Niver atípico

Sem fotos. Sem festa. Sem bolo. (Com coca). Sem almoço em família. (Com almoço inesperado com o “patrãozinho”). Sem “feriado particular” como é tradição aqui em casa. Sem presentes. Com corrida a diversos bancos. Com mercado. Com cansaço.

Dá pra pensar que foi terrível, não é? Pois não foi. Em meio a tudo isso, eu estava feliz, lá no íntimo, e a felicidade que brota de dentro é maior do que qualquer festa externa.

Meu dia ontem começou exatamente à meia-noite, com o celular tocando, e ele mal acabava uma ligação vinha outra, só parou às 2 da manhã, e ainda tomei bronca de quem ligou e encontrou ocupado. Nesse meio-tempo, arrumei a mala e as mensagens do orkut (as primeiras) iam sendo respondidas, e foram exatamente as primeiras aquelas que fugiram do “parabénstudodebomfelicidades”.

Dormi até às 6h, quando o celular começou a tocar de novo. (Eu nem reclamei.) Fiz a produção do programa, revisei a apresentação do trabalho pra levar pro Congresso, arrumei o mp3 com músicas pra levar na viagem e achei que dava pra voltar pra cama. Só achei, porque mal fechava os olhos, o celular tocava. (Meu fixo virou “pai-de-santo ao contrário”: só liga, não recebe nada!) Resolvi levantar e tentar fazer as unhas antes de ir pra rádio. Nada feito. A amiga-manicure só poderia à tardinha. Tudo bem, cuidei da vida, e cheguei na rádio a tempo de receber homenagens no ar, muitos abraços, e até visitas especiais em meu local de trabalho.

Depois do programa, o patrãozinho chamou pra almoçar, e fiquei pelo comércio, resolvendo os pepinos que estavam pendentes. cheguei em casa já no finalzinho da tarde, tomei banho e fui pro salão. Lá, encontrei uma festinha que não era pra mim, mas terminou sendo, e muitas amigas queridas. Deus é bom demais, arruma tuuuuuuudo do jeito deEle e a gente só tem é que agradecer.

A noite chegou com um presente mais do que especial, daqueles que a gente quer levar, se não pra vida toda, mas por um bom tempo dentro do coração. (Nem perguntem os detalhes, que eu NÃO VOU CONTAR!!!)

Bom, engana-se quem achou que um dia tem 24h, o meu ontem teve mais 3, que usei para atualizar o blog do programa e o site da rádio, e de quebra papear no msn com a filhota e com amigas especiais. Ah, e ainda teve o post-presente dela, que, pra variar, me fez chorar.

Decididamente, não tenho do que reclamar. Ah, pra não dizer que não teve foto, tirei UMA pro projeto 365 dias, já na hora de dormir, depois da meia-noite, mas pra mim ainda era 12 de maio. Agradecer a Deus? Mil vezes. Agradecer o carinho dos amigos? Um deles me disse que amizade não se agradece, amizade se vive. E é isso. Vivo feliz porque tenho o coração repleto de sentimentos bons por pessoas maravilhosas. Perdi algumas ligações no celular, embora tenha retornado algumas. Se você está no meio de quem não conseguiu falar, sorry… mas sinta-se abraçado. (Eu tô convencida, né??? kkkkkk)

E a última coisa feita no pc antes de dormir foi alterar o perfil do orkut:

quem sou eu: “Eu sou apenas uma mulher…”

Feliz, realizada em alguns aspectos, buscando me realizar em outros, graciosamente abençoada pelo Pai e agradecida por Seu cuidado constante.

Mãe, amiga, cúmplice, companheira, em cada “função” busco ser autêntica, coerente e digna de confiança. É claro que não sou perfeita. Mas de tão feliz que estou hoje, não consigo enxergar nada defeituoso no mundo, muito menos em mim!!!

O baianês na amizade

Ela vem e desperta o jeito simples de ser amigo, o jeito gostoso de ter alguém que você possa realmente dizer: “é minha amiga”. A primeira vez que “falei” com ela, a chamei de linda. Como força de expressão num primeiro momento, mas que depois viraria pura constatação da verdade. Sotaque sem compromisso, sem estresse e passando calmaria. Não que ela seja calma! Baiana arretada, “pidona” e chorona também. Exigente e carinhosa. Sabe “puxar orelha” e sabe passar a mão na cabeça. Um orgulho na forma de pessoa.

