Blog Retrô

A Elaine Gaspareto   propôs uma retrospectiva bloguista  e, eu, toda atrasada, resolvi topar, já em 2012. A proposta era olhar para trás e escolher dentre os posts de 2011 aqueles que, de alguma forma, deixaram sua marca, seja em mim, ou nos que aqui frequentam.

Para esta retrospectiva, deve-se responder a três questões:

1) Qual post seu que mais você gostou de fazer, que mais prazer ou emoção te deu? Por que?

2) Qual post seu foi o mais popular, mais comentado ou mais visitado? Por que, em sua opinião?

3) Qual post seu foi o mais difícil de escrever, o mais complicado? Por que?

Então, vamos lá! Entrar no painel do blogger, olhar as estatísticas e me perder sem responder nenhuma das questões. Esta sou eu! Rá!

(Dois dias depois…)

1) O post seu que mais eu mais gostei de fazer, que me deu mais prazer ou emoção… difícil resposta.

Foram muitas explosões de emoção, e nem todas boas, mas o Post de aniversário de Marido, onde coloquei um trecho dos “agradecimentos” da minha dissertação de mestrado, me deu muito prazer. E sei que emocionou a ele também, ao ponto de fazê-lo chorar…  Mas divido o prêmio com o post que foi o texto final do livro publicado do Deixo Ler. Sentir meu livro nascendo foi uma emoção indescritível. E tê-lo nas mãos, então… ui, foi bom demais. Resta somente colocá-lo no circuito comercial. Alguém?

2) O mais popular foi difícil de encontrar, dentre135 posts e  estatísticas emboladas em duas versões do blog, no wordpress e no pontocom, não consegui ter certeza de qual foi o post mais visitado, mas o mais comentado, sem dúvida foi o do Blogversary (nas duas versões). Com 1488 manifestações de carinho, amor e delicadeza dos meus amigos e leitores, festa de cupcakes da Karine e almoço de Dinah, presente de Flávia ….  Fiquei emocionada, fiquei feliz, me senti a cereja do bolo com todo esse frisson pelos 6 anos do blog.

Mas o post mais visitado foi mesmo o mais triste. Foi como tinha que ser, com o registro da cerimônia de despedida de Martial. Creio que por conta da divulgação no Facebook pelos amigos dele. Mas os comentários (4) foram somente de leitores tradicionais do blog. Como tinha que ser, né?

3) Rá! O post mais difícil de escrever, o mais complicado com certeza foi o da revelação da Amiga Secreta das Garotas da Laje, mas esse foi ainda em 2010, então não vale. Aí fiquei sem chão, porque depois desse desabafo, os outros todos perdem a força. Fiquem então com a tag Desabafo, que só pelo nome já mostra que não foi gostoso escrever.

Então é isso. minha retrô fica por aqui. Decididamente 2011 não foi o meu melhor ano de escrita!

Ecos de 2009 – Parte 5 – O Trabalho [Fotografia]

Não posso negar que 2009 foi um ano BOM no que diz respeito ao trabalho com fotografia. É fato de que não foi uma grande quantidade de trabalho, mas aconteceu uma certa firmeza em mim. Em abril, Sua Majestade, a Nikon D40 foi sequestrada, e não retornou. Passei dois meses sem uma câmera de respeito, e em julho Marido comprou uma Nikon D60 pra por no lugar da outra [ainda estamos pagando…].

Foram vários casamentos, aniversários, formaturas, três grávidas e vários projetos fotográficos em andamento. O mais importante deles foi o que rendeu a exposição “Rio do Engenho: Festas, Saberes e Sabores”, que estreou no Museu da Gastronomia Baiana, no Pelourinho, em Salvador e depois já passou pela UESC, pela comunidade do Rio do Engenho e pelo Teatro Municipal de Ilhéus. Vocês não fazem idéia como é impressionante [tentei achar outra palavra, mas não consegui] ver exposto o fruto de meu olhar, cristalizado numa fotografia! É algo que não consigo encontrar palavras para descrever.

Quando voltei de Salvador, após termos arrumado a abertura da exposição, vim com uma certeza: Esse é o meu caminho. Quero fotografar e exibir as imagens. Não necessariamente quero fotografar por dinheiro. Quero, sim, fotografar. E quero, sim, ganhar dinheiro com isso. Mas não quero que seja algo condicionado ao gosto e necessidade de clientes.

“Ah, e como pode ser diferente?” é a pergunta óbvia. Pode ser diferente se eu conseguir encaixar meus projetos fotográficos – vindos da minha cabeça ou da cabeça de outras pessoas, mas com os quais eu concorde na essência – em editais que cubram os custos e paguem o trabalho. Editais de empresas privadas ou do governo em suas várias instâncias. Já estou procurando, e sei que vou conseguir coisas interessantes. [Se vocês encontrarem algo e lembrarem de mim, eu agradeço!]

