Há amor em mim

Alguém duvida??? Porque  eu não duvido nadinha!!!

Há amor em mim, primeiro,  porque Deus  é amor, e não há nada mais forte na minha vida do que a presença viva do Deus que me ama.

Há amor em mim por mim mesma. Eu me respeito, me admiro e compreendo que não sou perfeita, e ainda assim me valorizo. Sei o quanto cresci no aprendizado da vida, e sei também o quanto ainda preciso crescer, e confio que tenho potencial pra isso.  Eu me amo quando me cuido, quando tomo meus remédios direitinho, quando me esforço para estabelecer novos hábitos alimentares e deixar o sedentarismo de lado nem que seja um pouquinho. Eu me amo quando reconheço meus limites físicos e emocionais, quando paro imediatamente o que estou fazendo e percebo que o led de bateria baixa está piscando e me jogo na cama pra recuperar as forças. Eu me amo quando tiro um tempo pra ler um livro, assistir um filme ou ler um blog que me inspiram. Eu me amo quando me dou oportunidades de descobrir e experimentar o novo em todas as áreas da minha vida. Não tenho qualquer dúvida de que tudo isso sejam provas de amor por mim mesma.

Dinah (3)

Há amor em mim pelos meus filhos. Amo-os desde antes de nascerem, desde quando os desejei em meu coração, e mais ainda quando me disseram que eu não podeira ter filhos, e ainda assim os desejei. Amo-os desde quando precisei passar as duas gravidezes praticamente todas na cama, para evitar um aborto espontâneo. Amo cada um de uma maneira diferente e especial, porque eles são diferentes e especiais. Amo Aline despojada, sem papas na língua e completamente aberta, amo Abel tímido, calado e ensimesmado.  Eu os amo mesmo quando me dizem coisas que eu não quero (ou acho que não mereço) ouvir,  Amo quando fico com raiva ou com ciúme da vida que os leva pra longe de mim. Amo quando desejo sucesso para eles nas diversas áreas de suas vidas, e  é duro perceber que nem sempre eles seguem o caminho que eu acho que é o melhor pra eles. Mas acho que  amo mais ainda  exatamente  nessas horas, porque preciso abrir as mãos e deixá-los voar, e se prendê-los não será amor, será só egoísmo.

Há amor em mim por meu Marido. O homem que me encontrou num momento maduro da vida e que me fez voltar à adolescência, enchendo meu coração de novas dimensões de amor. Amo o homem que adoça meus dias com carinho, risadas, cuidados, proteção e incentivo. Amo o homem que me estimula a crescer, acreditando em mim, às vezes mas do que eu mesma acredito.  Amo também o homem que é cabeça-dura e turrão, que implica com meus defeitos e que nem sempre compreende minha necessidade de sono, mas se eu não sou perfeita, por que ele teria que ser? Eu o amo, amo tanto, que chega a doer. Doer de saudade quando ele está longe, doer de medo quando penso como seria triste minha vida sem ele, doer de imaginar que um dia esse amor pode acabar. [Não sei se sou somente eu que sinto medo quando a felicidade é muito grande…]

Perfil 5

Há amor em mim por meus pais. Por aqueles a quem não escolhi pertencer, aqueles a quem Deus escolheu para ser a minha família primeira. Sim, os filhos e o marido eu escolhi, mas os pais… não foram escolha minha, como não são pra ninguém nessa vida. Pois eu amo aqueles que se sacrificaram por mim,  física, financeira e emocionalmente, aqueles que cuidaram de mim como cuidei dos meus filhos… Mas não os amo apenas por gratidão. Amo porque eles me ensinaram a amá-los, e porque me dispus a aprender. E o momento atual é onde vejo esse amor por eles ser mais forte, talvez por ser mais maduro e consciente. Quando penso que meus dois velhinhos (com 82 e 88 anos) podem partir a qualquer momento, acho que entro em desespero prévio. Então respiro fundo e me esforço para viver o que creio: quando a separação vier, será temporária, e estaremos juntos novamente, um dia.

