Foi como tinha que ser

Num domingo nublado, cinzento como devem ser os dias de despedida, fomos nos despedir materialmente de Martial, espalhando suas cinzas sobre a areia da praia onde ele gostava de jogar baba, aos domingos, com os companheiros da AVEP.

Foi dolorido, emocionante, mas lindo. Tocante. Como deveria ser. Lágrimas rolaram dos olhos, engasgos se ouviram na voz de quem tinha que falar… mas tudo foi como tinha que ser.

Acho que ele estava rindo, feliz, vendo o que a gente fazia. Vendo as lágrimas, os sorrisos, e a felicidade que família e amigos tiveram, por conviver com ele, por amarem e se sentirem amados. Sim, com certeza ele estava gargalhando!

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Mas é impressionante a diferença que faz a presença de uma criança nesses momentos de dor!

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(Lilás, sobrinha-neta de Martial e Celina)

 

PS- Este foi um momento especialmente emocionante para mim, pois Martial foi a pessoa responsável por hoje eu ter Marido. Veja aqui porque.

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Saudade

A querida Silmara Franco escreveu um texto lindo sobre saudade hoje. Recomendo que leiam todinho. E releiam, pra ter certeza de que captaram bem a mensagem. Separei um trechinho dele, pra comentar:

Matar saudade não é crime. Quem ama pode, e deve, dar cabo dela. Não fazê-lo é condenar-se a um tipo especial de xilindró: o do coração apertado.

Estou vivendo um desses momentos de matar saudade: Filhote está em casa! Veio fazer a prova de seleção do IFBA e eu aproveitei pra pegar a danada e enfiar pelo ralo, enforcar, matar do jeito que puder. Porque uma das piores coisas desse mundo é mãe viver longe de filho.

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Hoje é dia de falar da perda…

Há pouco tempo perdi uma amiga, que foi minha endocrinologista nem na época em que precisei retirar a tireóide porque lá estava instalado um nódulo ”com aspecto ruim”. Aninha, ou melhor, Dra. Ana Lucia Sampaio foi uma pessoa daquelas pra nunca ser esquecida. Não somente pelo que era, mas pelo que fazia e pela maneira como vivia.

Mulher de fé inabalável, enfrentou um câncer de mama que depois se espalhou por outros órgãos e a levou de nós muito precocemente. No dia da sua morte, uma de suas sobrinhas, Ísis, que estava beeeem longe, enviou por e-mail um texto que, com a devida permissão da autora, reproduzo aqui. E faço isso exatamente hoje, porque novamente estou passando pela dor de perder alguém querido, e alguém muito querido por pessoas que me são caríssimas.

Ísis conseguiu colocar em palavras um sentimento que seu que é encontrado nos corações de todos os que vivem o sentimento de perda de alguém amado. Hoje partiu a mãe da minha médica-irmã-melhoramiga, como um passarinho: dormindo e serena. E creio que essas palavras são bem apropriadas para o momento.

“Como é difícil a distância das pessoas que você mais ama na vida… Mais difícil ainda é quando o momento é delicado e as impossibilidades da circunstância não te conduzem para perto delas.

A vida é mesmo um mistério, cheia de encontros e desencontros, de angústias e felicidades, de dores e superações. Mas hoje, a verdade é que eu tive a convicção de que nós, seres humanos imperfeitos, temos muito medo das certezas. Quando nos é perguntado qual é a única certeza da vida, respondemos prontamente que é a morte e assim vamos vivendo os nossos dias perguntando sempre o que será que acontece depois que esse frágil fio entre os dois lados se rompe. E sim, temos medo de morrer e temos mais medo ainda de perder quem a gente ama profundamente. Por isso, digo que temos medo do que pode ser certeza… A certeza angustia, causa temor e a nossa única certeza no mundo faz com que a gente crie outras incertezas daquilo que pode (ou não) vir a acontecer.

Diante de toda essa reflexão louca, só existe uma coisa que podemos nos apegar: a fé! A fé independe da religião… A fé é algo que vem depositado dentro de nós e que vai aos poucos sendo cultivada de maneiras diferentes ao longo da vida. Entretanto, nas horas de muita dor, somos egoístas e nunca queremos perder aqueles que estão ao nosso lado mesmo que eles sofram e tenham dores corporais tão insuportáveis que pedem a Deus que os levem, por acreditarem que ao cruzar esse linha, haverá a continuação da vida repleta de luz, onde as dores físicas jamais voltarão a existir.

