um estacionamento pago perto da rodoviária e de lá pegar um taxi para entrar pelo lado certo. Tensão por imaginar que o taxista iria se zangar por ser uma corrida tão pequena e ficar dando voltas conosco… mas ele (seguindo um GPS tb) nos deixou no lugar certo (corrida: 17,00). Subi pra comprar as passagens e saber onde era o embarque.

Voltei, e peguei a turma e a s bagagens, e vamos pro embarque. Escada rolante de descida. Visualizem o comboio: Na frente, eu com duas malas (de rodinhas); no meio o casal de fofonildos, com papi puxando uma mochila de rodinhas; por último o filhote com mais duas malas de rodinhas. Desci numa boa, e quando estava no meio, olhei pra trás e vi a cena: os dois de mãos GRUDADAS, e minha mãe com medo de colocar o pé na escada rolante. Meu pai acabou entrando na frente com a mochila e ela – sem largar a mão dele e sem segurar no corrimão, atrás. Não deu outra: desequilibraram, e caíram. Aquela queda clássica em câmara lenta, onde a gente vê o que vai acontecer e não pode fazer nada pra impedir. Abelzinho em cima, eu embaixo e eles rolando na escada rolante. TENSO de verdade.

Mas como Papai do Céu não desampara os seus, apareceram do nada muitas pessoas para ajudar. Duas moças levantaram os dois – na verdade impediram que a queda prosseguisse escada abaixo, um rapaz pegou a mochila, outro apertou o botão de emergência da escada rolante e ainda outro ajudou Abelzinho a sair do meio da escada com as malas. Um batalhão de anjos, com certeza!

Saldo do acontecido: Nenhum machucado em nenhum dos dois! Depois ficamos pensando: bastava eles terem soltado as mãos, e cada um segurar no corrimão da escada, como havíamos feito sem problemas por tantas vezes nos aeroportos que passamos. Mas quem os conhece sabe que esse grude é antigo, e largarem as mãos na hora de uma agonia é praticamente impossível. Smiley piscando

Enfim, embarcamos, a viagem foi ótima, ônibus confortável, executivo quase leito e expresso, só parou mesmo na rodoviária de Tatuí onde o tio já estava à nossa espera!

É óbvio que de tudo isso não tenho fotos, aliás acho que foi esse estresse que me deixou quieta no fotografar durante os dias em Tatuí. Acho também que a emoção boa contribuiu para que eu curtisse os momentos e fotografasse quase nada. Nem toquei na Canon, praticamente, nesses dias todos. A Sonyzinha é que está dando conta do recado!

Acho muito interessante o que acontece com a nossa família, nesse aspecto de encontros e reencontros: passamos anos sem nos falar, e quando nos encontramos é como se tivéssemos estado sempre juntos. Foi assim com as primas, especialmente com Cristiane, e também com os filhos. Abelzinho passou os dias com Henrique, como se fossem os melhores amigos de infância. Só que além deles não se conhecerem, havia uma diferença de idade considerável: um com vinte e outro com onze anos. E enquanto eles conversavam, jogavam X-Box ou assistiam filmes, eu, de longe, observava as consessões feitas de ambos os lados, para que a relação fluisse.
    
    

Saí com Cristiane para fazer as unhas, passamos no mercado e numa loja de cosméticos, e era como se fizéssemos aquilo juntas todos os dias. Com as diferentes características de cada uma – tipo: eu olho, gosto, compro, sem ficar em dúvida de nada, enquanto ela é a rainha da indecisão – foi engraçado vermos que sim, abrimos mão de alguma coisa para agradar a outra. E não temos nenhuma foto de nós duas juntas!!! Smiley triste


Saímos de Tatuí no sábado cedinho, depois de muitos abraços e algumas lágrimas rolando nos corações sem chegar aos olhos. Mas com muitas promessas de que os próximos encontros não vçao demorar vinte anos e nem terão que durar somente três dias.
     
    
    

Promessas´para 2012

Não, esta não é uma lista de resoluções de fim de ano. Faz tempo que percebi que essas resoluções não dão certo, todas as vezes que tentei, fracasei feio. Mas desta vez, quero repartir com vocês, virtualmente, a mensagem de fim de ano  que fiz (com minhas próprias mãos) para uns poucos amigos que andam por perto.