Há amor  em mim por meus amigos. Não tive a bênção de ter irmãos para dividir a vida, e creio que isso me fez valorizar as amizades. Amo os amigos de sempre, assim como amo os amigos de “fases da vida”: escola, seminário, faculdade, trabalho… Amo os amigos virtuais, dando-lhes status de reis, já que o são em meu coração. Amo os amigos que estão longe fisicamente mas próximos em espírito e coração. Amo os que já se foram… e tenho amor reservado para os que virão. Amo os amigos dos meus amigos, e acho uma delícia ver os laços se formando, como num trabalho de croché, quando uma única linha entra e sai pelas laçadas e cria desenhos diferentes e preciosos.

[Sem fotos, pra não gerar ciúmes…]

Há amor em mim – sim, é amor – por este blog. Por este espaço que me acolhe há quase seis anos, e recebe minhas palavras – muitas vezes gritos e lágrimas – minhas imagens e todo o meu sentimento. AMO. Amo isto aqui. E amo tudo o que ele me traz. Este post é uma participação na Blogagem Coletiva Há Amor Em Mim, promovida pela querida Elaine Gaspareto, comemorando os 3 anos do seu blog Um pouco de mim.

Conheci a Elaine nem lembro como, mas sei que foi em outubro de 2008, quando eu estava enredada num trabalho que não tinha nada a ver comigo, mas me dava um certo tempo livre na internet. E encontrei uma pessoa com muitas experiências em comum comigo… se fez amiga e continua amiga até hoje. Obrigada, Elaine, pela sua presença em minha vida, e por ter tido a oportunidade de te ver crescer (você sabe do que estou falando) e se um dia eu te ajudei no que você não sabia, hoje você me ajuda muito mais em tantas coisas que não sei.  Feliz aniversário pro Um pouco de mim, e muitos anos de vida pra nós todos!!!

Selo do meu blog

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Saudade

A querida Silmara Franco escreveu um texto lindo sobre saudade hoje. Recomendo que leiam todinho. E releiam, pra ter certeza de que captaram bem a mensagem. Separei um trechinho dele, pra comentar:

Matar saudade não é crime. Quem ama pode, e deve, dar cabo dela. Não fazê-lo é condenar-se a um tipo especial de xilindró: o do coração apertado.

Estou vivendo um desses momentos de matar saudade: Filhote está em casa! Veio fazer a prova de seleção do IFBA e eu aproveitei pra pegar a danada e enfiar pelo ralo, enforcar, matar do jeito que puder. Porque uma das piores coisas desse mundo é mãe viver longe de filho.

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O meu MAMAÇO é virtual

É virtual porque meus babies já passaram da fase de mamar – e mamaram muuuuuito. Mas não vou me furtar à oportunidade de me manifestar. Eu adoro uma polêmica, ainda mais quando toca num ponto que pra mim é essencial: a mulher tem direito exclusivo e total sobre o seu corpo.

A história começou com uns comentários ridículos feitos pelos ditos humoristas do CQC, no CQC 3.0, que acontece na internet depois que acaba o programa na TV. [Vídeo nojento aqui. Só assista se tiver estômago. Ou se tiver peito, mesmo.]

Em vez de responder – ou mesmo ignorar – a mensagem de uma mãe que chamava o programa para fazer a cobertura de um “mamaço” (mulheres se reunindo, para amamentar seus filhos em público), os senhores de terno e gravata optaram por ridicularizar a situação e se postar de maneira infame e misógina*.

A Lola fez um post retado, perfeito. E o Marcelo Tas se doeu. Mas em vez de pedir desculpas a todas as mulheres por não ter tomado uma atitude digna de macho, ele ameaçou a Lola com um processo por calúnia e difamação.

Ah, não deu outra. A mulherada se levantou e botou a boca no mundo. Quer ver? Joga no google “mamaço”, “CQC Lola” ou “amamentar em público” pra ver o resultado.

E euzinha que não sou nem um pouquinho sensata, já vim me meter nessa zona. Não tenho filho pra amamentar em público agora, mas já tive. E boto a foto, não  porque queira exibir “as tetas”, mas pra dizer que SE qualquer mulher quiser/precisar botar o peito pra fora e dar de mamar a seu filho, ela TEM ESSE DIREITO. E não só as gostosonas e boazudas, como disseram os dignos rapazes do CQC.

Aline29

Outubro, 1988

Abelzinho 6

Julho, 1991

A quem vier dizer que nas duas fotos que ilustram este post e que são minha participação virtual no mamaço  eu estou em casa, já vou logo respondendo: poderiam ser em qualquer lugar, pois bebê não escolhe hora nem lugar pra dizer que está com fome. Só que pra posar pra foto precisa ser um momento de paz, né? (E olha que há 23 anos não tinha câmera virtual, era filme e era caro pra revelar!)