Assim, perdemos mais uma pessoa que amamos… Uma pessoa cujo olhar transmitia bondade e que a sua superação unida a sua fé foi o maior exemplo que ela pode deixar para todos nós. Tia Aninha era boa por essência, ela não tinha medo de morrer e quis ter essa sobrevida para que todos pudessem ir aos poucos se acostumando com a sua ausência aqui na Terra.

E quem irá dizer que daqui pra frente será fácil? Jamais será! Minha avó vive agora a dor que toda e qualquer pessoa tem medo de viver, que é a dor de perder um filho… Mas vó, mesmo longe o meu coração é entregue totalmente a senhora, porque sei que a sua fé é maior que o seu medo. Além disso, o amor que a cerca é tão imensurável que não cabe em nenhuma descrição que eu possa tentar fazer.

Aos meus tios e tias (e também ao meu pai e mãe), o vazio que o irmão deixa não deve ter preço, porém, vocês agora mais do que nunca são as grandes razões para que o sorriso da minha avó volte a brilhar no rosto.

A nós, netos tão queridos, a missão de trazer de volta a esperança da ampliação da nossa família, para mostrar o poder cíclico, em que muitos vão, mas muitos também chegam para trazer novas emoções a vida dos que aqui ficam.

É com muita dor que sinto saudades de todos e que gostaria muito de poder abraçar, beijar e consolar (além de ser consolada) cada um de vocês. Mas a vida não é da maneira que a gente acha que vai ser e nesse momento não pude ficar ao lado dos que mais amo. Contudo, toda a distância e o momento de dor me fazem ver que o amor que sinto por cada um de vocês vai além do que eu poderia imaginar – e olhem que eu já achava que amava infinitamente e agora sei que se existe algo além do infinito é o meu amor pela minha família. Fico animada em saber que somos uma família de verdade e que juntos vamos superar a dor que a única certeza da vida nos causa… Vamos em frente, com a fé de que Deus é bom e levou tia Aninha para perto dele e que de lá do céu ela vai consolar os nossos corações, pois, enquanto vivermos guardaremos dela apenas lembranças bonitas e positivas.

Força, minha família! Não estamos na vida para entender os planos de Deus… Estamos aqui para seguir aquilo o que Ele ensinou a nós!

Amo vocês!

Beijos chorosos e cheios de saudades…

Isis Lavigne de Melo Sampaio”

As situações foram diferentes, porque D. Nadir não estava doente, apesar de idosa. Estava feliz, vendo muitos de seus sonhos se tornarem reais, e ainda fazendo planos para a vida. Ninguém imaginava que isso pudesse acontecer assim, num repente, como foi. Dormiu tranquila e feliz, e não acordou. ;filhos, genros, noras, netos, irmãs, amigos e amigas… todos vamos sentir muita falta daquela que era um exemplo de sinceridade, de fé e de amor ao próximo. Stela, Mili, Dan e Deco, vocês hoje têm completamente o meu coração em solidariedade, cheio de dor, da dor da saudade e da dor de ver sofrer quem a gente ama,

É isso, gente, o carrinho da montanha russa não pára, assim como o tempo.

Nadir

Sessão de vídeo

Hoje ainda não é sexta, e não vou ao cinema, mas que tal ver uns vídeos legais?

O primeiro, vi no blog da Caminhante, junto com um texto sério sobre teste de coral (do qual eu entendo muito bem). Mas só “vi”, não “assisti” o vídeo. Mas foi no Janela Colonial, com o título “Sessão de arremessos”, visto via Google Reader, que ele apareceu novamente, e a legenda: “vi no Blog da Jady e fiquei #tensa”.  Aí fui assistir de fato, porque leio assiduamente o blog da Jady e não  vi por lá nada que tivesse me deixado tensa, recentemente. Aí… Confiram vocês.

Rauuulaaa!

Outro é a nova propaganda da coca-cola, um encanto. Precisa dizer que fiquei emocionada? Pois é, eu, que estou em processo de desintoxicação, vou aqui fazer propaganda da dita cuja pretinha (deliciosa!):

Razões para acreditar

E outro pra emocionar: Vou-me embora pro passado,  colocado pela Jady no comentário do post sobre Pasárgada. Marido ficou encantado… eu confesso que algumas coisas não fazem parte do MEU passado, mas só algumas. Jessier Quirino, de Campina Grande – PB, um artista e tanto!

Vou-me embora pro passado.