Eu, caçador de mim!

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Esta foi a música com que que Milton abriu o show de ontem, no Centro de Convenções. Vocês não têm idéia do turbilhão de emoções dentro de mim.  Lembrei do tempo do Coral do Vitória, onde cantávamos muitas músicas dele, e do quanto essas músicas me falam. Literalmente, “há canções e há momentos que não sei como explicar..” “certas canções que ouço cabem tão dentro de mim que perguntar carece: Como não fui eu que fiz?”.

Levei a câmera dentro do case, e fiquei quietinha, esperando pra ver se alguém falava algo sobre “não é permitido fotografar” antes de ameaçarem  tomar meu equipamento. Ninguém falou nada, e me senti à vontade pra encostar no palco (sentada no chão, pra não atrapalhar ninguém, que fique claro) e fotografar à vontade. As fotos não são grande coisa em termos de criatividade, já que ele não é o que se pode chamar de artista performático, mas se a emoção pudesse ser transferida para as imagens… ah, seriam explosivas!!!

A platéia estava num diálogo íntimo com o artista, que soube direitinho ir aonde o povo estava. Sinceramente eu não esperava tamanha participação. Não esperava nem que lotasse como lotou. Ilhéus está numa roda viva de shows bons – e relativamente caros – que a gente está precisando fazer escolhas, entre quais ir em detrimento de outros, e o de Milton nãoestava sendo tão comentado assim. Mas estava cheio. [Nós chegamos, Dinah, Marido e eu,  com uma hora de antecedência, já tinha uma fila inacreditável. Passamos por Marta e Tia Suzana que estavam no comecinho. Oh, angústia de viver o que se prega: lá fomos, honestamente, pro final da fila!!! Qual não foi nossa surpresa que, mesmo ficando no final da fila, sentamos uma fileira  na frente delas! Rá!]

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Quase duas horas de música pura, sem defeito. Com tantos pontos altos, que quando eu pensava que não poderia vir algo mais forte… ainda vinha!

Só começar com Caçador de mim… já bateu lá no fundo, mexendo nas minhas memórias. Depois, Coração de estudante, com outras memórias aflorando. Todo mundo cantando junto “E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha sol, é pra l´pa que eu vou!”, completamente inusitado, já que não é do repertório tradicional dele (está no último CD). Saber, pela boca do próprio, que Cravo e Canela foi composta aqui em Ilhéus, na década de 70, para Dina Sfat, trouxe um novo sentido à música, ou melhor, fez todo sentido!

“Nos bailes da vida”  foi outra pancada forte, quando me relembrou: “para cantar, nada era longe, tudo tão bom…” do tempo em que eu vivia de música, pela música e para a música. Deliberadamente fechei a porta da caixinha da memória, pois já estava ficando insuportável.

E veio a bomba mesmo quando ele sentou no banquinho e pediu que a platéia cantasse “Canção da América” pra ele. E não cantou mesmo, ficou regendo, ouvindo, sentindo… lindo demais!!!

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Delícia de noite… que ainda teve a oportunidade de subir no palco – a princípio para fotografar, mas depois pra tietar explicitamente, com direito a um abraço  e uma foto louca feita por marido.

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Olha meus pés ali no palco!!!

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                      Foto: Marido Carlos Mascarenhas

Saímos do show flutuando (pelo menos, eu). E fomos atrás de algo ara comer, mas Ilhéus ainda não aprendeu que depois de um show desse, que terminou meia noite, bares e restaurantes ainda deveriam estar abertos…  TUDO FECHADO! O máximo que conseguimos foi uma água de côco na  Avenida, numa barraquinha perto da Catedral, por pura bondade do dono, pois ele já havia fechado e guardado tudo, mas nos serviu assim mesmo. Mas aproveitamos o restinho da noite pra papear, Marta, Dinah, Marido e eu (tia Su ficou em casa).

Enfim… a nota dissonante foi uma mensagem no meu celular, que só vi depois que estava em casa: Nancy, que não avisou que viria, me viu no palco, ligou, mas o celular estava no silencioso (óbvio) e não nos encontramos! Smiley triste

Crítica musical? Nada! Só registro passional de uma noite linda! Obrigada, Amor, por me proporcionar tudo isso. Sua cumplicidade faz tudo ficar ainda mais lindo e emocionante!

[Ah, e ainda fiquei com um excelente material para o Curso Avançado de Fotografia, no tópico “Fotografia de Palco”.]

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A Influência de Jorge Amado nas Representações Sociais da Região Cacaueira

Este é o título do meu artigo publicado na edição de novembro da Revista Espaço Acadêmico. É claro que a influência do escritor na vida inteira da  cidade é visível e patente, mas um artigo científico provando isso mereceu ser publicado!

Para ler online: REA- Novembro. O meu artigo.

Para baixar o pdf da revista.

Preciso dizer que estou feliz?

Ah, pra completar, ainda no assunto JORGE AMADO, hoje tem, no Teatro Municipal de Ilhéus, Às 19h, exibição de Capitães da Areia, com a presença da diretora Cecília Amado e dos atores principais do filme. Não percam!!!

Diálogo no frio

Estou chata, com tanto frio. Os sites de previsão do tempo na internet disseram que hoje deu 25º aqui em Ilhéus.  Sim, eu poderia estar doente, mas 25º não era, nem aqui nem na China.

Nem sei se na China a essa época do ano está fazendo frio ou calor, mas aqui não tem cara de primavera, não: O frio queimou as folhas dos meus girassóis-únicos-em-cada-vaso [vou ter que plantar outros], inibiu a produção floral das íris e não me deixa mais molhar meu jardim à noite.