Falo que não quero ficar condicionada aos desejos e motivações dos clientes porque muitas vezes aquilo que vai render dinheiro é algo extremamente cansativo e sem graça ou até mesmo impossível. Por exemplo: Fazer um book de uma criatura que se acha a 9a. maravilha do mundo, mas é feia como a fome e não tem um pingo de flexibilidade para ser modelo. Mas a dita cuja PAGA, então… eu TENHO que fazer. E se ela não gostar do resultado? E se achar que ficou feia (“ficou”, viu?)?

Isso é tão estranho… e tão difícil de administrar… Por isso é que quero focar em coisas que atendam às minhas necessidades, intenções e motivações para fotografar. Tenho vários projetos fotográficos pensados, preciso “apenas” conseguir meios para que eles sejam executados e assim gerar além de satisfação e realização pessoal, também renda.

O finalzinho de 2009 me trouxe muito trabalho, e consequentemente, me ajudou a arrumar as contas, zerar o cartão de crédito, e voltar a por os pés no chão sem agonia. Que 2010 chegue trazendo ainda mais alegria e prazer em fotografar!

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PS- Por incrível que pareça, este post vai sair sem fotos. É que está difícil escolher alguma… hahahahaha

Ano novo – "Tudo novo de novo"?

 

É isso… parece que é novo, mas é tudo igual. Lágrimas e sorrisos, coisas boas e coisas ruins, erros e acertos.  E 1º de janeiro é só um dia, um dia depois do outro, como todos os dias. Com possibilidades de ser bom ou ruim, às vezes de ser bom E ruim ao mesmo tempo, dependendo do ângulo em que se olha, dependendo do sentimento que se tem, dependendo do que se esperou e do que se conseguiu.

Não terminei minha retrospectiva [ainda], e acho que mesmo depois do ano começado, ainda vou me forçar a fazê-la, que eu não sou mulher de deixar nada pela metade. (Eu disse isso?) Depois de me fotografar durante 365 dias [366, na verdade, o ano foi bissexto], em 2009 eu pouco ME fotografei. Isso me fez falta.

2009 foi estranho pra mim, e o final dele está sendo mais estranho ainda. Sem ares de mudança, sem expectativas, sem grandes esperanças… acho que estou meio cética ou talvez só desanimada ao constatar que mais um ano se passou e parece que eu nem vi.

Aquilo de dizer "foi tão rápido" e ao mesmo tempo "se arrastou"… aconteceu TANTA coisa este ano, e eu me sinto vazia, por que? E será que eu quero saber essa resposta? Não sei. Vontade de apagar todas as interrogações e reticências, colocar somente pontos finais.

Vontade de sair daqui, de dar um tempo na vida-de-todo-dia, de ver outros lugares, outras pessoas, lugares e pessoas que não me lembrem coisas como mestrado, dinheiro [ou falta dele], saúde [ou falta dela] ou planejamentos para o futuro. Será que estou sendo simplista ou  egoísta nesse desejo? Ah, sei lá… Por que tenho que pensar tanto e querer responder todas as questões?

Melhor deixar pra lá e focar em outras coisas mais relevantes, como por exemplo, a lasanha que vou fazer para o almoço de despedida dela. (Ahá! É porque ela vai embora hoje que eu estou assim! Mas como é que não percebi isso antes???)

Ecos de 2009 – Parte 2 – A Saúde [da família]

Ô ano que me consumiu, em matéria de saúde, foi esse 2009. Tô doida que ele acabe logo, e mais do que isso, que 2010 seja mais leve.

Desde junho que não paro com problemas sérios de saúde dos outros pra cuidar, descontando as minhas enxaquecas. Em junho o filhote fez uma cirurgia na coluna, corrigindo uma escoliose que já estava mais acentuada do que seria aceitável. O coração e um dos pulmões estavam sendo pressionados, e ele já desmaiava com um esforço físico mínimo, e a cirurgia era realmente indicada. Além do Dr. Ortopedista de Recife, levamos o garoto a outros dois, em Salvador, que indicaram a cirurgia como único caminho.

Depois de me convencer da necessidade explícita de operar, a batalha foi conseguir que o plano de saúde autorizasse não soemnte o procedimento, mas os mateiais: placas e parafusos de titânio, que custavam não somente os olhos da cara, mas os ouvidos, o nariz e a boca:

17-06-09 (14)

          Clica, que aumenta!