Não vou dizer que és guerreira. Não mesmo! Não que seja mentira, mas porque todos falam. Sou teu amigo “original”. Vou dizer que és o sangue quente correndo nas veias de quem realmente não deixa a “peteca” cair. A mãe super-mãe. Uma poetisa incompreendida muitas vezes. A sensibilidade na forma de lágrimas que molham o rosto e deixam transparecer a fragilidade do ser humano que está na pele dessa fã tresloucada de Chico Buarque. Mas fragilidade essa que te faz forte para vencer todas as barreiras.

Neste dia não precisas pedir nenhum presente, pois tenho certeza que tens tudo o que queres. E, além disso, nos presenteia com tua simpatia, doçura e amizade. Comemorar teu aniversário é também comemorar dois anos de muito papo, muito desabafo, choros e risos ao teu lado. É saber que tenho dentro de mim uma pessoa especial.

Posso concordar que gestos são maiores que palavras, mas estas nos dão condições de expressar o que há de mais profundo dentro do nosso coração. Por isso escrevo como presente. Escrevo com gosto. Escolhi, sim, o jeito de escrever. Tentei escrever as melhores palavras e expressões. Por quê? Simplesmente porque mereces o melhor. Posso não conseguir isto, mas tentei.

Feliz Aniversário!

By Rodrigo

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Presente meio que pedido… mas ele sabe que adoro receber coisas assim, impalpáveis, passionais, e cheias de emoção.

Não quis colocar aqui uma de nossas fotos antigas, porque na quarta vamos nos encontrar, e prometo que volto pra ilustrar esse post com nossas caras de felicidade.

Como prometido… Nós, by Alene Lins


E hoje bateu no coração…

Sei lá se é porque está perto o dia, ou porque está longe a cria…
Dia das mães e aniversário juntos nunca foram uma boa mistura.
Eu sempre “sobro” na hora do presente…
Mas este ano, nem presente eu queria.
Queria só que fosse igual a todo ano,
E eu colocasse meus bebês um em cada lado
E fizesse a brincadeira que eu adoro e eles fazem de conta que detestam.
“Mamãe zi ama, mamãe zi dola, mamãe zi quer…”

Este ano está diferente…
Nem filha, nem festa, nem vontade de fazer festa.
Não, eu não estou triste.
É só nostalgia, saudade, um tantinho de melancolia
Esperando que o tempo passe
E que amanheça outro dia,
Que me deixe celebrar a vida sem pensar numa data marcada.
E que, de alguma maneira,
Algo marque este ano,
porque é muito bom ter o que recordar!

(Cenas do ano passado)

Final de festa…

Esta chegou no comentário do post passado, by Dani, a diarista mais criativa que existe na net! E muitos outros recadinhos e telefonemas, e-mails… de quem “se passou”. Mas assim que é bom, porque a festa durou mais, que nem casamento de cigano!!!

Mas hoje meu coração tá mais pra quarta-feira de cinzas, depois de sambar muito (no sentido figurado, é claro!) acabou… 😦

Deixei a garota que diz Ni no aeroporto pela manhã, cedo. E ela subiu as escadas do avião sem nem olhar pra trás. É, sei que é normal, a gente caminha olhando pra frente. E a Dona Saudade que adora me perturbar já veio dizer que chegou. Chegou e não tem lugar pra muita coisa mais, que a tal é espaçosa.

Vejo as coisas que tenho pra fazer, tenho muitos trabalhos de edição de fotos e clips em DVD pra terminar, mas só consegui ficar na cama assistindo “Roda Viva” – Chico nos festivais, e fazendo a bolsa de croché pra ela. Assisti o filme todo, fucei todos os extras, e entendi que tava na hora de levantar, sacudir a poeira e não ficar como Carolina, vendo a vida passar.

Tenho projetos, planos, sonhos… Tenho trabalhos, estudos, tarefas… Tenho filho, pais, amigos… tudo isso precisa de atenção e de deprê já chega!!!