Há três dias não boto a cara fora de casa durante o dia, só saí pra ir ao cinema com Marido na quarta e pra dar uma passada na Infoilhéus ontem. Tenho passado os dias encalacrada, na cama ou no sofá, lendo, escrevendo ou editando fotos. Em outra situação, isso não seria nada demais, mas o frio me faz ficar deprê, sem ânimo pra nada, como se estivesse doente, mesmo sem estar.

Eu até poderia acreditar que estava doente, sentindo mais frio que todo mundo, se não fosse um certo telefonema que recebi no meio da tarde, de outra pessoa que sentia o mesmo que eu.

As frases se alternavam nos dois lados da linha, com mínimas variantes:
– Estou chata, abusada, esse frio tá me tirando do sério.
– Já vesti moleton, calcei meia, vesti blusa quente, e o frio não passa!
– Minha casa está no lugar mais frio dessa cidade!
– Não aguento mais esse dia branco [que não tem nada com o de Geraldo Azevedo].
– Não é nem uma questão de chuva, é o FRIO mesmo.
– Você acredita que o
www.climatempo.com.br tá dizendo que está fazendo 25º?
– Preciso comprar um termômetro!

E outras frases similares, que serviram pra provar, das duas, uma: Ou estamos certas e o frio está demais para nossa cidade e essa época do ano ou temos mais em comum uma com a outra do que gostos, idéias e afinidades: genética.

Enfim… toda essa conversa aqui é também pra provar pra Intense que eu MEREÇO ganhar a blusa de frio da Coca-cola que ela vai dar pra uma das amigas secretas!!! Afinal de contas, estou largando o vício de Coca-cola, preciso de algo pra colocar no lugar! 😉

Atualizando…

E aproveitando as últimas publicações no Facebook, alguns “acontecidos” no final de semana.

* De quinta a sábado teve a segunda turma do Curso Básico de Foto. 19 pessoas que parece terem sido escolhidas a dedo, tanto na simpatia, quanto no interesse e disposição para aprender e experimentar. Veja álbum com as fotos deles, o making of e o mais legal: As fotos que eles tiraram de mim! (Não precisa estar logado no FB,basta clicar!)

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A turma, sem os atrasadinhos…

Valéria 1

Meu momento “modelo”, super divertido.

Foto: Lelly Lopez

* Ainda sábado, fui comer caranguejo com Mírian Dadoorian (adooro esse nome dela com dois “os”) e Marido dela, Vini. [Marido meu não foi, estava num curso na UESC.]

Na verdade, o caranguejo foi só uma questão de acompanhamento, porque nós estávamos mesmo era planejando a mochilagem fotográfica na Chapada, com Flávia, mês que vem. Complemento ainda foram: acarajé e abará (com água de côco pra mim, coca pra eles) e picolé de chocolate com pedaços, da Banana Split! Ainda twittei DA TV deles (me achei chique no úrtimo, apesar de demorar séculos pra digitar no controle remoto e o teclado na tela ser em ordem alfabética – nunca vi isso!).

Captura de tela inteira 18072011 080840.bmp

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Nós duas, foto de Vini

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O fim dos caranguejos, a “secura” era tanta, que não lembramos de fotografar antes! Desculpaí, Flavinha!

Essa mochilagem fotográfica vai ter blog acompanhando em tempo real. Aguarde e confie.

* Na noite de sábado comprei passagem da Gol a R$ 59,00 o trecho pro filhote vir fazer a prova do IFBA em agosto. Foi milagre Ilhéus estar incluída na promoção. E saiu mais barato que a passagem de ônibus! \o/

* Domingo foi um dia estranho. Começou com mamis tomando outra queda… e a agonia de resolver os problemas sobre isso. Graças a Deus não quebrou nada  – quando eu digo “graças a Deus” é com um real sentimento de gratidão. Porque eu nem sei como seria com uma fratura de fêmur ou bacia… Ela ficou tristinha, quando já estava melhor e toda animada pra r à igreja, volta pra cama! É dureza…

Nós já havíamos planejado um almoço com amigos, e fomos assim mesmo, deixando o celular em alerta para o caso deles precisarem de nós. E fomos no Morro dos Navegantes. Lugar belíssimo, agradável de se olhar e de se estar. E a comida… céus! Desde a entrada, Camarão à africana, [que mais parecia à indiana, com curry… delicioso!] aos pratos principais: lagosta na pedra, tilápia na pedra e moqueca de camarão. Mostrar é melhor, né?

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A lagosta – aberta, super fácil de tirar! Ufa!

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Tilápia na pedra – um sonho de gostoso!

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A “pedra”. Tilápia já era!

Depois de tudo isso, teve o jogo do Brasil, que dispensa comentários. Ainda bem que eu dormi o jogo todo, Marido me acordou quando ia começar a prorrogação, pra ir ao mercado e vimos os dois primeiros pênaltis perdidos numa tv na rua. O resto da história vocês sabem.

Terminamos a noite social indo ao Teatro, assistir “Igual a Você”, com Camila Morgado e dois atores que estavam estreando ontem, e, na minha modesta opinião, foram melhores do que ela. Mas isso é assunto pra outro post.

Enfim, o fds foi agitado, antecedendo a segunda que promete ser tensa. Considerando minhas experiências anteriores com extração dentária… estou quase pirando. A dor passou, a “bolha” murchou, mas não me arrisco a repetir a experiência. Vou enfrentar e jogar no lixo o que não presta mesmo. Mas antes precisava desabafar tanto repartindo as coisas boas quanto exorcizando o medo do dentista. Na verdade nunca tive MEDO de dentista, não. Mas quem já precisou de uma anestesia geral pra tirar um siso que não saia porque estava com a raiz enganchada na raiz do vizinho… não pode ser considerada paranóica quando precisa extrair um molar, né?

Dou notícias depois. Se sobreviver.