17-06-09 (13)

Depois de meses de agonia, finalmente a cirurgia aconteceu, e foi devidamente documentada e repartida com os leitores do blog. Graças a Deus foi tudo muito melhor do que o esperado, e apesar de ser difícil física e emocionalmente, o resultado valeu a pena. Ele se recuperou super bem, e mais do que tudo, foi um herói, sem reclamar, sem resmungar, mesmo com muita dor. Lembro que num dos posts que escrevi no hospital, enquanto ele sofria, a Intense lembrou de uma música, Quando a dor te corta:

Voltei de Recife e ele ficou lá ainda mais dois meses, até poder viajar e voltar pra casa. Aí… mal ele voltou, em agosto tive que enfrentar outra batalha, com a cirurgia de Mamis. Foi retirado um câncer de endométrio, que apesar de ser terrível por si só, ficava um tantinho pior pelo estado geral dela: 80 anos, cardiopata, e extremamente debilitada. Além de tudo o mais, ela NÃO QUERIA fazer a operação. Não sei se ela não entendia a gravidade da situação ou se era exatamente porque entendia que se negava. Então, a batalha começou em convencê-la a operar. Não daria pra escrever aqui, e durou dois anos inteiros.

Quando ela finalmente foi convencida de que precisava operar, a luta continuou, pois era em Salvador, e precisavam (ele e meu pai) ficar na casa de parentes, e por mais que você queira dizer que “parente é pra isso mesmo”, gente a mais em casa cansa e estressa. Eles ficaram primeiro na casa de um irmão de meu pai, depois na de uma sobrinha de minha mãe, que é médica e foi excepcional para ajeitar a parte clínica e burocrática da cirurgia, e depois ficaram na casa de outro irmão dele. Eu fiquei os dez dias depois da operação com ela, em plantão de 24h. Voltei só o pó da rabiola… e ainda deixei meu pai lá, às voltas com um câncer de pele, que literalmente explodiu no rosto, na semana da cirurgia de mamis. Aos meus olhos de leiga, foi uma somatização completa e absoluta  da situação toda. No dia que cheguei lá, estava só uma pontinha, como uma espinha machucada, no rosto. Quando vim embora estava enorme, e a cirurgia dele teve que ser feita de urgência. Ufa! Sei que isto aqui está ficando cansativo, já passou do tamanho aceitável de post… mas como estou escrevendo para registrar meu 2009… vocês vão passando por cima, e o xis vermelho tá ali mesmo pra quem não quiser ler poder fechar a página.

Eles voltaram no começo de dezembro. Ó nós no aeroporto:

09-12-09 007

Ah, teve a queda que o filhote tomou aqui em casa, bateu a cabeça e… mais 3 dias de hospital, tomografia, agonias mil… mas disso eu já falei aqui.

Faltou falar da saúde de Mel, a yorkshire que também faz parte da família, e que teve uma infecção bacteriana no ouvido, que só descobrimos porque levamos à veterinária para ver uns caroços que apareceram nas mamas. Ai ai ai… a bichinha estava completamente surda, por isso não latia… e eu achando que a casa nova fez com que ela ficasse mais calma! A infecção foi tratada, mas os caroços ainda estão lá, esperando terminar de pagar os custos da primeira parte. Bléh.

Outros membros da família (tios, tias) também estão passando por situações difíceis… temos curtido umas boas horas de aflição.

E a minha saúde? Vontade de dizer que tá tudo lindo, tudo maravilhoso. Mas nem está. Já há algum tempo estou me sentindo exausta, cansada por tudo e por nada… fui ao Dr. Endócrino que pediu 1488 exames, que deram em nada: TUDO NORMAL. Ele achou que podia ser algo relacionado à reposição hormonal que eu ainda não faço, e pediu mais exames pra levar direto ao Dr. Ginecologista. Fiz, levei e… nada. TUDO NORMAL, só o colesterol que ainda está alto, mas estou comendo a ração humana e vai diminuir. Dr. Gineco mandou fazer mais exames, e vou pegar resultado amanhã.

Junto disso, tem meu dedo mindinho da mão esquerda, que está doendo de graça. Quero dizer, ele dói se for apertado, se bater em algum lugar ou se baterem nele, mas dói até de graça. Já fui num Ortopedista especialista em mãos, que disse que deve ser artose (!), mas pediu raio x e ultrassom do punho. Querem saber? Peguei resultado ontem, ainda não levei de volta ao médico, TUDO NORMAL na mão esquerda. Na direita, que não dói [quero dizer, dói, um pouco.]… uma “leve tenosinovite no túnel do carpo”. E o dedo mindinho continua doendo, e muito. Faço o que?

Já sei, peço a 2009 pra ir embora correndo, e 2010 chegar cheiiiinho de saúde. Porque de doença já deu.