Consiste numa garrafinha, daquelas com mensagem dentro, que em priscas eras eram lançadas ao mar como pedido de socorro:

Esperança (5)

É pequenininha, cabe na mão…

Esperança (2)

E dentro dela tem uma mensagem, óbvio:

Esperança (6)

Esperança (8)

E nela, um poema de Quintana, complementado por um meu, escreito em 2007, [e publicado aqui, vai lá ler!]  no auge da minha tristeza, mas também, da minha esperança. Como vocês conhecem o final da história (não o final, final, mas a continuação), podem comprovar comigo que vale sempre acolher e alimentar a Esperança!

Mas… cadê as tais “promessas para 2012”???

Aqui estão: pequenos botões de flores em meu jardim, que a cada dia anunciam que vem coisa boa por aí!!!

Jardim 09-10-2011 026 Onze-horas

Jardim 12-10-2011 030 Azaléia

Jardim 12-10-2011 034 Sei-lá-o-nome (SRD)

Jardim 19-12-2011 011 Outra SRD

Jardim 19-12-2011 058 Íris (essas nascerão amanhã!)

22-11-2011 020 Begônia

22-11-2011 024 Onze-horas

Jardim 09-10-2011 024 Mais uma SRD

Jardim 18-12-2011 (5) Lírio

Campo de Girassóis - 20-07-2011 (15) Rosa

Íris - 07-12-2011 - Bel 005 E, é claro, o Girassol!!!

Sim, ainda tem girassol pra florir, e é um dos “filhos únicos”, plantado sozinho num vaso enorme, mas que não chegou nem perto do “campo-de-girassol-numa-planta-só” que Dinah conseguiu. Desisti de querer ter no meu jardim de varanda os girassóis imensos que vi plantados no chão da Fazenda Juliana, vou me contentar com os de tamanho médio que deixam o amarelo tomar conta da varanda e até serem vistos por quem passa na rua!

Por falar neles, olha o e-mail que recebi de Lile esta semana:

“Tive medo de plantar todas as sementes. Plantas e eu não temos uma boa história de amor desde os algodõezinhos com feijão da época da escola. Peguei só seis sementinhas. Fiz três buraquinhos num dos quintais da antiga horta aqui de casa e coloquei duas sementes em cada. Você falou para regar todo dia, mas não fiz isso. É tanta chuva, mas tanta chuva, que fiquei com medo das sementes se afogarem.

Ontem, resolvi usar o mesmo método com sementes de cereja. Nem ideia se vai funcionar. Mas lá estava eu, debaixo da chuva, plantando as sementes de cereja quando resolvi olhar pro canteirinho onde pus o girassol. Hoje, que não choveu, fui lá fotografar pra te mostrar.

Girassol Lile
Olha que lindinho!
Vou plantar as outras e, quando você chegar, vai ter girassol por aqui.
bjo! muito obrigada!”

Então é isso. Os botões são promessas de que as flores vão chegar.E que se depender de mim, terei sempre todo esse colorido para olhar:

04-12-2011 (17)

13-11-2011 018

30-10-2011 011

30-10-2011 014

Girassol 22-11-2011 040

Jardim 09-10-2011 011

Jardim 12-10-2011 026

Jardim 18-12-2011 (10)

Jardim 19-12-2011 002

 

Jardim 19-12-2011 040

Jardim 20-12-2011  (7)

Jardim 21-12-2011 (1)

Jardim 23-11-2011 003

Jardim 23-11-2011 015

Jardim 25-12-2011 004

Jardim 25-12-2011 012

Jardim 25-12-2011 014

Tudo isso me traz uma reflexão: Não tenho sempre flores “chiques”, como orquídeas. lírios e íris. Elas são caras, sensíveis e “de um dia só”. Mas as simples, SRD, comunzinhas, como as onze-horas e os “matos que também dão flores” são mais resistentes e estão lá, iluminando meu dia todos os dias. E deve ser assim a felicidade: é maravilhoso quando acontece algo fantastique, mas isso não é de todo dia nem é “barato”. Já as coisas simples, que temos tanto e por isso mesmo muitas vezes passam despercebidas… é que constroem a felicidade nossa de cada dia.