Ah, só pra finalizar, tudo que eu escrevi aqui é somente MINHA OPINIÃO.

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* Misoginia. No dicionário: substantivo feminino – Aversão pelas mulheres. Na prática: É espancar, estuprar, ou matar uma mulher ou dizer que ela mereceu ser espancada, estuprada ou morta. No caso, debochar  da mulher que amamenta em público pelos simples fato disso ser algo “que constrange”, “que deveria ser escondido”, “que é feio, nojento” ou que "aquela mulher não deveria mostrar, porque os peitos são grandes e/ou caídos, mas uma gostosona como a Gisele Bündchen poderia”… Exemplo claro de atitude misógina, por mais que pessoas (até mesmo mulheres) possam dizer que não. Lamentável.

Ainda sem título, mas é sobre a defesa.

Já se passaram dez dias – DEZ DIAS – e só agora consigo abrir um arquivo do WLW pra contar da defesa. A ressaca durou muito… e na verdade nem passou completamente ainda. Mas vamos que vamos, porque se não escrever agora não escrevo mais. Segunda-feira estou ficando off – pelo menos de posts mais elaborados – já que vamos ganhar o mundo na viagem de comemoração (do aniversário, que é quinta dia 12 de maio e da defesa, que foi … ah, vocês sabem quando). Vou postar pelo celular, já vi que dá, mesmo sem acentos e cedilhas.

Mas o assunto agora é A DEFESA. E vou começar do começo. Eu estava tranquila. Estava mesmo. bom, estava até uma semana antes, quando caí na besteira de assistir à defesa de um coleguinha. Nota mental para todos os mestrandos, de hoje ou de amanhã: NÃO ASSISTAM DEFESA DE COLEGAS ANTES DA SUA, FAZ MAL PRO EQUILÍBRIO PESSOAL.

Pois então, eu estava tranquila, mas deixei de estar. Apesar de todo mundo tentar me acalmar, até mesmo de me acusarem de só querer dengo, o fato foi que eu quase pirei. Deu um desespero – e uma diarréia – desde o domingo, e não conseguia comer nada, só maçã, soro caseiro, chás e água de côco. A apresentação ficou pronta uns dias antes, mas eu mexi nela até à ultima hora. E li e reli o meu texto 1488 vezes, que a cada vez parecia ainda mais novo, era como se eu nunca tivesse lido nada daquilo. Eu me encantava com o que lia, sentia que estava bom, que valia à pena, mas morria de medo de dar “aquele branco” na hora H, de esquecer tudo e ter que pedir desculpas e adiar tudo. Marido chegou a dizer: “O máximo que pode acontecer é suspenderem a defesa e marcar pra outro dia”, mas isso não podia acontecer. Por mil motivos, e um deles é que o professor visitante viria da UFMG e toda a despesa e as datas disponíveis… vocês entendem, TINHA que acontecer no dia marcado.

Na véspera fui pra sessão de acupuntura e a Dra. perguntou: “O que você está sentindo?” E eu: “MEDO. Medo de esquecer tudo, medo de tudo.” E ela me deu uma furadinha básica na base da unha do dedão do pé, que vou contar… não sei se já senti dor pior, mas enquanto estava deitada na maca cheia de agulhas, onde normalmente durmo, dessa vez eu fiz a apresentação todinha na mente, da primeira à última palavra necessária, e pude ver que não, eu não iria esquecer o que eu sabia.

O nervoso não passou, mas como disse Paulo na carta aos Romanos, “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus” – e eu amo – e até o fato de eu levar “minha tribo” (pai, mãe, marido e filha) no carro, que não estava previsto, aconteceu.  Na hora deu tudo certo: não faltou energia, o datashow entendeu meu notebook, o ar condicionado ficou numa temperatura legal, e mais do que tudo: a banca teve uma postura perfeita: amigável, sem ser pedante nem hostil.

AMEI o prof. que veio de Minas. Na hora achei que ele parecia com Milton Nascimento, talvez pelo sotaque. Marido achou que era Seu Jorge (nada a ver) e Line enxergou Gilberto Gil. No fim das contas, era Gilberto Gil mesmo, vejam:

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Gente, vocês acreditam que eu não disse besteira, não errei nem esqueci NADA??? Só me atrapalhei em dois momentos porque meu lindo orientador (o sem cabelo) inventou de servir cafezinho pros meus pais, e aí eu tive que parar e pedir menos, porque me desconcentrava toda! Hahahaha! Olhaí, altamente descontraída, a dona do pedaço!

