Ecos de 2009 – Parte 5 – O Trabalho [Fotografia]

Não posso negar que 2009 foi um ano BOM no que diz respeito ao trabalho com fotografia. É fato de que não foi uma grande quantidade de trabalho, mas aconteceu uma certa firmeza em mim. Em abril, Sua Majestade, a Nikon D40 foi sequestrada, e não retornou. Passei dois meses sem uma câmera de respeito, e em julho Marido comprou uma Nikon D60 pra por no lugar da outra [ainda estamos pagando…].

Foram vários casamentos, aniversários, formaturas, três grávidas e vários projetos fotográficos em andamento. O mais importante deles foi o que rendeu a exposição “Rio do Engenho: Festas, Saberes e Sabores”, que estreou no Museu da Gastronomia Baiana, no Pelourinho, em Salvador e depois já passou pela UESC, pela comunidade do Rio do Engenho e pelo Teatro Municipal de Ilhéus. Vocês não fazem idéia como é impressionante [tentei achar outra palavra, mas não consegui] ver exposto o fruto de meu olhar, cristalizado numa fotografia! É algo que não consigo encontrar palavras para descrever.

Quando voltei de Salvador, após termos arrumado a abertura da exposição, vim com uma certeza: Esse é o meu caminho. Quero fotografar e exibir as imagens. Não necessariamente quero fotografar por dinheiro. Quero, sim, fotografar. E quero, sim, ganhar dinheiro com isso. Mas não quero que seja algo condicionado ao gosto e necessidade de clientes.

“Ah, e como pode ser diferente?” é a pergunta óbvia. Pode ser diferente se eu conseguir encaixar meus projetos fotográficos – vindos da minha cabeça ou da cabeça de outras pessoas, mas com os quais eu concorde na essência – em editais que cubram os custos e paguem o trabalho. Editais de empresas privadas ou do governo em suas várias instâncias. Já estou procurando, e sei que vou conseguir coisas interessantes. [Se vocês encontrarem algo e lembrarem de mim, eu agradeço!]

Falo que não quero ficar condicionada aos desejos e motivações dos clientes porque muitas vezes aquilo que vai render dinheiro é algo extremamente cansativo e sem graça ou até mesmo impossível. Por exemplo: Fazer um book de uma criatura que se acha a 9a. maravilha do mundo, mas é feia como a fome e não tem um pingo de flexibilidade para ser modelo. Mas a dita cuja PAGA, então… eu TENHO que fazer. E se ela não gostar do resultado? E se achar que ficou feia (“ficou”, viu?)?

Isso é tão estranho… e tão difícil de administrar… Por isso é que quero focar em coisas que atendam às minhas necessidades, intenções e motivações para fotografar. Tenho vários projetos fotográficos pensados, preciso “apenas” conseguir meios para que eles sejam executados e assim gerar além de satisfação e realização pessoal, também renda.

O finalzinho de 2009 me trouxe muito trabalho, e consequentemente, me ajudou a arrumar as contas, zerar o cartão de crédito, e voltar a por os pés no chão sem agonia. Que 2010 chegue trazendo ainda mais alegria e prazer em fotografar!

**********

PS- Por incrível que pareça, este post vai sair sem fotos. É que está difícil escolher alguma… hahahahaha

Tarde de convites

Sei que  já me “despedi” via twitter, há quase uma hora, mas ainda estou por aqui.

tchau

E como já-já vou-me de verdade, deixo aqui alguns convites.

***********

1. Convido a ir ao Teatro Municipal de Ilhéus para ver a minha Exposição Fotográfica Rio do Engenho: Festas, saberes e sabores. Não é porque são fotos minhas, não, mas está belíssima. Fica só até o dia 30, segunda-feira. Não perca!

convite teatro 2

***********

2. Convido a visitar a exposição que entrará em cartaz a partir do dia 01/12, na mesma Galeria do TMI:

Convite expo

***********

3. Convido a enviar seu conto ou microconto para o Concurso Cultural que comemora os 4 anos do Deixo Ler.

As participações já começaram a chegar. E já deu pra perceber que o júri vai ter um trabalho árduo… Estou esperando a sua.

 

 

Mande até 4 contos ou microcontos e concorra a 4 livros "O conto em vinte e cinco baianos".

Confira as regras aqui.

Divulgue no seu blog e concorra em dobro. Já estão divulgando:

Patrícia Daltro, no A Vida sem manual

Marial Luiza Heine, no Ilhéus com amor
Vanessa no Fio de Ariadne
Cíntia no Palavras abraçadas

 

4. Para finalizar, convido a comer um acarajé! Hoje é o “Dia da Baiana”. Vi na reportagem do Jornal Hoje (Veja o vídeo) e nem sou chegada a esse exagero na indumentária, mas no acarajé… ah, não me chame não, que eu vou, viu? 

Se uma imagem vale por mil palavras…

Quantas mil teremos aqui???

Realization mode on.

Ou veja aqui, em tamanho maior.

A partir de amanhã, estarei todas as manhãs, dando plantão na Galeria do TMI. Continuo esperando vocês.

Boa noite. E Muito boa sorte.

Rio do Engenho: Festas, Saberes e Sabores na Galeria do Teatro Municipal de Ilhéus

convite teatro

Quem não pôde ir ao Pelourinho em setembro, à UESC e ao Rio do Engenho em outubro, tem em novembro a oportunidade de ver a Exposição Fotográfica Rio do Engenho: Festas, Saberes e Sabores na Galeria do Teatro Municipal de Ilhéus.

Com fotos minhas (Anabel Mascarenhas) e de Joliane Olschowsky, e curadoria de Juliana Menezes, Gisane Santana e Mércia Cruz, a exposição traz 50 fotografias coloridas montadas em molduras feitas artesanalmente por moradores locais e mostra um pouco do cotidiano, da cultura e da gastronomia do Rio do Engenho.

A capitania vai ver, pelo nosso olhar, a beleza do distrito do Rio do Engenho, que, além da parte histórica, tem muito mais coisas interessantes para se descobrir. Uma possibilidade turística sub-aproveitada, e que está esperando o quê pra ser vista? A viagem de Chalana até lá, que não foi registrada nesta exposição, mas no meu Carnaval Fotográfico, é um passeio imperdível.

Carnaval_Fotogr_fico_23_02_09_002

"Rio do Engenho: Festas, Saberes e Sabores" é um projeto do Grupo de Pesquisa Identidade Cultural e Expressões Regionais – ICER, da UESC/DLA. Tem o apoio do CNPq e da Fapesb e Patrocínio da Prefeitura Municipal de Ilhéus.

Abertura HOJE, quinta, dia 12 de novembro, às 18h.

De 12 a 30 de novembro, com horário de visitação das 8 às 12h e das 14 às 18h.

Vai ser uma alegria ver você lá!

Ah, e, sim, vai  ter degustação de doces produzidos pela comunidade.