E pra finalizar, a canção que desde sempre me anima nas horas tristes: Estão voltando as flores, de Paulo Soledade.

Eu, caçador de mim!

Milton Nascimento 16-12-2011 Bel 042

Esta foi a música com que que Milton abriu o show de ontem, no Centro de Convenções. Vocês não têm idéia do turbilhão de emoções dentro de mim.  Lembrei do tempo do Coral do Vitória, onde cantávamos muitas músicas dele, e do quanto essas músicas me falam. Literalmente, “há canções e há momentos que não sei como explicar..” “certas canções que ouço cabem tão dentro de mim que perguntar carece: Como não fui eu que fiz?”.

Levei a câmera dentro do case, e fiquei quietinha, esperando pra ver se alguém falava algo sobre “não é permitido fotografar” antes de ameaçarem  tomar meu equipamento. Ninguém falou nada, e me senti à vontade pra encostar no palco (sentada no chão, pra não atrapalhar ninguém, que fique claro) e fotografar à vontade. As fotos não são grande coisa em termos de criatividade, já que ele não é o que se pode chamar de artista performático, mas se a emoção pudesse ser transferida para as imagens… ah, seriam explosivas!!!

A platéia estava num diálogo íntimo com o artista, que soube direitinho ir aonde o povo estava. Sinceramente eu não esperava tamanha participação. Não esperava nem que lotasse como lotou. Ilhéus está numa roda viva de shows bons – e relativamente caros – que a gente está precisando fazer escolhas, entre quais ir em detrimento de outros, e o de Milton nãoestava sendo tão comentado assim. Mas estava cheio. [Nós chegamos, Dinah, Marido e eu,  com uma hora de antecedência, já tinha uma fila inacreditável. Passamos por Marta e Tia Suzana que estavam no comecinho. Oh, angústia de viver o que se prega: lá fomos, honestamente, pro final da fila!!! Qual não foi nossa surpresa que, mesmo ficando no final da fila, sentamos uma fileira  na frente delas! Rá!]

Milton Nascimento 16-12-2011 Bel 158 copy

Quase duas horas de música pura, sem defeito. Com tantos pontos altos, que quando eu pensava que não poderia vir algo mais forte… ainda vinha!

Só começar com Caçador de mim… já bateu lá no fundo, mexendo nas minhas memórias. Depois, Coração de estudante, com outras memórias aflorando. Todo mundo cantando junto “E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha sol, é pra l´pa que eu vou!”, completamente inusitado, já que não é do repertório tradicional dele (está no último CD). Saber, pela boca do próprio, que Cravo e Canela foi composta aqui em Ilhéus, na década de 70, para Dina Sfat, trouxe um novo sentido à música, ou melhor, fez todo sentido!

“Nos bailes da vida”  foi outra pancada forte, quando me relembrou: “para cantar, nada era longe, tudo tão bom…” do tempo em que eu vivia de música, pela música e para a música. Deliberadamente fechei a porta da caixinha da memória, pois já estava ficando insuportável.

E veio a bomba mesmo quando ele sentou no banquinho e pediu que a platéia cantasse “Canção da América” pra ele. E não cantou mesmo, ficou regendo, ouvindo, sentindo… lindo demais!!!

Milton Nascimento 16-12-2011 Bel 126

Milton Nascimento 16-12-2011 Bel 129 copy

Milton Nascimento 16-12-2011 Bel 132

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Milton Nascimento 16-12-2011 Bel 147

Milton Nascimento 16-12-2011 Bel 148

Milton Nascimento 16-12-2011 Bel 149 copy

Milton Nascimento 16-12-2011 Bel 150

Delícia de noite… que ainda teve a oportunidade de subir no palco – a princípio para fotografar, mas depois pra tietar explicitamente, com direito a um abraço  e uma foto louca feita por marido.

Milton Nascimento 16-12-2011 Bel 182

Milton Nascimento 16-12-2011 Bel 185 copy

Milton Nascimento 16-12-2011 Bel 194 copy

Milton Nascimento 16-12-2011 Bel 207

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Olha meus pés ali no palco!!!