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Duas câmeras fotográficas, uma com Line outra com Marido registraram tudo, e até eu fotografei, enquanto o orientador fazia as apresentações iniciais, e rasgou seda pra Marido até onde pôde! Ó a cara dele, enquanto era elogiado:

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Também fiz foto da “minha galera” toda:

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Line filmou a fala da banca, pra eu poder ouvir os comentários todos depois, com calma. Claro que ainda não ouvi, né? Afinal de contas eu tenho 60 dias para fazer os ajustes solicitados pela banca – que foram poucos e mais na forma, pouco de conteúdo – e certamente farei isso na última semana, se bem me conheço. ~APAGAR.

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O Prof. visitante deu uma senhora aula de Antropologia, e não fez NENHUM questionamento que eu precisasse responder. Disse que meu trabalho tinha sido difícil de avaliar porque não tinha erros, que tal? (Mas isso a Pandinha já havia falado – pena que ela apagou os posts antigos e o que ela disse quando fez a revisão da minha dissertação foi junto!!!) Ele falou mais de uma hora quando tinha 20 minutos disponíveis, mas quem se importa com o tempo quando o assunto é relevante? Falando nisso, eu falei exatos 60 minutos, nem mais nem menos. Rá!

A profa. Moema Midlej foi extremamente gentil na sua fala, apesar de ter a “missão de ser carrasca”. Até lembrou que somos “parentes”: Minha mãe é irmã do sogro da irmã dela, parentesco legal esse, né? Mas vale, vale, sim! E elogiou minha escrita (ela lê o blog) e minha fotografia… fiquei toda besta, óbvio. E óbvio também que ela apontou os milhares de erros de formatação segundo as normas da ABNT, apesar de eu ter revisado e pedido a outras pessoas para revisarem também. Enfim, já dizia a raposa, nada é perfeito.

As observações feitas pela banca foram plenamente pertinentes, seguirei todas à risca, especialmente no que diz respeito às Considerações Finais, mas isso é segredo meu. Na leitura do parecer de Profa. Moema ela entregou o ouro na primeira frase: “O trabalho da pesquisadora é inédito, relevante e portanto tem mérito acadêmico” = APROVADA. Que delícia ouvir isso!!!

Eu só não chorei porque não sou disso, mas fiquei muito emocionada com tudo o que ouvi dos três integrantes da banca. Emocionada também com a presença de meus pais, que me apoiaram em tudo, mesmo não entendendo patavinas do que eu estava fazendo, mas se era importante pra mim, eles estavam ali, orando e ficando felizes com minhas conquistas. Emocionada por Line ter vindo de Recife, e pela semana deliciosa que passamos juntas, assistindo a primeira temporada de Gilmore Gilrs, disputando chocolates, almofadas e lugar no sofá, e coisas que só eu mesma posso entender o valor e o significado. Emocionada com Marido eu fico todo dia. Ô homem pra me fazer feliz, gente! Emocionada também com as palavras do meu orientador, que nos nossos altos e baixos (mais altos do que baixos, graças a Deus) me encheu de elogios, que eu senti que foram sinceros. Ele não é de dizer o que não sente, isso eu sei. Smiley piscando

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Depois de tudo terminado, abraços, cumprimentos e todo mundo falando de doutorado, oh, céus!, fomos comemorar num rodízio de massas no Manjericão. Super recomendo, usando a linguagem do twitter. Voltamos pra casa lá pelas 23h, demorei de dar notícias a todo mundo e foi gostoso ver as meninas no twitter querendo saber notícias, gente telefonando (os celulares ficaram desligados por motivos óbvios), enfim, muito carinho dos queridos. No facebook as mensagens de parabéns não paravam de chegar, e eu chorei, juro, muitas vezes. Vejam o que recebi ANTES da defesa:

Captura de tela inteira 07052011 093814.bmp

Ah, não tenho do que reclamar em termos de carinho, nem em termos de nada. Deu tudo certo, hoje sou MESTRE, e estou feliz. Ah, e viva, também. Mas isso eu já disse.