Oi pessoas

aqui é Line Gilmore falando, mamãe tá sem conexão no hospital, só conseguiu essa aqui, de acesso remoto 🙂

Irmãozinho já está melhor, parece que não houve nenhum dano sério. Mas continuem torcendo, pra ele voltar logo pra casa.

câmbio, desligo.

Ilhada

Galera, tô sem conexão já há quase uma semana.

Dinah  veio me ver (e visitar Mamis) e trouxe o tim web. Então, apareci para dar notícias.

A barra aqui tá pesada, tô cansaaaada. Mas Mamis tá se recuperando bem, e é isso que importa. Papi não esta aqui conosco,m e ela sente muita falta dele – e vice-versa. A revisão com o cirurgião é na sexta-feira, e até lá fico por aqui. Me disseram que filho único (arrimo de família) tem mais tempo pra ser acompanhante de pai e mãe, segundo a Lei do Servidor. Ainda não sei se isso é verdade, não tenho tempo de fuçar na net, alguém, se puder, me ajude (Amor?). Se bem que meu chefe é uma bênção e já me liberou até aqui, mas… sacomé, né?

Meu celular tá na assinatura dos e-mails, e é a única maneira de comunicação. Sorry, galera.

Primavera 26-10-09 030

Convite

 

O livro é dela, o convite é meu. Mas uso as palavras que ela mesma escreveu, e que têm poesia até em prosa.

Convite Dinah

"Tantos foram os anos dedicados à Educação e agora, no momento precioso da reflexão e das reminiscências, dedico este meu trabalho àqueles que foram parte indispensável do processo: meus alunos e alunas, a quem não considero ex, uma vez que os trago em minha lembrança e em meu coração.

E não poderia esquecer a segunda metade que compõe e coroa aquele tempo: os meus mestres, representados pelo Prof. Osvaldo Ramos (in memorian), uma glória do nosso acervo cultural.

A eles e a todos que me envolvem com sua atenção, o meu sincero agradecimento pelo apoio que me venham a oferecer.

Espero-os dia 21 de outubro, a partir das 18h, no Instituto N. Sra. da Piedade (Ilhéus)."

Dinah Hoisel

 

É HOJE, quem estiver em Ilhéus, aproveite!

Sem título, porque não sei como chamar e nem quero pensar num rótulo

Um dia eu achei que escrevia bem. Um dia, bem lá atrás, quando ainda era uma menina magrinha e tímida, chorona e romântica (bom, chorona e romântica eu ainda sou). Mas nesse dia distante, quando ninguém lia o que eu escrevia, eu sozinha me bastava. Achava que escrevia bem e pronto. O auge da glória foi quando a professora de redação leu uma resposta que escrevi a Minha Namorada, de Vinícius (sério, eu ainda lembro o que escrevi, mas tenho medo de tentar colocar no papel e não achar tão bom…). E ao lado da minha melosidade, ela leu a de um colega que dizia exatamente o contrário, que a namorada dele não poderia ser DELE, precisava ser DELA e só DELA. Enfim, foi a glória. Ah, ela leu anonimamente, isto é, ninguém na sala ficou sabendo que o texto era meu.

Depois eu comecei a escrever cartinhas que eram lidas em público, em datas especiais. E todo mundo gostava, todo mundo dizia que eu escrevia bem. Até o dia em que criei este blog, e vieram outras pessoas a dizer que eu escrevia bem. Pra falar a verdade, muitas vezes eu gosto do que escrevo, mas isso está ficando cada vez mais raro. E me pergunto: qual o motivo?

Hoje li um texto da Tati Bernardes, onde ela fala sobre escrever bem. e entre os conselhos que dá, dizendo explicitamente que escreve sem pensar (e eu também) e que não tem “cacife” pra dar conselhos sobre o assunto, ela indica autores, livros e filmes e eu me desespero, percebendo que mesmo me achando uma apaixonada por livros, não li quase nada do que ela indicou, e não vi quase nenhum dos filmes que ela citou. Vai ver que é por isso, por que eu parei de ler por prazer puro e simples (estou lendo mais do que nunca, mas tudo “por obrigação”) e porque o tempo pro cinema está super reduzido, que não estou me sentindo a “grande escritora” que um dia tive certeza que era.

Mas o conselho final da Tati Bernardes me agradou. E muito:

Uma coisa aqui: se você quer conseguir algo escrevendo: ESCREVA E MUITO. Mas escreva como só você escreveria.

Então, pessoas, sorry por escrever muito (já teve gente que reclamava direto por meus posts serem loooongos), mas é a vida. Não procuro escrever me espelhando em ninguém, embora sempre existam os preferidos para ler. Quero continuar escrevendo – e me bastando – sem precisar do elogio de ninguém, sem me sentir ofendida com a falta deles (os elogios) e sem buscar um sentido especial para cada texto que vem do fundo da alma. Quero escrever e pronto. Usar como catarse, como desabafo, como terapia, sei lá. Quero continuar livre para escrever coisa séria e dar minha opinião sobre o que me interessar, e quero ser livre para também escrever “perfumaria”, como diz Namorado. Fazer listinhas inocentes e outras nem tanto, me descobrir e me mostrar, me esconder e usar as mais diversas figuras de linguagem para dizer o que quero… É só isso.