Milton Nascimento 16-12-2011 145

                      Foto: Marido Carlos Mascarenhas

Saímos do show flutuando (pelo menos, eu). E fomos atrás de algo ara comer, mas Ilhéus ainda não aprendeu que depois de um show desse, que terminou meia noite, bares e restaurantes ainda deveriam estar abertos…  TUDO FECHADO! O máximo que conseguimos foi uma água de côco na  Avenida, numa barraquinha perto da Catedral, por pura bondade do dono, pois ele já havia fechado e guardado tudo, mas nos serviu assim mesmo. Mas aproveitamos o restinho da noite pra papear, Marta, Dinah, Marido e eu (tia Su ficou em casa).

Enfim… a nota dissonante foi uma mensagem no meu celular, que só vi depois que estava em casa: Nancy, que não avisou que viria, me viu no palco, ligou, mas o celular estava no silencioso (óbvio) e não nos encontramos! Smiley triste

Crítica musical? Nada! Só registro passional de uma noite linda! Obrigada, Amor, por me proporcionar tudo isso. Sua cumplicidade faz tudo ficar ainda mais lindo e emocionante!

[Ah, e ainda fiquei com um excelente material para o Curso Avançado de Fotografia, no tópico “Fotografia de Palco”.]

Almoço de aniversário

Desde a terça, dia 29 que eu quero escrever sobre o blogversary, mas não consegui. Foi assim: Saí de casa cedão pra estar na UESC às 8h com Flávia e dar apoio moral enquanto ela apresentava trabalho na SECOM. Achei que não iria ficar desconectada e poderia ler os comentários no post de blogversary, mas não consegui conectar lá. O povo da UDO mudou o esquema (né, Miliane?) e meus logins de aluna e funcionária estão inativos. Enfim, fiquei a manhã inteira imaginando o que estaria acontecendo, já que nem a TIM tinha sinal pro celular  me mostrar os comentários por e-mail.

Já meio-dia, recebo uma ligação de Dinah, convidando pra almoçar, comemorando o niver do blog. Nem pensar duas vezes nós pensamos. Foi só o tempo de voltar e partir pra zona sul. Nem conto (mentira, conto, sim) a delícia que estava lá esperando por nós!

Pernil suíno recheado com purê de maçã, assado no vinho branco, arroz chique, cheio de coisinhas, e uma garrafa de Moet Chandon! É pouco? Tinha ainda a companhia – que valia mais do que o almoço – de duas amigas queridíssimas! Num ambiente cheio de flores, cercado de cores e cheiros…  uma ligação telefônica que veio completar a alegria… foi uma verdadeira experiência multisensorial! Claro que fotografamos tudo!

Niver do Blog 29-11-2011 (1) A mesa

Niver do Blog 29-11-2011 (23) O pernil (DE-LI-CI-O-SO!!!)

Niver do Blog 29-11-2011 (8) Moet Chandon!

Niver do Blog 29-11-2011 (21)

Niver do Blog 29-11-2011 (15) Tim-tim!

Niver do Blog 29-11-2011 (18) Flávia e Dinah

Niver do Blog 29-11-2011 (26)Ó a Amarula aí, gente!

Niver do Blog 29-11-2011 (29) Bem pouquinho, bem pouquinho…

Niver do Blog 29-11-2011 (34) Bindar, porque, né?…

Niver do Blog 29-11-2011 (33) Falei que teve telefonema?

 

Niver do Blog 29-11-2011 (39) E foi demorado!

Niver do Blog 29-11-2011 (41) Só mais um pouquinho!

Niver do Blog 29-11-2011 (42) Hummm…

Niver do Blog 29-11-2011 (46) Quer?

Niver do Blog 29-11-2011 (49) Hehehehe

Niver do Blog 29-11-2011 (51) Mas teve guaraná também, glicose é bom, né?

Niver do Blog 29-11-2011 (56) Se a plantinha amolece elefante…

Niver do Blog 29-11-2011 (53) O que não faz com duas meninas tão pequenininhas?

Niver do Blog 29-11-2011 (55)

 

Niver do Blog 29-11-2011 (67) Falei que teve flores, e cheiros?

Niver do Blog 29-11-2011 (68) A orquídea irmã da minha!

 

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Tá vendo como é bom vomitar pra poder aliviar???